Questão de História — História do Brasil — UEG 2025
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg616949
- Banca
- UEG
- Órgão
- UEG
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Gestão Governamental
Texto 1Não se pode, portanto, continuar reduzindo a participação do escravo negro de Goiás a de um mero “figurante mudo”, ou “agente passivo” e romântico do processo histórico. […] Sua revolta e inconformismo ao sistema escravista imposto no Goiás Colônia são preocupações contínuas, às vezes lentas, mas permanentes, iniciadas no primeiro sentimento libertário, ou “estágio” de fuga, até sua abrangência coletiva nos quilombos […].SILVA, Martiniano José da. Quilombos no Brasil Central: séculos XVIII e XIX (1725-1888). Introdução ao estudo da escravidão. Dissertação (mestrado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1998. p. 384.Texto 2Apesar de meios coercitivos, o trabalho [em Goiás] é feito com a genuína preguiça brasileira. Assim, por exemplo, durante um dia, da mina de 10 braças de profundidade, por uma trilha suave de ascensão, um negro conduz pedras de 10 a 15 libras, numa gamela de madeira sobre a cabeça, no máximo quatro vezes. [...] Quando chove, não se trabalha absolutamente.Pohl, Johann E. Viagem ao interior do Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1951. p. 354.Sobre o processo de escravização negra em Goiás entre os séculos XVIII e XIX, verifica-se que
- Ao escravizado possuía regalias quanto ao trabalho, não sofrendo as atrocidades e violências cometidas contra africanos e afro-brasileiros no restante do país, especialmente por conta do trabalho na mineração.
- Bapesar de possuir um tamanho bastante reduzido, se comparado ao restante do país, o Quilombo Kalunga possui importância histórica indiscutível para compreendermos a escravidão dos antepassados goianos.
- Ca interpretação de naturalistas oitocentistas europeus sobre a “preguiça” goiana se restringia aos escravizados, uma vez que os brancos eram todos senhores de escravizados e, por isso, avessos ao trabalho braçal.
- Dno início da década de 1750, na cidade de Pilar de Goiás, uma conjuração de quilombolas e escravizados urbanos intentou assassinar todos os brancos da cidade, aproveitando a festa de Pentecostes.
- Eapesar de ser maioria da população goiana ao longo de todo o século XVIII e XIX, os negros legaram pouca cultura (religiosa, festiva, linguística) ao atual estado de Goiás.