Professor III - Ensino Fundamental - Língua Portuguesa
Inteligência artificial
Então atualmente temos acesso à inteligência artificial. E podemos lhe pedir para escrever um
texto, montar uma imagem, criar uma campanha publicitária, desenvolver um projeto... Enfim,
ninguém precisa mais pensar. A partir de agora só faz uso do seu sagrado raciocínio aquele que quiser.
A IA é uma inteligência que tem acesso a todas as informações virtuais, do Google e de todas
as plataformas existentes. Ela realmente sabe das coisas, sabe tudo o que já existe. Mas não tem
capacidade de criar algo novo. Aí que entra o valor de uma mente humana, pensante, que absorve
aquilo que já existe, mas tem a capacidade de acrescentar algo novo no mundo, ideias que ainda não
existiam.
Para as crianças e os jovens, o abuso na utilização da IA é um risco altíssimo, pois vai impedi-los de desenvolver a capacidade de raciocinar. Na vida, a gente fortalece os órgãos de nosso corpo que
bem utilizamos e atrofia aquilo que a gente não usa com frequência. É de extrema importância que as
crianças e jovens saibam desenvolver um texto por si mesmos, sem recorrer a mecanismos artificiais.
É preciso botar a cachola para pensar com paciência e dedicação para fortalecer nossa mente racional,
ou se perderá boa parte da capacidade de escrita dessas pessoas. (...)
Pretendo ficar o resto da minha vida pensando minhas palavras e criando algo novo que não
existia antes para fomentar a prática da leitura nas pessoas. Todas as modalidades da tecnologia são
bem-vindas e deve-se fazer bom uso delas, mas jamais poderão substituir o poder criador de um artista
inspirado e bem conectado às coisas da vida, mesmo que não saiba por completo de todas as
informações existentes no Google.
Desejo aqui que a humanidade faça bom uso da tecnologia, mas que continue desenvolvendo
seu pensamento, utilizando seu raciocínio e movimentando a poderosa máquina criadora que é o
cérebro humano, proporcionando a todos os leitores uma farta produção de textos escritos oriundos da
Inteligência Natural que Deus nos deu!
ANJOS, Aldo Maes dos. Inteligência artificial. Revista Cartum. Disponível em
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente, na mesma ordem, as lacunas do trecho abaixo:
“É preciso botar a cachola para pensar com paciência e dedicação para fortalecer nossa mente racional”
A palavra destacada acima possui o sentido de ___ e pode ser substituída adequadamente por “___”.
Acausa – afim de
Bcausa – a fim de
Cfinalidade – afim de
Dconsequência – a fim de
Efinalidade – a fim de
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GabaritoE — finalidade – a fim de
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Valor Semântico de "para" e a Grafia de "a fim de"
Gabarito: letra E. A palavra "para" no trecho expressa finalidade (o objetivo de "botar a cachola para pensar"), e a substituição adequada é "a fim de" — grafia correta, em duas palavras, com "a" e "fim" separados. A banca cobra duas coisas ao mesmo tempo: o valor semântico da oração e a grafia da locução. Como se vê no trecho, o autor quer mostrar que o ato de pensar tem um propósito: fortalecer a mente racional.
"É preciso botar a cachola para pensar com paciência e dedicação para fortalecer nossa mente racional"
Aqui, o segundo "para" (o destacado) introduz a finalidade de pensar: fortalecer a mente. Não é causa (o pensar não é a causa de fortalecer, é o meio), nem consequência (não é o resultado de algo anterior). É o objetivo da ação. E a locução que substitui "para" com sentido de finalidade é "a fim de" — sempre separada, com "a" e "fim". "Afim" (junto) é adjetivo, significa "semelhante, que tem afinidade", e não serve aqui.
O Comando
A questão pede que você preencha duas lacunas: a primeira com o sentido da palavra destacada ("para"), a segunda com a substituição adequada. Isso exige duas habilidades: (1) reconhecer a relação semântica que a preposição estabelece no contexto; (2) conhecer a grafia correta da locução que a substitui. Não basta saber que "para" indica finalidade — é preciso saber que a forma correta é "a fim de", e não "afim de".
A Técnica
Para identificar o valor semântico, pergunte: "para quê?" ou "com que objetivo?". Se a resposta for um propósito, é finalidade. No trecho, "para fortalecer nossa mente racional" responde a "para quê pensar?" — logo, finalidade. Causa responderia a "por quê?" (ex.: "pensamos porque queremos fortalecer"), e consequência seria um efeito (ex.: "pensamos tanto que fortalecemos").
Quanto à grafia: "a fim de" é uma locução prepositiva que equivale a "para" (finalidade). "Afim" (junto) é adjetivo — "ideias afins" (semelhantes). A pegadinha clássica é trocar uma pela outra. Memorize: se der para substituir por "para", use "a fim de"; se der para substituir por "semelhante", use "afim".
"para" no trecho
1Valor semântico
Finalidade (objetivo)
Causa (por quê?)
Consequência (efeito)
2Substituição adequada
"a fim de" (locução, separado)
"afim de" (não existe)
"afim" (adjetivo = semelhante)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Causa – afim de. Erra nos dois campos: "para" não expressa causa aqui, e "afim de" não existe com valor de finalidade. A grafia correta é "a fim de".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Causa – a fim de. Acerta a grafia, mas erra o sentido: a oração não é causal. Causa responde a "por quê?", e aqui a relação é de propósito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Finalidade – afim de. Acerta o sentido, mas erra a grafia. "Afim de" é um erro clássico; o correto é "a fim de".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Consequência – a fim de. Erra o sentido: consequência é um efeito que decorre de uma ação, não o objetivo dela. Aqui, fortalecer a mente é o alvo, não o resultado.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Finalidade – a fim de. É a única que acerta os dois: o valor semântico é de finalidade (o propósito de pensar) e a grafia correta é "a fim de".
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura duas armadilhas: confundir finalidade com causa/consequência e trocar a grafia "a fim de" por "afim de". Quem só sabe a grafia erra o sentido; quem só sabe o sentido erra a grafia.
PEGA ESSA DICA!
Para distinguir finalidade de causa, pergunte "para quê?" (finalidade) versus "por quê?" (causa). E lembre: "a fim de" = para; "afim" = semelhante.