Questão de Medicina — Geriatria — AEVSF/FACAPE 2026
MedicinaGeriatria
- Código
- qg640356
- Banca
- AEVSF/FACAPE
- Órgão
- FACAPE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- AEVSF/ - - Médico Preceptor - Geriatria
Um homem de 74 anos com diagnóstico de Doença de Parkinson há 11 anos retorna ao ambulatório devido a piora funcional nas últimas semanas. Usa levodopa/carbidopa 250 mg seis vezes ao dia, entacapona em todas as tomadas e amantadina 100 mg/dia. Relata episódios diários de movimentos bruscos e irregulares de membros, sobretudo nos períodos de maior concentração de levodopa. A esposa refere quedas frequentes, ansiedade crescente e confusão intermitente ao entardecer.Ao exame:Postura flexora marcada, instabilidade postural grave. Presença de movimentos coreiformes bilateralmente durante a avaliação. Rigidez aumentada no período em que os movimentos anormais diminuem. Marcha com passos curtos e festinação. Exame cognitivo sugere prejuízo atencional e visuoespacial leve.A alternativa CORRETA é:
- Aa presença de coreoatetose bilateral durante o pico plasmático de levodopa sugere fenômeno de wearing-off, sendo recomendado aumentar a frequência das doses ou introduzir agonista dopaminérgico.
- Bos sintomas cognitivos e comportamentais apresentados são incompatíveis com Doença de Parkinson avançada e indicam diagnóstico alternativo, como demência frontotemporal.
- Ca instabilidade postural progressiva e as quedas frequentes sugerem doença de Parkinson em fase on-off errática, sendo o tratamento padrão a introdução de anticolinérgicos para maior controle postural.
- Do quadro motor e cognitivo é compatível com discinesias de pico de dose associadas à levodopa, bem como com sintomas neuropsiquiátricos induzidos por dopaminérgicos em paciente idoso; a abordagem inicial inclui redução da dose de levodopa ou redistribuição posológica, além de reavaliação das medicações adjuvantes.
- Ea piora motora com flutuações e discinesias indica que o paciente se tornou refratário à levodopa, sendo contraindicado ajustar a dose; apenas estimulação cerebral profunda é opção terapêutica viável neste estágio.