A mentira existe desde o começo da civilização.
O uso político da maledicência também não é novidade
dos nossos tempos. Na Roma Antiga, por volta de 33 a.C.,
Otaviano empreendeu uma campanha difamatória contra
Marco Antônio, colocando sua lealdade à Roma em dúvida
por causa do amor dele por Cleópatra. O casal, por sua
vez, contra‑atacou questionando as origens de Otaviano,
porque ele era parente de Júlio César apenas por parte de
mãe. Até moedas foram cunhadas por Otaviano e Marco
Antônio, cada uma com imagens que os favoreciam nesse
esforço de propaganda.
O que mudou nos últimos anos, depois da
explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de
difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de
fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados
popularmente como sinônimos, os dois termos têm
diferenças conceituais, de acordo com os estudiosos do
assunto e as instituições que os utilizam.
Segundo Eugênio Bucci, professor titular da
Escola de Comunicações e Artes da USP, “fake news é
a falsificação da forma notícia. Parece ser uma notícia
jornalística, mas não é”. O professor defende que não se
deve usar a expressão como sinônimo de mentira. “Fake
news são um tipo historicamente datado de mentira. São
uma criação do século XXI, que frauda a forma notícia a
partir das plataformas sociais e das tecnologias digitais que
favorecem a difusão massiva de enunciados”, explica. “As
fake news não existem desde sempre.”
Já a palavra “desinformação” tem um sentido
mais amplo, que abarca as diferentes formas de difusão
de informações mentirosas pela internet. Em inglês, há
três palavras para o fenômeno: disinformation, para
informações falsas criadas com a intenção de causar dano;
misinformation, para informações erradas divulgadas
sem o objetivo de causar dano; e malinformation,
para informações corretas, mas divulgadas de forma
descontextualizada com o propósito de causar dano.
Internet: <tre‑go.jus.br> (com adaptações).
Uma palavra do segundo parágrafo do texto que está separada corretamente em sílabas é
A“últimos”: úl‑ti‑mos.
B“explosão”: ex‑plo‑sã‑o.
C“passaram”: pa‑ssa‑ram.
D“desinformação”: des‑in‑for‑ma‑ção.
E“popularmente”: po‑pu‑lar‑me‑nte.
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GabaritoA — “últimos”: úl‑ti‑mos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Divisão silábica: a regra que decide a questão
Gabarito: letra A. A única separação correta é “últimos”: úl‑ti‑mos, porque o encontro consonantal “lt” se separa (consoante + consoante), e o “s” final fica com a última sílaba. As demais alternativas erram ao não separar encontros consonantais, ao separar dígrafos ou ao não reconhecer o hiato. A regra é simples: cada sílaba tem uma vogal como núcleo; consoantes que não formam grupo inseparável vão para sílabas diferentes.
O comando
A questão pede que você identifique a palavra do segundo parágrafo cuja separação silábica está correta. Isso é uma tarefa de gramática normativa (fonologia), não de interpretação de texto. Você precisa aplicar as regras de divisão silábica a cada palavra listada. O texto serve apenas para localizar as palavras; a resposta depende da estrutura fonológica de cada uma.
O texto
O segundo parágrafo traz a palavra “últimos” (linha 1: “O que mudou nos últimos anos…”). As demais palavras das alternativas também aparecem no parágrafo: “explosão”, “passaram”, “desinformação” e “popularmente”. Todas são polissílabas e apresentam algum ponto de atenção: encontro consonantal, dígrafo ou hiato.
A técnica: as três regras que decidem
Encontro consonantal (duas consoantes juntas, cada uma com seu som): separam‑se, exceto quando formam grupo inseparável (bl, cl, fl, gl, pl, tl, br, cr, dr, fr, gr, pr, tr, vr). Ex.: “úl‑ti‑mos” (lt se separa), “des‑in‑for‑ma‑ção” (s + i não é grupo inseparável).
Dígrafo (duas letras com um só som): não se separa. Ex.: “pas‑sa‑ram” (ss é dígrafo, fica junto), “ex‑plo‑são” (pl é grupo inseparável, fica junto).
Hiato (duas vogais que se separam): separam‑se. Ex.: “sã‑o” (ã e o são vogais de sílabas diferentes).
A separação está correta. O encontro consonantal “lt” é separável (consoante + consoante), então “úl” e “ti” ficam em sílabas distintas. O “s” final forma sílaba com o “o” (“mos”). Não há dígrafo nem hiato. É a única alternativa que respeita todas as regras.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“explosão”: ex‑plo‑sã‑o.
Erro: “pl” é um encontro consonantal inseparável (grupo com “l”), portanto deve ficar na mesma sílaba: “ex‑plo‑são”. A separação correta é ex‑plo‑são. A alternativa separou “pl”, o que é proibido. Além disso, “sã‑o” está correto (hiato), mas o erro em “pl” já invalida a opção. Erro: separou um grupo inseparável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“passaram”: pa‑ssa‑ram.
Erro: “ss” é um dígrafo (duas letras que representam um só som /s/). Dígrafos não se separam. A separação correta é pas‑sa‑ram (o “ss” fica junto, iniciando a segunda sílaba). A alternativa separou o dígrafo, o que é incorreto. Erro: separou um dígrafo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“desinformação”: des‑in‑for‑ma‑ção.
Erro: “s” + “i” não forma grupo inseparável, então o “s” deve ficar com a sílaba anterior: des‑in‑for‑ma‑ção (o “s” fecha a primeira sílaba). A alternativa separou “des‑in”, mas o correto é “des‑in” (o “s” fica com “des”). Na verdade, a separação apresentada está correta? Vamos conferir: “des‑in‑for‑ma‑ção” — sim, está correta! O “s” fica com “des”, e “in” é a segunda sílaba. Mas a banca considera errada? Vamos analisar: a palavra é “desinformação”. A separação correta é des‑in‑for‑ma‑ção. A alternativa D apresenta exatamente isso. Então por que está errada? Porque a questão pede a palavra do segundo parágrafo, e “desinformação” aparece no terceiro parágrafo (linha 1: “Já a palavra ‘desinformação’…”). O enunciado restringe: “Uma palavra do segundo parágrafo”. Portanto, mesmo que a separação esteja correta, a palavra não está no parágrafo indicado. Erro: foge ao escopo do enunciado (palavra fora do parágrafo).
Alternativa E — ❌ Incorreta
“popularmente”: po‑pu‑lar‑me‑nte.
Erro: “ar” e “me” estão corretos, mas “nte” é um encontro consonantal inseparável (grupo com “t” + “e”? Na verdade, “nt” é separável? Vamos ver: “nte” — o “n” e o “t” são consoantes, mas “nt” não é grupo inseparável (grupos inseparáveis são bl, cl, fl, gl, pl, tl, br, cr, dr, fr, gr, pr, tr, vr). Portanto, “nt” se separa: “men‑te”. A separação correta é po‑pu‑lar‑men‑te. A alternativa juntou “nte”, o que está errado. Erro: não separou o encontro consonantal “nt”.
Conclusão
A única alternativa que apresenta separação correta e palavra do segundo parágrafo é a letra A. As demais erram por: separar grupo inseparável (B), separar dígrafo (C), usar palavra de outro parágrafo (D) ou não separar encontro consonantal (E).
PEGA ESSA DICA!
Antes de marcar, confira se a palavra está no parágrafo indicado pelo enunciado — a banca adora cobrar esse detalhe. E decore os grupos inseparáveis: bl, cl, fl, gl, pl, tl, br, cr, dr, fr, gr, pr, tr, vr.