Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — UNIVALI 2025
MedicinaGinecologia e Obstetrícia
- Código
- qg625870
- Banca
- UNIVALI
- Órgão
- Prefeitura de Luiz Alves - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Ginecologista / Obstetra - Edital nº 12
Uma gestante de 30 anos, primigesta, foi diagnosticada com infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) durante o primeiro trimestre do pré-natal. A paciente iniciou precocemente a Terapia Antirretroviral (TARV) combinada, conforme protocolo do Ministério da Saúde, e manteve boa adesão ao tratamento, sem intercorrências obstétricas até o terceiro trimestre. Na 35ª semana de gestação, seus exames mostram carga viral plasmática de 850 cópias/mL e contagem de linfócitos T-CD4+ de 400 células/mm³, com função hepática e renal normais. Considerando as diretrizes nacionais para prevenção da transmissão vertical do HIV, as condutas obstétricas e farmacológicas devem priorizar a redução máxima do risco de exposição materno-fetal durante o parto. Assinale a alternativa que descreve corretamente a conduta indicada para esta gestante quanto à via de parto e ao manejo intraparto.
- AIndicar o parto vaginal como via preferencial, administrando Zidovudina (AZT) intravenosa durante todo o trabalho de parto, pois a carga viral é detectável (CV $\ge$ 50 cópias/mL), exigindo a profilaxia farmacológica intraparto, e inferior a 1.000 cópias/mL, permitindo a via vaginal.
- BIndicar cesariana eletiva com 39 semanas, sem necessidade de Zidovudina (AZT) intravenosa, visto que o uso de TARV oral tripla já confere proteção suficiente contra a transmissão vertical e dispensa intervenções intraparto adicionais.
- CInduzir o trabalho de parto vaginal com 38 semanas, administrando Zidovudina (AZT) intravenosa durante todo o trabalho de parto, pois o risco de transmissão vertical é desprezível em cargas virais inferiores a 1.000 cópias/mL, independentemente da via de parto.
- DAguardar o início espontâneo do trabalho de parto e indicar parto vaginal, sem necessidade de Zidovudina (AZT) intravenosa, uma vez que a paciente apresenta adesão satisfatória à TARV e carga viral considerada baixa para os padrões de transmissibilidade.