Questão de Sociologia — Meio ambiente e sociedade — ACCESS 2026
SociologiaMeio ambiente e sociedade
- Código
- qg639304
- Banca
- ACCESS
- Órgão
- Prefeitura de Campos Gerais - MG
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica – Regente de Aulas/Geografia
Uma analista ambiental examina três correntes dominantes no debate público contemporâneo sobre meio ambiente na sociedade global:C1: Tecno-otimista: sustenta que inovação tecnológica é suficiente para mitigar a crise ambiental, mantendo padrões atuais de produção.C2: Justiça ambiental: afirma que crises ambientais e soluções são inseparáveis das desigualdades socioeconômicas e da participação comunitária nas decisões.C3: Ecocêntrica estrita: defende a primazia absoluta do valor intrínseco da natureza, rejeitando análises que atribuem agência transformadora à sociedade humana.Considere as premissas, todas verdadeiras:P1.Se uma corrente afirma suficiência de inovação mantendo padrões produtivos inalterados, então ela não integra desigualdades sociais como variável explicativa central.P2.Toda corrente que não integra desigualdades sociais como variável explicativa central é tecno-otimista ou rejeita agência transformadora da sociedade humana como fundamento de solução.P3.Nenhuma corrente baseada em justiça ambiental (C2) rejeita a agência transformadora da sociedade humana.P4.A corrente ecocêntrica estrita (C3) rejeita a agência transformadora da sociedade humana.A partir das premissas, é logicamente correto concluir que:
- AC3 é incompatível com P2, pois não é tecno-otimista e integra parcialmente demandas sociais em suas soluções.
- BApenas correntes que adotam mercado produtivo como fundamento podem rejeitar agência humana, o que exclui C3 do escopo lógico das DCNs ambientais globais.
- CA incompatibilidade de C1 com a integração de desigualdades sociais decorre diretamente de sua suficiência produtiva tecnológica, enquadrando-a no primeiro disjuntor de P2.
- DC1 e C3 caem simultaneamente nos dois disjuntores de P2, porque toda suficiência tecnológica implica rejeição ontológica da agência humana.