Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg605657
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-TO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior


- Aadição.
- Bcontradição.
- Cconclusão.
- Dcausa.
- Econsequência.


GabaritoA — adição.
Gabarito: letra A. Os termos correlatos “não só” e “mas” em “não só pessoal, mas para todo o país” constroem ideia de adição — e não de oposição, como o “mas” isolado costuma sugerir. A pista decisiva está na correlação: quando “mas” vem antecedido de “não só” (ou “não apenas”, “não somente”), forma-se uma conjunção correlativa aditiva, equivalente a “não só... como também”. No texto, o autor afirma que a técnica inovadora é motivo de orgulho não apenas para o pessoal, mas também para todo o país — ou seja, soma-se um segundo elemento ao primeiro.
“Uma técnica tão inovadora é motivo de orgulho não só pessoal, mas para todo o país.”
A passagem mostra que os dois termos (“pessoal” e “todo o país”) são acrescentados um ao outro, ampliando o alcance do orgulho. Não há contraste, conclusão, causa ou consequência: há soma de informações.
A questão pede que você identifique a relação semântica estabelecida pelos conectivos. Isso é típico de questões de conjunções coordenativas — e a armadilha clássica é o “mas” isolado, que normalmente indica oposição (adversidade). Porém, quando o “mas” aparece em correlação com “não só”, ele perde o valor adversativo e assume o valor aditivo. A regra é: “não só... mas (também)” = adição, assim como “não só... como (também)”, “tanto... quanto”, “nem... nem”.
A banca Quadrix explora a associação automática do “mas” com adversidade. O candidato desatento lê “mas” e marca “contradição” (letra B), sem perceber que o “mas” aqui está correlacionado a “não só”. A dica é: sempre que houver um par correlato (“não só... mas”, “tanto... quanto”, “ora... ora”), o valor semântico é definido pela correlação, não pelo segundo elemento isolado.
A alternativa está correta. A correlação “não só... mas” é uma conjunção coordenativa aditiva, que soma informações. No trecho, o autor diz que a técnica é motivo de orgulho não só para o pessoal, mas para todo o país — ou seja, acrescenta-se o país ao pessoal. A ideia é de adição, não de oposição.
A alternativa está incorreta. Ela contradiz o texto ao atribuir ao “mas” o valor de oposição (adversidade). Embora o “mas” isolado seja adversativo, aqui ele está correlacionado a “não só”, formando uma estrutura aditiva. Não há contraste entre “pessoal” e “todo o país”; há soma.
A alternativa está incorreta. Ela extrapola ao sugerir que há uma conclusão (relação de conclusão, típica de “portanto”, “logo”). No trecho, não há uma ideia que se conclui de outra; há apenas o acréscimo de um segundo elemento. A correlação “não só... mas” não expressa conclusão.
A alternativa está incorreta. Ela extrapola ao sugerir que há uma causa (relação causal, típica de “porque”, “visto que”). No trecho, não há uma relação de causa e efeito; há apenas a soma de dois elementos. A correlação “não só... mas” não expressa causa.
A alternativa está incorreta. Ela extrapola ao sugerir que há uma consequência (relação consecutiva, típica de “tanto que”, “de modo que”). No trecho, não há uma consequência derivada de uma causa; há apenas a adição de dois elementos. A correlação “não só... mas” não expressa consequência.
A banca explora a associação automática do “mas” com adversidade. O candidato desatento lê “mas” e marca “contradição” (letra B), sem perceber que o “mas” aqui está correlacionado a “não só”. A dica é: sempre que houver um par correlato (“não só... mas”, “tanto... quanto”, “ora... ora”), o valor semântico é definido pela correlação, não pelo segundo elemento isolado.
Ao encontrar “não só... mas”, substitua mentalmente por “não só... como também”. Se a frase continuar fazendo sentido, o valor é aditivo. Teste: “motivo de orgulho não só pessoal, como também para todo o país” — perfeito, é adição.
Gabarito: letra A.
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