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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Quadrix 2025

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg605099
Banca
Quadrix
Órgão
CRA-SP
Ano
2025
Nível
Superior

Texto para a questão abaixo.


Marcus Lucius


    Era um comício numa praça da cidade. O prefeito exaltava, orgulhoso, a retomada do crescimento, as cores da bandeira, o hino municipal e o escambau. De repente, o chão começou a tremer. Uma enorme fenda abriu‑se no chão. Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram.


    A guarda acalmou os ansiosos e afastou os curiosos. Os sábios da cidade reuniram‑se rapidamente e aconselharam o prefeito: era necessário que um munícipe corajoso saltasse voluntariamente para o abismo e a fenda fechar‑se‑ia. Então, levantou‑se Marcus Lucius, olhou nos olhos de todos e disse: “façam por merecer”. E simplesmente saltou para nunca mais ser visto.


Internet: (com adaptações). 

Na frase “Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram”, a palavra “que” introduz
  1. Auma característica de um núcleo substantivo por ela retomado.
  2. Bum complemento de um nome por ela retomado.
  3. Cuma circunstância de tempo ligada a um verbo.
  4. Dum complemento oracional de um verbo.
  5. Eum sujeito oracional posposto ao verbo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — um complemento oracional de um verbo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática do "que" na oração subordinada substantiva objetiva direta

Gabarito: letra D. Na frase “Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram”, o “que” é uma conjunção subordinativa integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta — ou seja, um complemento oracional do verbo “pensaram”. A prova está na substituição da oração por “isso”: “Todos pensaram isso”. A alternativa D é a única que descreve exatamente essa função sintática.

O comando da questão

A questão pede que você identifique a função sintática da palavra “que” dentro do período. Isso é diferente de pedir a classe gramatical (que seria “conjunção subordinativa integrante”). Aqui, o foco é o papel que a oração introduzida pelo “que” exerce na estrutura da frase — se é sujeito, objeto, complemento nominal, etc. Perceba que as alternativas falam de “característica”, “complemento de um nome”, “circunstância”, “complemento oracional” e “sujeito oracional” — todas são funções sintáticas possíveis.

A técnica que resolve: a troca por “ISSO”

O macete clássico para reconhecer uma oração subordinada substantiva (e, por consequência, a conjunção integrante) é substituir a oração inteira pela palavra “isso”. Se a frase continuar fazendo sentido, a oração é substantiva e o “que” é conjunção integrante. Aplique ao trecho:

“Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram.”

Substituindo a oração destacada por “isso”:

“Todos pensaram isso e se afastaram.”

A frase permanece gramatical e semanticamente íntegra. Agora, analise a função de “isso” na oração: “Todos pensaram isso” — o verbo “pensar”, neste contexto, é transitivo direto (pensa-se algo), e “isso” exerce a função de objeto direto. Logo, a oração substituída por “isso” também exerce a função de objeto direto do verbo “pensaram”. Por isso, ela é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, e o “que” que a introduz é uma conjunção subordinativa integrante.

Análise das alternativas

"Que" na frase
  • 1Conjunção integrante
    • Introduz oração substantiva
    • Troca por "isso"
  • 2Função: objeto direto
    • Complementa verbo "pensaram"
  • 3Pronome relativo (não é o caso)
    • Retoma substantivo anterior
    • Introduz oração adjetiva
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“uma característica de um núcleo substantivo por ela retomado.”

Erro: troca de conceito. Essa descrição corresponde ao pronome relativo “que”, que retoma um termo anterior (o antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva. Exemplo: “O livro que comprei é bom” — o “que” retoma “livro” e caracteriza esse núcleo. No trecho da questão, o “que” não retoma nenhum substantivo; ele apenas liga a oração ao verbo “pensaram”. Não há antecedente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“um complemento de um nome por ela retomado.”

Erro: troca de conceito. Essa função seria de um “que” pronome relativo que exerce a função de complemento nominal dentro da oração adjetiva, ou de uma oração substantiva completiva nominal (que complementa um nome, não um verbo). No trecho, a oração introduzida pelo “que” complementa o verbo “pensaram”, e não um nome. Não há nome a ser complementado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“uma circunstância de tempo ligada a um verbo.”

Erro: troca de conceito. Essa descrição corresponde a uma oração subordinada adverbial temporal, introduzida por conjunções como “quando”, “enquanto”, “logo que”. O “que” do trecho não indica tempo; ele introduz o conteúdo do pensamento (o que todos pensaram). A oração é substantiva, não adverbial.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“um complemento oracional de um verbo.”

Correta. Como demonstrado, a oração “que era a sétima trombeta do Apocalipse” funciona como objeto direto do verbo “pensaram”. Ela é um complemento oracional (uma oração que completa o sentido de um verbo). O “que” é a conjunção integrante que introduz essa oração substantiva objetiva direta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“um sujeito oracional posposto ao verbo.”

Erro: troca de conceito. Uma oração subordinada substantiva subjetiva exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Exemplo: “É necessário que você estude” — a oração “que você estude” é o sujeito de “é necessário”. No trecho, a oração não é sujeito; ela é objeto direto de “pensaram”. O sujeito de “pensaram” é “todos”.

Conclusão

A questão testa a distinção entre as funções sintáticas que o “que” pode assumir. A chave é sempre substituir a oração por “isso” para identificar se ela é substantiva e, em seguida, analisar a função que “isso” exerce na oração principal. No caso, “pensaram isso” revela que a oração é objeto direto — um complemento oracional do verbo. As demais alternativas descrevem funções de outras estruturas (pronome relativo, oração adverbial, oração subjetiva), que não se aplicam ao trecho.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver “que” em uma questão de função sintática, pergunte-se: ele retoma um termo anterior (pronome relativo) ou introduz uma oração que pode ser trocada por “isso” (conjunção integrante)? Essa distinção elimina metade das alternativas na hora.

Gabarito: letra D

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