Questão de Português — Morfologia - Pronomes — Quadrix 2025
- Código
- qg605843
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-AL
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A oração "que graças a Deus deu tudo certo" não tem o pronome "que" retomando "dentista". O "que" é uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta, e não um pronome relativo. A passagem que sustenta isso está no trecho em que a vítima relata o procedimento: o "que" introduz a fala sobre o resultado do tratamento, não retoma o profissional.
"que graças a Deus deu tudo certo"
O pronome relativo "que" é aquele que substitui um termo já mencionado e inicia uma oração adjetiva (equivale a "o qual, a qual"). No trecho, o "que" não substitui "dentista" — ele apenas conecta a oração "graças a Deus deu tudo certo" ao verbo anterior, funcionando como conjunção integrante. A banca tenta confundir o candidato fazendo-o acreditar que todo "que" após um substantivo é pronome relativo, o que é falso.
A questão pede uma análise sintática de um trecho específico. O verbo "julgue" indica que devemos verificar se a afirmação sobre a função do "que" está correta. Não se trata de interpretação de texto, mas de morfossintaxe: identificar a classe e a função do vocábulo "que" no contexto.
O pronome relativo "que" retoma um antecedente e pode ser substituído por "o qual, a qual, os quais, as quais". Exemplo: "O homem que pensa" → "O homem o qual pensa". Já a conjunção integrante não retoma nada; ela apenas introduz uma oração que completa o sentido do verbo anterior, podendo ser substituída por "isso". Exemplo: "André disse que será aprovado" → "André disse isso".
No trecho do texto, a oração "que graças a Deus deu tudo certo" completa o sentido de um verbo de fala ou de percepção (algo como "disse que..." ou "viu que..."). Se substituirmos por "isso", a frase continua coerente: "...disse isso". Isso prova que o "que" é conjunção integrante, não pronome relativo.
A banca explora a polissemia do "que", que pode ser pronome relativo, conjunção integrante, partícula expletiva, entre outras funções. O candidato desatento vê "que" após um substantivo ("dentista") e assume que é pronome relativo. No entanto, o "que" do trecho não está ligado a "dentista" — ele introduz uma oração que funciona como objeto direto de um verbo anterior.
A banca tenta fazer o candidato confundir a função do "que". O pronome relativo retoma um termo; a conjunção integrante apenas conecta uma oração subordinada substantiva. A presença de um substantivo antes do "que" não é suficiente para classificá-lo como relativo.
A afirmação do item está errada porque o "que" na oração "que graças a Deus deu tudo certo" é uma conjunção integrante, e não um pronome relativo que retoma "dentista". Para acertar questões assim, teste sempre: se o "que" pode ser substituído por "isso", é conjunção integrante; se pode ser substituído por "o qual", é pronome relativo.
Gabarito: letra E (Errado).
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