Questão de Arqueologia — Permanente — UNIVASF - CONCURSOS 2025
ArqueologiaPermanente
- Código
- qg627561
- Banca
- UNIVASF - CONCURSOS
- Órgão
- UNIVASF
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- CONCURSOS - - Técnico de Laboratório: Ênfase em Arqueologia
No estudo da cerâmica arqueológica brasileira, uma das principais inconsistências definitórias, encontra-se no termo FASE. Mesmo assim, esse termo se enraizou nas pesquisas e estudos de acervos cerâmicos e é utilizado com grande frequência na literatura arqueológica. Assinale a opção que melhor define os paradoxos do termo fase.
- AQuando aplicado na análise de acervos escavados em sequência estratigráfica, fica claro o conceito de fases, pois corresponde à sequência cronológica das ocupações. Onde se pode usar os critérios de decoração e anti-plástico para estabelecer as fases nas diferentes ocupações. O problema consiste no uso do termo fase, para as coleções cerâmicas encontradas em ocorrências de superfície. Nesse caso, o conceito de fase está atrelado à noção de tecnologia. E como não é possível datar os objetos, pode-se gerar fases fictícias descontinuas, que não expliquem as culturas arqueológicas e os motivos das mudanças dos objetos.
- BO problema do uso da variável fase, centra-se na produção de múltiplas fases cerâmicas. Desconsideram-se os contextos dos sítios, para focar apenas no estabelecimento das mudanças tecnológicas entre as fases. Garantindo assim, cronologias absolutas.
- CO problema do uso da variável fase é devido ao fato de provocar uma abordagem analítica de alto desempenho. A noção de fase está incluída nas metodologias criadas pelo PRONAPA, para poder correlacionar as culturas arqueológicas com as culturas ceramistas dos grupos indígenas da Amazônia.
- DAs inconsistências do uso do termo fase são devidas ao fato de que as seriações efetuadas não conseguem estabelecer qualquer sequência evolutiva ou curvas de frequências.
- EO acesso aos métodos de datação descartou o uso da variável fase. Pois as datações absolutas permitiram estabelecer as reais sequências dos objetos, independentemente dos estratos arqueológicos onde foram encontradas.