Redação Oficial - Manual de Redação da Presidência da República
Gabarito: alternativa A (F, V, V, F). A sequência correta é obtida aplicando as regras do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR): a primeira afirmativa erra ao afirmar que a impessoalidade impede assinatura em nome próprio; a segunda acerta sobre a concordância dos pronomes de tratamento; a terceira acerta sobre o vocativo para Chefes de Poder e dispensa de Digníssimo/Ilustríssimo; a quarta erra ao afirmar que concisão autoriza supressão de ideias fundamentais e uso excessivo de abreviaturas.
A banca testa o conhecimento de quatro princípios e regras formais do MRPR. As afirmativas abordam impessoalidade e assinatura, pronomes de tratamento, vocativo para Chefes de Poder e conceito de concisão. Analisemos cada uma.
Afirmativa | Conteúdo | V/F | Justificativa |
|---|
I | Impessoalidade impede assinatura em nome próprio; texto deve ser assinado em nome do serviço público ou do cargo. | F | A impessoalidade exige isenção de impressões pessoais no texto, mas a assinatura é feita pelo servidor em nome próprio, indicando seu nome e cargo. |
II | Pronomes de tratamento (2ª pessoa) exigem concordância verbal e pronominal na 3ª pessoa. | V | Conforme o MRPR, a concordância é feita com o pronome de tratamento na 3ª pessoa (ex.: "Vossa Excelência está ciente de seu dever"). |
III | Vocativo para Chefes de Poder é "Excelentíssimo Senhor" + cargo; dispensa-se "Digníssimo" e "Ilustríssimo" para outras autoridades. | V | O MRPR determina o vocativo "Excelentíssimo Senhor" para Chefes de Poder e aboliu o uso de "Digníssimo" e "Ilustríssimo". |
IV | Concisão autoriza supressão de ideias fundamentais e uso excessivo de abreviaturas. | F | Concisão é eliminar palavras desnecessárias, sem suprimir ideias essenciais; o uso excessivo de abreviaturas prejudica a clareza e é vedado. |
Afirmativa I — ❌ Falsa (F)
A afirmativa diz que a impessoalidade implica que o texto não deve ser assinado em nome próprio, mas em nome do serviço público ou do cargo. Erro: o texto oficial é impessoal (isento de impressões individuais), mas a assinatura é feita pelo servidor público, que coloca seu nome e cargo — não há proibição de assinar em nome próprio. A comunicação é em nome do serviço, mas o documento é assinado pela autoridade. Portanto, a afirmação é falsa.
Afirmativa II — ✅ Verdadeira (V)
Correta. Os pronomes de tratamento (Vossa Excelência, Vossa Senhoria, etc.) referem-se à segunda pessoa (interlocutor), mas exigem concordância verbal e pronominal na terceira pessoa (ele/ela, seu/sua). Por exemplo: "Vossa Excelência está ciente de seu dever." Isso está de acordo com o MRPR.
Afirmativa III — ✅ Verdadeira (V)
Correta. Para os Chefes dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), o vocativo é "Excelentíssimo Senhor" seguido do cargo (ex.: Excelentíssimo Senhor Presidente da República). Além disso, o MRPR dispensa o uso de "Digníssimo" e "Ilustríssimo" para qualquer autoridade, ou seja, esses termos não são mais utilizados. A afirmativa acerta ao mencionar essa dispensa para "outras autoridades", o que está em linha com a regra.
Afirmativa IV — ❌ Falsa (F)
A concisão realmente busca transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras, mas não autoriza a supressão de ideias fundamentais nem o uso excessivo de abreviaturas. Concisão não pode sacrificar a clareza e a integralidade da informação. A afirmativa erra ao sugerir que é permitido suprimir ideias essenciais e usar muitas abreviaturas.
Conclusão: Sequência correta: F, V, V, F, que corresponde à alternativa A.