Considerando a organização sintática do período e os princípios da análise oracional, assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada introduzida por "de que" em "É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel".
ATrata-se de uma oração subordinada adverbial causal, que introduz a causa pela qual a memória repousa, sendo introduzida por conectivo de valor explicativo e complemento da ideia anterior.
BA estrutura "a sensação de que..." constitui um aposto explicativo do termo "acordes simples", cuja oração subordinada exerce função adjetiva explicativa e retoma o termo antecedente por anáfora sintática.
CA oração é subordinada substantiva objetiva direta, funcionando como complemento do verbo "repousa", já que este admite objeto direto de natureza oracional, sem necessidade de preposição.
DTrata-se de uma oração subordinada substantiva completiva nominal, que exerce a função de complemento do substantivo "sensação", exigente de preposição e de conteúdo oracional.
EA oração introduzida por "de que" é classificada como subordinada adjetiva restritiva, pois restringe semanticamente a ideia de "sensação" ao especificar o tipo de experiência afetiva evocada pelo narrador.
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GabaritoD — Trata-se de uma oração subordinada substantiva completiva nominal, que exerce a função de complemento do substantivo "sensação", exigente de preposição e de conteúdo oracional.
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Classificação da oração "de que" em "Encontro de memórias"
Gabarito: letra D. A oração "de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel" é uma subordinada substantiva completiva nominal, pois exerce a função de complemento do substantivo "sensação", que exige a preposição "de". O trecho do texto comprova:
"É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel."
A oração subordinada completa o sentido do nome "sensação", sendo classificada como completiva nominal.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
A oração não tem valor causal; ela não expressa a causa de a memória repousar, mas sim o conteúdo da sensação. O erro é classificar como adverbial causal, quando se trata de substantiva completiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A estrutura "a sensação de que..." não é aposto explicativo de "acordes simples". Na verdade, "a sensação" é coordenada a "acordes simples" (ambos são termos da preposição "entre"). A oração subordinada complementa "sensação", não exerce função adjetiva.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A oração não é objeto direto do verbo "repousa", que é intransitivo (repousa em algum lugar? não, repousa no sentido de descansar, mas o complemento é de "sensação"). A classificação como objetiva direta é inadequada.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, a oração é subordinada substantiva completiva nominal, funcionando como complemento do substantivo "sensação", regido pela preposição "de". A conjunção "que" é integrante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A oração introduzida por "de que" não é adjetiva restritiva. Se fosse, "de que" seria pronome relativo (equivalente a "da qual"), mas aqui é conjunção integrante. Não há restrição; a oração especifica o conteúdo da sensação, mas não a restringe como um adjetivo.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir a conjunção integrante "de que" com o pronome relativo "de que", levando à classificação como oração adjetiva. A diferença é que a conjunção integrante não tem função sintática dentro da oração subordinada, enquanto o pronome relativo exerce função (sujeito, objeto, etc.). No texto, "de que" não retoma termo anterior com função própria; apenas introduz a oração substantiva.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.