No período “Os esforços da SMS e do Conselho Regional de Farmácia são no sentido de garantir não apenas a disponibilidade de medicamentos, mas também a presença de profissionais qualificados para planejar, controlar e realizar a dispensação de forma organizada e com base em protocolos rigorosos.”, o par correlato “não apenas/mas também” ajuda na construção de uma relação de
Aadversidade.
Bconclusão.
Cconcessão.
Dcausa.
Eadição.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — adição.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Conjunções correlatas: o valor de “não apenas... mas também”
Gabarito: letra E. O par correlato “não apenas/mas também” estabelece uma relação de adição (soma, acréscimo) entre os elementos que conecta — no caso, entre “a disponibilidade de medicamentos” e “a presença de profissionais qualificados”. A pista decisiva está na própria estrutura do período: os dois termos são somados como objetivos dos esforços da SMS e do Conselho, e não opostos, concluídos, concedidos ou causados entre si.
“Os esforços da SMS e do Conselho Regional de Farmácia são no sentido de garantir não apenas a disponibilidade de medicamentos, mas também a presença de profissionais qualificados...”
A banca testa se você reconhece que “não apenas... mas também” é uma conjunção correlativa aditiva — ou seja, soma dois elementos de mesmo peso. O “mas” que aparece no meio engana: ele não tem valor adversativo aqui, pois não introduz oposição, e sim acréscimo. Vamos entender por quê.
O comando
A questão pergunta qual relação o par correlato ajuda a construir. Isso é uma questão de semântica dos conectivos: você precisa identificar o valor lógico que a expressão instaura entre as ideias. Não é interpretação de texto nem gramática normativa isolada — é reconhecer a função do conectivo no contexto.
A técnica
Conjunções correlativas são aquelas que aparecem em pares (não só... mas também, tanto... quanto, ou... ou, etc.). O par “não apenas... mas também” é classificado como aditivo pela gramática tradicional: ele soma dois termos, dando ênfase ao segundo. Veja o efeito no trecho: os esforços garantem duas coisas — a disponibilidade de medicamentos e a presença de profissionais. Não há oposição entre elas; pelo contrário, são complementares.
A pegadinha clássica é o “mas”: em “não apenas X, mas também Y”, o “mas” não é adversativo. Se fosse, teríamos algo como “garantir a disponibilidade, mas não a presença de profissionais” — o que inverteria o sentido. Aqui, o “mas também” apenas acrescenta o segundo elemento, com ênfase.
Análise das alternativas
Conjunções correlativas: Aditivas (não apenas... mas também, não só... como também, tanto... quanto); Adversativas (mas, porém, contudo); Conclusivas (portanto, logo, então); Concessivas (embora, ainda que); Causais (porque, pois, visto que)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Adversidade (oposição) seria marcada por “mas”, “porém”, “contudo”, “entretanto”. No trecho, não há oposição entre os dois elementos: eles não se contrastam, somam-se. O “mas” de “mas também” é apenas parte da locução correlativa aditiva. A banca tenta confundir quem vê o “mas” e pensa em adversidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Conclusão seria marcada por “portanto”, “logo”, “então”, “por isso”. O período não apresenta uma conclusão tirada de premissas; apenas enumera dois objetivos. Não há relação de consequência entre “disponibilidade de medicamentos” e “presença de profissionais”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Concessão seria marcada por “embora”, “ainda que”, “mesmo que”, “conquanto”. A concessão expressa uma ressalva que não impede a ação principal. No trecho, não há ressalva: os dois elementos são afirmados sem restrição. O “mas também” não concede nada; ele acrescenta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Causa seria marcada por “porque”, “pois”, “visto que”, “já que”. Não há relação de causa e efeito entre os dois elementos. A disponibilidade de medicamentos não é causa da presença de profissionais, nem vice-versa. São dois objetivos paralelos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Adição é exatamente o valor de “não apenas... mas também”. O período soma dois elementos: a disponibilidade de medicamentos e a presença de profissionais qualificados. A gramática classifica essa construção como conjunção correlativa aditiva, e o sentido confirma: os esforços visam garantir ambas as coisas.
PEGA ESSA DICA!
Ao ver “não apenas... mas também”, “não só... como também”, “tanto... quanto”, lembre-se: são aditivas. O “mas” sozinho seria adversativo, mas dentro do par correlato ele perde esse valor e vira soma.