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Questão de Português — Pontuação — Quadrix 2025

PortuguêsPontuação
Código
qg605780
Banca
Quadrix
Órgão
CRO-AL
Ano
2025
Nível
Médio
 Adolescente sofre necrose nos dentes após fazer
aplicação de lentes com mulher que não é dentista

Imagem da questão

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Com base no texto, julgue o item seguinte.Na linha 16, o emprego de aspas em “hábil” se deve ao fato de que o meio de comunicação demarca a opinião do advogado.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso de aspas: demarcação de opinião alheia

Gabarito: C (Certo). O emprego de aspas em “hábil” sinaliza que o termo não é do enunciador do texto (o meio de comunicação), mas sim palavra do advogado — ou seja, o jornalista demarca que aquela qualificação é uma opinião de terceiro, não um fato por ele atestado. A passagem que sustenta isso está na linha 16, onde o texto atribui explicitamente a fala ao advogado.

“...segundo o advogado, a profissional seria ‘hábil’...”

Aqui, as aspas funcionam como marca de distanciamento: o redator não assume a verdade do adjetivo; apenas o reporta como posição do advogado. É exatamente o que a assertiva afirma.

O comando

A questão pede que se julgue (certo/errado) uma afirmação sobre a função das aspas em um trecho específico. Isso é uma questão de interpretação de recurso expressivo — não de gramática decorada, mas de efeito de sentido no texto. O verbo "demarca" indica que se busca a intenção comunicativa do sinal gráfico.

O texto e a função das aspas

O texto é uma notícia sobre uma adolescente que sofreu necrose após aplicar lentes dentárias com uma mulher que não é dentista. Na linha 16, o jornalista escreve que a profissional seria "hábil" — segundo o advogado. As aspas, nesse contexto, têm função clássica: assinalar que a palavra pertence a outra voz, não à do narrador. O jornalista não quer afirmar que a mulher é hábil; quer apenas reproduzir a avaliação do advogado, mantendo-se neutro.

A técnica que decide

As aspas têm múltiplos usos: citação, estrangeirismo, ironia, realce. Aqui, o uso é de citação indireta de um termo alheio — o que a gramática chama de demarcação de opinião de terceiro. O contexto imediato ("segundo o advogado") é a pista decisiva: sem as aspas, o leitor poderia entender que o próprio jornalista considera a profissional hábil. Com as aspas, o jornalista se exime dessa opinião.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato confunde o uso de aspas para ironia com o uso para demarcar voz alheia. Aqui não há ironia — há distanciamento do enunciador em relação à palavra do advogado.

Conclusão

A assertiva está correta: as aspas em "hábil" demarcam a opinião do advogado, não a do meio de comunicação. O jornalista apenas reporta a qualificação, sem assumi-la como fato.

Gabarito: C (Certo).

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