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Questão de Português — Pontuação — Quadrix 2025

PortuguêsPontuação
Código
qg605164
Banca
Quadrix
Órgão
CRC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Polícia de SP investiga se contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução; veja vídeo

        A Polícia Civil investiga se um contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu na manhã da última quarta‑feira (29) em frente a empresa de contabilidade onde ele trabalhava, e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo; as cenas são fortes).

        José Horley de Sousa tinha 36 anos e foi baleado quando estava dentro de seu carro, estacionado na Rua Coronel Francisco Inácio, na região do Sacomã. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Heliópolis, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

        O criminoso é um motociclista, que fugiu após roubar o relógio e a carteira do contador e atirar ao menos quatro vezes nele.

        Imagens gravadas por câmeras de segurança, e que circulam nas redes sociais, mostram que José não reagiu ao assalto. As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua, quando um homem numa moto sobe a calçada se aproxima e aponta a arma para o veículo, que estava com os vidros escuros fechados.

        No vídeo, feito por duas câmeras, ainda é possível ver o contador abrir a porta e entregar os pertences ao criminoso, que atira diversas vezes no motorista.

        O bandido, que usa mochila e capacete, foge em seguida na sua motocicleta.

        O caso foi registrado inicialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 95º Distrito Policial (DP), Cohab‑Heliópolis.

        Mas segundo o delegado que investiga a morte do contador e tenta identificar o criminoso, também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução.

        “O caso foi inicialmente registrado como latrocínio, mas a possibilidade de homicídio também é investigada. Estamos trabalhando com as duas vertentes”, afirmou à reportagem o delegado Carlos Miranda. De acordo com a investigação, a moto do criminoso não era roubada, mas estaria usando placa clonada. O celular do contador e um comprovante de transação bancária, no valor de R$ 50 mil, que estavam no automóvel da vítima, foram apreendidos pela polícia.

        Além de analisar as imagens das câmeras de vídeo, que gravaram a morte do contador, a investigação quer ouvir o depoimento de testemunhas.


Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).
Com base no texto, julgue o item a seguir.No primeiro parágrafo, a passagem “(veja vídeo abaixo; as cenas são fortes)” aparece entre parênteses por se tratar de comentário do veículo de comunicação julgando os fatos relatados.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Parênteses: comentário ou informação objetiva?

Gabarito: ERRADO. A passagem “(veja vídeo abaixo; as cenas são fortes)” não é um comentário do veículo de comunicação julgando os fatos relatados; é uma informação objetiva sobre o conteúdo do vídeo, inserida entre parênteses como um esclarecimento ao leitor. O texto não emite juízo de valor sobre os fatos, apenas orienta o leitor sobre o que verá.

O comando

A questão pede que você julgue se a expressão entre parênteses é um comentário do veículo julgando os fatos. Isso é uma questão de compreensão (o que o texto diz) e de pontuação (função dos parênteses). Você precisa distinguir entre fato (informação verificável) e opinião (juízo de valor).

O texto

O primeiro parágrafo apresenta o caso: um contador morto a tiros, e a polícia investiga se foi latrocínio ou execução. Em seguida, o autor escreve:

“O caso ocorreu na manhã da última quarta‑feira (29) em frente a empresa de contabilidade onde ele trabalhava, e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo; as cenas são fortes).”

A expressão entre parênteses não expressa opinião sobre os fatos (não diz, por exemplo, “o crime foi brutal” ou “a polícia age corretamente”). Ela apenas informa que há um vídeo e alerta que as cenas são fortes — uma informação objetiva, não um julgamento.

A técnica

Parênteses servem para isolar uma informação acessória, um esclarecimento, um comentário do autor, uma data, uma referência. Aqui, a função é esclarecer o leitor sobre o vídeo. O trecho “as cenas são fortes” é uma constatação sobre o conteúdo do vídeo, não uma avaliação dos fatos em si. Se fosse um comentário julgando, teríamos algo como “(infelizmente, mais um caso de violência)” — o que não ocorre.

Análise da assertiva

A assertiva afirma que a passagem é um comentário do veículo julgando os fatos. Isso é falso, pois:

  • O trecho não emite juízo de valor sobre o crime, a vítima ou o criminoso.

  • Ele apenas orienta o leitor: “veja vídeo abaixo” e “as cenas são fortes” (informação sobre o vídeo).

  • A palavra “fortes” descreve o conteúdo do vídeo, não os fatos em si.

Portanto, a assertiva está errada.

Conclusão

A banca tentou confundir informação objetiva com comentário opinativo. Lembre-se: comentário opinativo expressa juízo de valor (bom, ruim, lamentável, correto). Aqui, o texto apenas informa. Por isso, ERRADO.

Gabarito: ERRADO.

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