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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Quadrix 2025

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg605367
Banca
Quadrix
Órgão
CRM-ES
Ano
2025
Nível
Superior

Texto para a questão.


Nova lei do luto parental passa a vigorar em agosto de 2025


Casos recentes vividos pela cantora Lexa e pela apresentadora Tati Machado deram visibilidade a esse tema tão delicado: o luto parental. A realidade é que várias famílias brasileiras já enfrentaram essa dor sem o acolhimento adequado, em meio a estruturas hospitalares despreparadas para tratar tamanha fragilidade emocional. Mas esse contexto está prestes a mudar, pois entrará em vigor a Lei do Luto Parental (Lei nº 15.139/2025), a qual estabelece uma política nacional de atendimento digno e humanizado a pais e mães que passam por esse difícil momento.


 A partir de agosto de 2025, a Lei nº 15.139/25 garantirá maior acolhimento, dignidade e respeito às famílias acometidas pela dor da perda gestacional, fetal ou neonatal.


Principais pontos da nova lei


Acomodação separada para mães enlutadas: as maternidades deverão garantir um espaço físico separado para as mães que perderam seus bebês, evitando o contato com outras puérperas e recém‑nascidos. O objetivo é minimizar o sofrimento emocional e proporcionar um ambiente mais acolhedor e respeitoso.


Direito ao momento de despedida: o hospital providenciará local apropriado e um tempo suficiente para se despedir do bebê, com a presença de pessoas previamente autorizadas pelos pais.


Registro simbólico do bebê: os pais poderão registrar simbolicamente o nome escolhido para o bebê natimorto, além de solicitar itens como impressões digitais e plantares, fotos e outros elementos que preservem a memória da criança.


Acompanhante no parto, mesmo em caso de perda: a presença de um acompanhante durante o parto será garantida, inclusive nos casos de natimorto ou quando a perda for identificada no momento do parto.


Encaminhamento para apoio psicológico pós‑alta: os profissionais de saúde encaminharão a família para acompanhamento psicológico contínuo, preferencialmente realizado em domicílio ou na unidade de saúde mais próxima da residência.


Investigação da causa da perda: a equipe médica realizará, sempre que possível, exames para investigar a causa da perda gestacional, fetal ou neonatal. 


Apoio nos trâmites de sepultamento ou cremação: a assistência social dos hospitais prestará apoio às famílias nos procedimentos relacionados ao sepultamento ou cremação do bebê, considerando as crenças e necessidades da família.


Internet: (com adaptações).

Considerando os trechos a seguir, assinale a opção na qual o elemento “que” configura função coesiva anafórica ao substituir um termo, evitando sua repetição na oração posterior.
  1. AO fato de a nova lei visar, primeiramente, ao amparo da parturiente não significa que a família seja excluída do apoio.
  2. BAs instituições de saúde terão que promover a formação continuada de seus profissionais conforme a nova lei.
  3. CO trabalho com puérperas enlutadas é recompensador para funcionários que valorizam a empatia como condição promotora de saúde.
  4. DA nova lei não diz que ações, além de campanhas educativas, devem ser promovidas no mês de outubro (mês oficial de visibilidade do luto gestacional, neonatal e infantil).
  5. EPolíticas públicas como essa são tão relevantes e urgentes, que se torna inadiável uma revolução na construção de um novo conceito de saúde.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O trabalho com puérperas enlutadas é recompensador para funcionários que valorizam a empatia como condição promotora de saúde.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Funções do "que": pronome relativo e coesão anafórica

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única em que o "que" é pronome relativo, pois retoma o termo anterior "funcionários" e evita sua repetição na oração seguinte — exatamente a função coesiva anafórica pedida. Nas demais, o "que" é conjunção integrante (A, B, D) ou conjunção consecutiva (E), ou seja, apenas conecta orações sem substituir nenhum termo.

O comando

A questão pede que você identifique o "que" com função coesiva anafórica, isto é, que substitui um termo já mencionado para evitar repetição. Isso é típico do pronome relativo: ele retoma um antecedente e introduz uma oração subordinada adjetiva. O comando não pede para classificar o "que" em geral, mas para reconhecer o caso em que ele faz referência a algo anterior — a essência da coesão referencial.

A técnica que decide

Para testar se o "que" é pronome relativo, substitua-o por "o qual / a qual / os quais / as quais" e veja se a frase continua fazendo sentido. Se sim, ele é relativo e retoma um termo. Se não, é conjunção (integrante, consecutiva etc.). Aplique isso a cada alternativa:

  • A) "...não significa que a família seja excluída..." → troque por "o qual": "não significa o qual a família..." — não faz sentido. É conjunção integrante (introduz oração substantiva objetiva direta).

  • B) "...terão que promover..." → "terão o qual promover" — não faz sentido. É conjunção integrante (introduz oração substantiva objetiva direta).

  • C) "...funcionários que valorizam..." → "funcionários os quais valorizam" — faz sentido. É pronome relativo, retoma "funcionários".

  • D) "...não diz que ações..." → "não diz o qual ações" — não faz sentido. É conjunção integrante.

  • E) "...tão relevantes e urgentes, que se torna..." → "tão relevantes e urgentes, o qual se torna" — não faz sentido. É conjunção consecutiva (introduz oração subordinada adverbial consecutiva).

A pegadinha da banca

A banca mistura o "que" conjunção integrante (que também conecta orações) com o pronome relativo (que retoma termo). O candidato pode confundir a simples ligação de orações com a substituição de um termo. A dica é: pronome relativo sempre tem antecedente — pergunte "quem?" ou "o quê?" antes do verbo da oração relativa. Se houver um termo que responde, é relativo.

1Pronome relativo
Retoma termo anterior
Substituível por "o qual"
Ex.: funcionários que valorizam
2Conjunção integrante
Não retoma termo
Liga oração substantiva
Ex.: significa que, terão que, diz que
3Conjunção consecutiva
Expressa consequência
Liga oração adverbial
Ex.: tão urgentes, que se torna
"Que" coesivo anafórico
LEVELsoulevel.com.br
"Que" coesivo anafórico: Pronome relativo (Retoma termo anterior, Substituível por "o qual", Ex.: funcionários que valorizam); Conjunção integrante (Não retoma termo, Liga oração substantiva, Ex.: significa que, terão que, diz que); Conjunção consecutiva (Expressa consequência, Liga oração adverbial, Ex.: tão urgentes, que se torna)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O "que" em "não significa que a família seja excluída" é conjunção integrante: introduz uma oração substantiva (objetiva direta) que completa o sentido do verbo "significar". Não retoma nenhum termo anterior — apenas liga a oração principal à subordinada. A troca por "o qual" não faz sentido, confirmando que não é pronome relativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Em "terão que promover", o "que" é conjunção integrante (introduz oração substantiva objetiva direta). Não há antecedente a ser retomado; o "que" apenas conecta o verbo "terão" à oração seguinte. A substituição por "o qual" é impossível, o que descarta a função anafórica.

Alternativa C — ✅ Correta

Em "funcionários que valorizam a empatia", o "que" é pronome relativo: retoma o substantivo "funcionários" e evita repeti-lo na oração adjetiva "que valorizam a empatia". A prova é a substituição: "funcionários os quais valorizam a empatia" — perfeito. Aqui está a função coesiva anafórica pedida: o "que" substitui um termo já dito, garantindo a coesão referencial.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Em "não diz que ações... devem ser promovidas", o "que" é conjunção integrante (introduz oração substantiva objetiva direta). Não retoma termo anterior; apenas liga o verbo "diz" à oração subordinada. A troca por "o qual" não funciona, logo não é pronome relativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Em "tão relevantes e urgentes, que se torna inadiável", o "que" é conjunção consecutiva: introduz uma oração que expressa a consequência da intensidade indicada por "tão". Não há substituição de termo — apenas conexão entre a oração principal e a consecutiva. A substituição por "o qual" é impossível, descartando a função anafórica.

Conclusão

A única alternativa em que o "que" exerce função coesiva anafórica (retoma termo anterior) é a letra C. Nas demais, o "que" é conjunção (integrante ou consecutiva), que apenas conecta orações sem substituir nenhum termo. Lembre-se: pronome relativo tem antecedente; conjunção não tem.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o "que", pergunte: "ele substitui um termo anterior?" Se sim, é pronome relativo. Se não, é conjunção. Teste com "o qual" para confirmar.

Gabarito: letra C

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