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Questão de Português — Problemas da língua culta — Quadrix 2025

PortuguêsProblemas da língua culta
Código
qg605686
Banca
Quadrix
Órgão
CRO-AC
Ano
2025
Nível
Médio

Texto para a questão.


Dentista faz tatuagem em homenagem à esposa que morreu após acidente aéreo no AC: “Minha melhor amiga”



    “Éramos um casal muito abençoado, exemplos, muitas pessoas nos pediam conselhos como casal. Fomos muito felizes. Não é porque ela morreu, mas minha esposa me fez muito feliz e tenho certeza de que a fiz feliz. Era minha melhor amiga”.

    A declaração é do dentista Bruno Fernando dos Santos, marido da biomédica Amélia Cristina Rocha, que morreu dois meses após a queda de um avião em Manoel Urbano, interior do Acre, em março. Amélia e Bruno, que também estava no voo, estavam juntos há sete anos e oficializaram a união em abril de 2022.

    Para eternizar o amor que sentia pela esposa, Bruno fez uma tatuagem com as digitais do casal, uma frase sobre o sorriso de Amélia e um versículo bíblico. “O coração é formado pela digital dela e a minha, das nossas identidades [RG]. Do lado direito é a dela e do lado esquerdo a minha. Tem um violão, por que ela gostava muito de tocar, tem vídeos nossos cantando, e a frase significa o que me fez apaixonar por ela. O que nos conectou foi o sorriso dela, sempre falava que o que mais gostava era o sorriso dela”, contou.

    Amélia foi a primeira paciente transferida para unidade especializada no Amazonas. Ela chegou a ser extubada no dia 25 de março, mas continuou na UTI, seguindo com o tratamento. Com uma pneumonia e infecção hospitalar, no dia 24 de maio a biomédica teve uma piora e morreu.



Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

No trecho “sempre falava que o que mais gostava era o sorriso dela”, que é parte da fala de uma pessoa que aparece mencionada no texto, ocorre um desvio típico da oralidade, o qual, segundo a gramática normativa, seria corrigido com a
  1. Asubstituição da forma “falava” por falara, para manter a sequência temporal.
  2. Bomissão do artigo definido antes do substantivo “sorriso”, para evitar redundância.
  3. Cinserção da preposição “de” antes do pronome “que”, para atender à regência do verbo “gostar”.
  4. Dmudança do tempo verbal de “era” para foi, para marcar um fato pontual do passado.
  5. Esubstituição de “dela” por teu, para adequar o uso ao padrão culto da linguagem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — inserção da preposição “de” antes do pronome “que”, para atender à regência do verbo “gostar”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência do verbo "gostar": a correção do desvio de oralidade

Gabarito: letra C. O desvio no trecho "sempre falava que o que mais gostava era o sorriso dela" está na regência do verbo "gostar", que, na norma culta, exige a preposição "de" antes do seu complemento. A correção adequada é a inserção da preposição "de" antes do pronome "que", resultando em "sempre falava que o que mais gostava de que era o sorriso dela" — ou, mais naturalmente, "sempre falava que o que mais gostava era o sorriso dela" já com a preposição incorporada ao pronome relativo: "de que". A alternativa C aponta exatamente essa correção.

O comando: identificar o desvio e a correção normativa

A questão pede que você reconheça um desvio típico da oralidade presente na fala do dentista e indique como a gramática normativa o corrigiria. Isso não é uma questão de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado ao trecho: você precisa identificar qual regra da norma culta foi violada e qual ajuste a reestabelece.

O trecho em análise é uma fala transcrita — "sempre falava que o que mais gostava era o sorriso dela" — e, como toda fala espontânea, pode conter construções que fogem ao padrão culto. Seu papel é detectar o desvio e escolher a correção que a norma culta prescreve.

O texto: a fala do dentista e o contexto

No texto, o dentista Bruno Fernando dos Santos descreve a tatuagem que fez em homenagem à esposa. No trecho citado, ele explica que o que mais o conectava à esposa era o sorriso dela. A fala é transcrita com marcas de oralidade, e é exatamente uma dessas marcas que a questão quer que você corrija.

A técnica: regência verbal e a preposição exigida

A regência verbal trata da relação entre o verbo e seus complementos. O verbo gostar é transitivo indireto: exige a preposição de antes do objeto. Na norma culta, dizemos "gosto de você", "gosto de música", "gosto de sorriso". No trecho, o falante omitiu a preposição: "o que mais gostava era o sorriso dela" — o correto seria "o que mais gostava de era o sorriso dela" (ou, com o pronome relativo, "de que").

Essa omissão é um desvio típico da oralidade: na fala espontânea, é comum suprimir a preposição exigida pelo verbo, mas a norma culta a exige. A alternativa C captura exatamente isso: inserir a preposição "de" antes do pronome "que".

As alternativas

1Transitivo indireto
Exige preposição "de"
"Gosto de você"
2Desvio de oralidade
Omissão da preposição
"o que mais gostava era"
3Correção normativa
Inserir "de" antes do pronome
"o que mais gostava de era"
Regência do verbo "gostar"
LEVELsoulevel.com.br
Regência do verbo "gostar": Transitivo indireto (Exige preposição "de", "Gosto de você"); Desvio de oralidade (Omissão da preposição, "o que mais gostava era"); Correção normativa (Inserir "de" antes do pronome, "o que mais gostava de era")

Alternativa A — ❌ Incorreta

A substituição de "falava" por "falara" não corrige o desvio de regência. O pretérito mais-que-perfeito composto "tinha falado" ou a forma simples "falara" poderiam ser usados em outro contexto, mas aqui o problema não é o tempo verbal. O verbo "falava" está adequado ao relato de um hábito passado. A alternativa troca o foco: o desvio é de regência, não de tempo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A omissão do artigo definido antes de "sorriso" não resolve o problema. O artigo "o" é adequado: refere-se ao sorriso específico da esposa. Não há redundância. A alternativa restringe o alcance do problema, apontando para um aspecto que não é o desvio.

Alternativa C — ✅ Correta

Como explicado, o verbo "gostar" exige a preposição "de". A inserção de "de" antes do pronome "que" corrige a regência: "o que mais gostava de era o sorriso dela". Essa é a correção que a gramática normativa prescreve.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A mudança de "era" para "foi" alteraria o tempo verbal, mas não corrige a regência. O pretérito imperfeito "era" é adequado para descrever uma característica contínua no passado. A alternativa contradiz a necessidade de manter o sentido original.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A substituição de "dela" por "teu" mudaria a pessoa do discurso, o que não é adequado: o falante se refere à esposa na 3ª pessoa. Além disso, não há problema com o pronome possessivo "dela". A alternativa extrapola ao sugerir uma mudança de tratamento que não se justifica.

Conclusão

A questão testa sua capacidade de identificar um desvio de regência e aplicar a correção normativa. A alternativa C é a única que ataca o problema real: a omissão da preposição "de" exigida pelo verbo "gostar".

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar desvios de oralidade, pergunte-se: qual regência o verbo exige? Verbos como "gostar", "assistir", "obedecer" frequentemente aparecem com preposição omitida na fala coloquial.

Gabarito: letra C

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