Pular para o conteúdo principal

Questão de Farmácia — Farmacologia — UNIVALI 2025

FarmáciaFarmacologia
Código
qg625300
Banca
UNIVALI
Órgão
Prefeitura de Luiz Alves - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Farmacêutico - Edital nº 12
A gestão da inflamação é um pilar fundamental na prática clínica, envolvendo uma variedade de condições, desde processos agudos, como lesões teciduais, até doenças crônicas, como a artrite reumatoide. A farmacoterapia anti-inflamatória dispõe de duas grandes classes de medicamentos: os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e os corticosteroides. A escolha do agente terapêutico adequado depende de uma avaliação criteriosa da condição clínica do paciente, da intensidade do processo inflamatório e do perfil de segurança do fármaco. Os AINEs, por exemplo, atuam inibindo a enzima ciclooxigenase (COX), mas sua seletividade por isoformas da COX (COX-1 e COX-2) determina diferenças significativas em seus perfis de eficácia e de efeitos adversos, especialmente gastrintestinais e cardiovasculares. Já os corticosteroides possuem uma ação anti-inflamatória mais potente e imunossupressora, mas seu uso crônico está associado a uma gama maior de efeitos adversos sistêmicos. Diante da complexidade dessa classe terapêutica, o farmacêutico deve possuir um conhecimento aprofundado sobre seus mecanismos de ação, classificação e indicações. Com base nesse contexto, analise as alternativas sobre a farmacologia dos anti-inflamatórios e selecione a correta.
  1. AO ácido acetilsalicílico (AAS) é um AINE que inibe de forma reversível e não seletiva as enzimas COX-1 e COX-2, sendo utilizado principalmente por seu potente efeito anti-inflamatório em altas doses. Seu conhecido efeito antiplaquetário, útil na prevenção de eventos cardiovasculares, ocorre devido à inibição da COX-2 nas plaquetas, impedindo a formação de tromboxano A2. Por essa razão, é frequentemente associado a outros AINEs para potencializar o efeito analgésico e reduzir o risco de sangramento.
  2. BOs anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são classificados com base em sua estrutura química e seletividade pela enzima ciclooxigenase (COX). Os AINEs tradicionais, como o ibuprofeno e o diclofenaco, são inibidores não seletivos de COX-1 e COX-2, o que explica tanto sua eficácia anti-inflamatória quanto seus efeitos adversos, como a toxicidade gastrintestinal. Em contrapartida, os inibidores seletivos da COX-2, como o celecoxibe, foram desenvolvidos para minimizar os danos à mucosa gástrica, embora apresentem um perfil de risco cardiovascular que exige cautela.
  3. COs inibidores seletivos da COX-2, como o celecoxibe, são considerados a classe mais segura de anti-inflamatórios por não apresentarem nenhum risco cardiovascular e serem totalmente desprovidos de efeitos renais. Eles atuam inibindo seletivamente a COX-1, a isoforma constitutiva responsável pela produção de prostaglandinas protetoras do estômago, e por isso são indicados para uso crônico em todos os pacientes, incluindo aqueles com histórico de infarto do miocárdio ou insuficiência cardíaca.
  4. DOs corticosteroides, como a prednisona, exercem seu efeito anti-inflamatório exclusivamente pela inibição da enzima fosfolipase A2, impedindo a liberação de ácido araquidônico, mas não possuem qualquer efeito sobre a expressão de genes pró-inflamatórios. Sua ação é rápida e isenta de efeitos adversos em tratamentos de curta duração, sendo considerados a primeira escolha para qualquer tipo de dor inflamatória, inclusive em pacientes com histórico de úlcera péptica, pois não afetam a enzima ciclooxigenase (COX).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são classificados com base em sua estrutura química e seletividade pela enzima ciclooxigenase (COX). Os AINEs tradicionais, como o ibuprofeno e o diclofenaco, são inibidores não seletivos de COX-1 e COX-2, o que explica tanto sua eficácia anti-inflamatória quanto seus efeitos adversos, como a toxicidade gastrintestinal. Em contrapartida, os inibidores seletivos da COX-2, como o celecoxibe, foram desenvolvidos para minimizar os danos à mucosa gástrica, embora apresentem um perfil de risco cardiovascular que exige cautela.

Link permanente: /questoes/qg625300