Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg605154
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). No trecho “também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução”, o substantivo “possibilidade” não é objeto direto de “está sendo apurada”; ele exerce a função de sujeito paciente da locução verbal na voz passiva analítica. A banca tenta confundir o candidato ao inverter a perspectiva: na voz ativa, “a possibilidade” seria objeto direto de “apurar”, mas na passiva ela vira sujeito.
A questão pede uma análise sintática de um trecho específico do texto. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de reconhecimento da função sintática de um termo dentro da oração. O verbo "julgar" indica que devemos avaliar se a afirmação está certa ou errada — e aqui a afirmação está errada.
Vamos decompor o trecho:
"também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução"
A locução verbal "está sendo apurada" está na voz passiva analítica, formada por verbo auxiliar ("está") + particípio ("sendo apurada"). Nessa construção, o termo que na voz ativa seria o objeto direto passa a ser o sujeito paciente.
Para confirmar, vamos passar para a voz ativa:
Voz passiva: "está sendo apurada a possibilidade"
Voz ativa: "[alguém] apura a possibilidade"
Na voz ativa, "a possibilidade" é objeto direto de "apura". Mas na voz passiva, ela se torna o sujeito da locução. É uma inversão típica: o objeto direto da ativa vira sujeito da passiva.
A banca explora a confusão entre voz ativa e passiva. O candidato que identifica "possibilidade" como o termo que sofre a ação (paciente) pode pensar que ele é objeto direto — mas na passiva, o paciente é o sujeito. A função de objeto direto só existe na voz ativa.
A banca inverte a perspectiva: apresenta a voz passiva e pede a função sintática como se fosse a voz ativa. O termo que sofre a ação na passiva é sujeito paciente, não objeto direto.
A afirmação de que "possibilidade" é objeto direto está errada. Na voz passiva analítica, o termo que recebe a ação é o sujeito paciente. A prova está na transposição para a voz ativa: "apura-se a possibilidade" → "a possibilidade é apurada". O objeto direto da ativa vira sujeito da passiva.
A afirmação está errada, e é exatamente isso que a alternativa E reconhece. "Possibilidade" exerce a função de sujeito da locução verbal "está sendo apurada", não de objeto direto. A banca pede que o candidato identifique o erro — e a alternativa E é a única que o faz.
A questão testa o domínio da voz passiva e a função sintática dos termos. A regra de ouro: na voz passiva analítica, o termo que na ativa seria objeto direto vira sujeito paciente. Portanto, "possibilidade" é sujeito, não objeto direto.
Gabarito: letra E
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