Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2025
- Código
- qg606535
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). O item é uma paráfrase fiel do primeiro parágrafo do texto, que estabelece exatamente a cadeia de consequências da convicção inquestionável: quem acredita ter toda a razão desconhece o diálogo, reduz a possibilidade de pensar e fica sem condições de aprender. A passagem que ancora o veredito é:
"Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma, não existe diálogo. Preso às minhas convicções, reduzo a possibilidade de pensar. Não há como aprender sem estar disposto a mudar de ideia, e para mudar de ideia é preciso aceitar que minha convicção pode estar errada."
O item apenas reescreve essa sequência com outras palavras, sem acrescentar, suprimir ou inverter qualquer ideia — por isso está Certo.
O enunciado pede que se julgue se a afirmação está de acordo com as ideias do texto. Isso é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta deve ser uma paráfrase (reescritura fiel) do que está explícito, sem deduções nem acréscimos. O método é simples: localizar no texto cada elemento citado no item e verificar se a relação entre eles é a mesma.
O texto abre com uma metáfora: "Uma convicção pode ser a mais perversa das prisões". A tese é que a convicção inquestionável aprisiona o pensamento. O autor desenvolve essa ideia mostrando as consequências: quem não questiona o que sabe escuta apenas o que confirma suas crenças, recusa o diferente, não dialoga, reduz a possibilidade de pensar e não aprende. O item testa exatamente essa cadeia causal.
A alternativa correta é uma paráfrase — reescreve o texto com sinônimos e reordenação sintática, mas preserva o sentido. O item diz: "uma pessoa que acredita ter toda a razão desconhece o diálogo, reduz a possibilidade de pensar e se mostra sem condições de aprender". Compare com o texto: "Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma, não existe diálogo" (desconhece o diálogo); "Preso às minhas convicções, reduzo a possibilidade de pensar" (reduz a possibilidade de pensar); "Não há como aprender sem estar disposto a mudar de ideia" (sem condições de aprender). A única diferença é que o item usa "desconhece" no lugar de "não existe diálogo" e "se mostra sem condições de aprender" no lugar de "não há como aprender" — trocas que preservam o sentido.
A banca poderia tentar fazer o candidato achar que "desconhece o diálogo" é uma extrapolação, mas o texto diz literalmente "não existe diálogo" — é uma paráfrase legítima, não uma inferência.
O item é uma paráfrase fiel do primeiro parágrafo. Cada elemento citado encontra correspondência direta no texto:
"uma pessoa que acredita ter toda a razão" → "Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma"
"desconhece o diálogo" → "não existe diálogo"
"reduz a possibilidade de pensar" → "reduzo a possibilidade de pensar"
"se mostra sem condições de aprender" → "Não há como aprender sem estar disposto a mudar de ideia"
A relação de causa e consequência também é preservada: o texto usa "Quando... não existe diálogo" e "Preso às minhas convicções, reduzo...", e o item usa "porque uma pessoa que acredita ter toda a razão desconhece...". O conectivo "porque" apenas explicita a relação causal que já estava implícita na estrutura do texto.
Não há nenhuma extrapolação, restrição ou opinião embutida. O item não diz mais do que o texto, nem menos. Por isso, está Certo.
A regra de ouro: em questões de compreensão, a resposta correta é a paráfrase — reescritura fiel que preserva o sentido, sem acrescentar, suprimir ou inverter ideias. Teste cada alternativa perguntando: "o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora?". Aqui, o item apenas reescreve o que está explícito no primeiro parágrafo.
Gabarito: C (Certo).
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