Após aparecer em vídeo fazendo procedimento
invasivo, dentista do AC tem clínica interditada
pela Vigilância Sanitária
Após a divulgação de um vídeo no qual
aparece fazendo um procedimento invasivo, o dentista
André Maia teve a clínica da qual é proprietário
interditada pela Vigilância Sanitária Estadual nessa
quarta‑feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelo
próprio odontólogo.
A Vigilância Sanitária não quis se pronunciar
sobre a ação. O g1 também tentou contato com a
Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre),
mas não conseguiu retorno até a última atualização
desta reportagem. Já o dentista afirmou que irá se
pronunciar posteriormente.
Maia também é ex‑prefeito do município de
Senador Guiomard, no interior do Acre, e atua na Clínica
de Atendimento Médico e Odontológico (Camoa), e
viralizou nas redes sociais no dia 13 deste mês fazendo um
procedimento que ele não tem autorização para fazer, na
região da cintura de uma paciente que aparece deitada
em uma cadeira de dentista e sem roupa adequada para
intervenções desse tipo.
Com a repercussão das imagens, o Conselho
Regional de Medicina do Acre (CRM‑AC) reforçou que
a Lei do Ato Médico determina que procedimentos
estéticos invasivos são de execução exclusiva dos
médicos, garantindo a segurança dos pacientes. Ainda
alertou que “tais procedimentos devem ser realizados em
ambiente adequado”.
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
No período “o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada”, aparece a oração subordinada “da qual é proprietário”. Nessa oração, o termo “da qual” exerce função sintática de adjunto adnominal, pois
Aajuda a caracterizar um núcleo substantivo concreto.
Bé introduzido pela preposição “de” para se ligar a um substantivo.
Cestá complementando um substantivo abstrato.
Dliga‑se a um substantivo que tem função de sujeito.
Edetermina qual é o paciente da ação expressa pelo substantivo.
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GabaritoA — ajuda a caracterizar um núcleo substantivo concreto.
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Função sintática do pronome relativo "da qual" em oração subordinada adjetiva
Gabarito: letra A. O termo "da qual" exerce função de adjunto adnominal porque, na oração "da qual é proprietário", ele se liga ao substantivo "clínica" para caracterizá-lo, atribuindo-lhe uma qualidade (a de ser de propriedade de André Maia). A função de adjunto adnominal é exatamente essa: acompanhar e caracterizar um núcleo substantivo, e é isso que a alternativa A afirma ao dizer que o termo "ajuda a caracterizar um núcleo substantivo concreto".
O comando da questão
A questão pede que se justifique por que "da qual" é adjunto adnominal. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — você precisa identificar a função do pronome relativo dentro da oração subordinada adjetiva. O comando já afirma a função (adjunto adnominal) e pede o motivo correto. Isso muda a estratégia: não basta saber o que é adjunto adnominal; é preciso reconhecer, no trecho, qual palavra ele modifica e como.
O trecho e a função sintática
No período "o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada", temos:
"o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada"
A oração "da qual é proprietário" é uma subordinada adjetiva restritiva, introduzida pelo pronome relativo "da qual". Esse pronome retoma o substantivo "clínica" e, dentro da oração, exerce a função de adjunto adnominal, pois caracteriza o substantivo: "a clínica da qual [André Maia] é proprietário" = "a clínica de André Maia". O adjunto adnominal é o termo que acompanha um substantivo para caracterizá-lo, atribuindo-lhe qualidade, posse, origem etc. Aqui, "da qual" indica posse (a clínica é dele), funcionando como um possessivo — exatamente o papel de adjunto adnominal.
A técnica que decide
Para identificar se um termo é adjunto adnominal, pergunte: ele caracteriza um substantivo? Se sim, é adjunto adnominal. No trecho, "da qual" caracteriza "clínica" — diz de quem é a clínica. Isso é diferente de complemento nominal, que completa o sentido de um substantivo abstrato (ex.: "medo da morte"), e de objeto indireto, que completa o sentido de um verbo (ex.: "gosto de você"). A alternativa A captura exatamente essa essência: o adjunto adnominal "ajuda a caracterizar um núcleo substantivo concreto".
A alternativa afirma que "da qual" é adjunto adnominal porque "ajuda a caracterizar um núcleo substantivo concreto". Isso está perfeito: o pronome relativo retoma e caracteriza o substantivo "clínica" (substantivo concreto), atribuindo-lhe a característica de ser de propriedade de André Maia. A função de adjunto adnominal é, por definição, caracterizar um substantivo, e é exatamente o que ocorre aqui.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa diz que "da qual" é adjunto adnominal porque "é introduzido pela preposição 'de' para se ligar a um substantivo". Erro: troca de conceito. A presença da preposição "de" não é o que define adjunto adnominal — ela apenas marca a regência exigida pelo verbo "ser proprietário" (quem é proprietário, é proprietário de algo). A preposição é uma característica morfológica, não a razão da função sintática. O que define adjunto adnominal é a função de caracterizar o substantivo, não a preposição que o introduz.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "da qual" "está complementando um substantivo abstrato". Erro: contradiz o texto. O termo "da qual" se liga ao substantivo "clínica", que é concreto (nomeia um lugar físico), não abstrato. Além disso, "da qual" não complementa o substantivo (o que seria função de complemento nominal); ele o caracteriza (função de adjunto adnominal). A alternativa mistura dois erros: o tipo de substantivo e a função exercida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa diz que "da qual" "liga-se a um substantivo que tem função de sujeito". Erro: contradiz o texto. O substantivo "clínica" não é sujeito da oração principal — ele é objeto direto do verbo "teve" (teve a clínica interditada). O sujeito da oração principal é "o dentista André Maia". A função do substantivo ao qual o pronome se liga é irrelevante para classificar "da qual" como adjunto adnominal; o que importa é que ele o caracteriza.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "da qual" "determina qual é o paciente da ação expressa pelo substantivo". Erro: extrapolação e troca de conceito. Não há "ação expressa pelo substantivo" no trecho — o substantivo "clínica" não expressa ação alguma. Além disso, "da qual" não determina "paciente" de nada; ele caracteriza a clínica (indica posse). A alternativa inventa uma relação semântica que não existe no texto.
Conclusão
A questão testa a diferença entre adjunto adnominal (caracteriza o substantivo) e complemento nominal (completa o sentido de substantivo abstrato). A alternativa A é a única que descreve corretamente a função: "da qual" caracteriza o substantivo concreto "clínica". As demais ou trocam o conceito (B), ou contradizem o texto (C, D), ou extrapolam (E).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar adjunto adnominal, pergunte: "esse termo caracteriza um substantivo?" Se sim, é adjunto adnominal. Se completa o sentido de um substantivo abstrato, é complemento nominal. A preposição não decide — a função decide.