Dentista é suspeita de causar lesão permanente no rosto
de paciente após procedimentos estéticos
Uma dentista é investigada após uma paciente
denunciar que ficou com uma deformação permanente
no rosto, além de cicatrizes, fibrose e dor persistente,
segundo laudo da Polícia Civil. A operação aconteceu em
Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital,
a profissional é suspeita de ter feito procedimentos que
devem ser feitos apenas por médicos.
A paciente relatou, segundo a PC, que passou por
lifting e blefaroplastia, que têm o objetivo, respectivamente,
de reduzir linhas de expressão e remoção do excesso de
pele nas pálpebras.
Em nota, o Conselho Regional de Odontologia
de Goiás (CRO) disse que está em curso uma apuração
disciplinar, que tramita sob sigilo. Segundo CRO, lifting e
blefaroplastia são vedados aos cirurgiões‑dentistas.
A investigação cumpriu mandados de busca e
apreensão no espaço que a profissional usava e apreendeu
documentos, prontuários e dispositivos eletrônicos na
terça‑feira (29). Segundo a polícia, os itens serão analisados
para identificar outras vítimas e confirmar o crime.
Os procedimentos de lifting facial e blefaroplastia são
expressamente proibidos para profissionais da odontologia,
informou a PC.
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
No trecho “que têm o objetivo, respectivamente, de reduzir linhas de expressão e remoção do excesso de pele nas pálpebras”, há um problema de paralelismo sintático, que se revela no fato de que
Ahá uma repetição desnecessária da preposição “de” que compromete a clareza da construção.
Bo primeiro termo da sequência deveria ser suprimido para evitar ambiguidade no sentido.
C“remoção” deveria ser um infinitivo, ou “reduzir” deveria ser substituído por um nome.
Do segundo termo da sequência exige regência diferente e, por isso, deveria estar fora da coordenação.
Ea ordem dos termos deveria ser invertida, pois “remoção” tem valor mais abrangente que “reduzir”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — “remoção” deveria ser um infinitivo, ou “reduzir” deveria ser substituído por um nome.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Paralelismo sintático: a quebra entre infinitivo e substantivo
Gabarito: letra C. O problema do trecho está na quebra do paralelismo sintático: o primeiro termo da coordenação é um infinitivo ("reduzir") e o segundo é um substantivo ("remoção"). Para haver paralelismo, ambos devem ter a mesma forma — ou os dois como infinitivos ("reduzir... e remover") ou os dois como nomes ("redução... e remoção"). A alternativa C aponta exatamente essa correção: "remoção" deveria ser um infinitivo, ou "reduzir" deveria ser substituído por um nome.
O comando pede que se identifique por que há um problema de paralelismo sintático no trecho. Paralelismo sintático é a simetria de forma entre termos coordenados: quando dois elementos estão ligados por uma conjunção aditiva ("e"), eles devem desempenhar a mesma função e, idealmente, ter a mesma estrutura morfológica. No trecho, a coordenação é:
"que têm o objetivo, respectivamente, de reduzir linhas de expressão e remoção do excesso de pele nas pálpebras"
O primeiro termo é o infinitivo "reduzir"; o segundo é o substantivo "remoção". A assimetria é visível: um é verbo no infinitivo, o outro é nome. A correção clássica é uniformizar: ou "reduzir... e remover" (dois infinitivos), ou "redução... e remoção" (dois substantivos). A alternativa C captura exatamente essa dualidade.
A técnica para resolver: identifique os termos coordenados e compare suas formas. Se um é verbo e o outro é substantivo, há quebra de paralelismo. A banca adora testar isso com um par em que um termo é infinitivo e o outro é nome derivado do mesmo verbo (reduzir/remoção, aumentar/aumento, etc.).
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece alternativas que falam de repetição de preposição (A), ambiguidade (B), regência (D) e ordem (E) — todas tangenciam o problema real, que é a assimetria morfológica entre os termos coordenados. A pegadinha é o candidato focar na preposição "de" e não na forma dos verbos/nomes.
Termo coordenado
Forma original
Correção possível (infinitivo)
Correção possível (nome)
1º termo
reduzir (infinitivo)
manter "reduzir"
"redução"
2º termo
remoção (substantivo)
"remover"
manter "remoção"
Alternativa A — ❌ Incorreta
A repetição da preposição "de" não é o problema. No trecho, a preposição aparece apenas antes de "reduzir" ("de reduzir"), e não antes de "remoção". A repetição de preposição em termos coordenados é facultativa e não compromete a clareza. O erro real é a forma dos termos, não a preposição. A alternativa extrapola ao atribuir à preposição um problema que está na morfologia dos termos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Suprimir o primeiro termo ("reduzir") não resolve o paralelismo — apenas eliminaria um dos elementos, mas o problema é a assimetria entre os dois. Além disso, não há ambiguidade no trecho: o sentido é claro. A alternativa tangencia o tema ao falar de ambiguidade, que não existe aqui.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa aponta a correção exata: "remoção" deveria ser um infinitivo ("remover"), ou "reduzir" deveria ser substituído por um nome ("redução"). Isso uniformiza os termos coordenados, restaurando o paralelismo sintático. É a única alternativa que identifica a assimetria morfológica como o problema central.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há problema de regência no trecho. O verbo "reduzir" rege a preposição "de" (reduzir algo de algo), e o substantivo "remoção" também admite a preposição "de" (remoção de algo). Ambos os termos aceitam a mesma regência, então não há necessidade de retirar o segundo da coordenação. A alternativa contradiz o texto ao inventar uma incompatibilidade de regência que não existe.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ordem dos termos não é o problema. "Reduzir" e "remoção" estão na ordem correta (o lifting reduz linhas de expressão; a blefaroplastia remove excesso de pele). A inversão não resolveria a assimetria morfológica. A alternativa extrapola ao introduzir um critério de "abrangência" que não está no texto e não é relevante para o paralelismo.
Conclusão: o paralelismo sintático exige simetria de forma entre termos coordenados. A alternativa C é a única que identifica a quebra entre infinitivo e substantivo e propõe a correção adequada. Gabarito: letra C.