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Questão de Sistemas Operacionais — Comandos — Avança SP 2026

Sistemas OperacionaisComandos
Código
qg651072
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Jeriquara - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Informática
Em sistemas Linux, a alteração de permissões de arquivos e diretórios é operação administrativa fundamental. Um professor precisa conceder permissão de execução a script educacional para todos os usuários do sistema. O comando utilizado no terminal é:
  1. Achown.
  2. Bchgrp.
  3. Cumask.
  4. Dchmod.
  5. Esetfacl.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — chmod.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Permissões no Linux: o comando chmod

Gabarito: letra D. O comando chmod (change mode) é o utilitário padrão do Linux/Unix para alterar as permissões de acesso de arquivos e diretórios — exatamente o que o professor precisa para conceder permissão de execução a um script para todos os usuários. Os demais comandos têm funções distintas: chown altera o dono, chgrp altera o grupo, umask define a máscara de permissões padrão para novos arquivos e setfacl gerencia listas de controle de acesso (ACLs).

No Linux, cada arquivo e diretório possui um conjunto de permissões dividido em três classes de usuários: dono (u), grupo (g) e outros (o). Para cada classe, existem três permissões básicas: leitura (r), escrita (w) e execução (x). O comando chmod permite modificar essas permissões de duas formas principais: simbólica (ex.: chmod a+x script.sh — adiciona execução para todos) e numérica/octal (ex.: chmod 755 script.sh — dono com rwx, grupo e outros com r-x).

A permissão de execução é essencial para scripts e programas: sem ela, o sistema se recusa a executar o arquivo, mesmo que o conteúdo seja legível. No caso do enunciado, o professor quer que todos os usuários possam executar o script, então o comando seria algo como chmod a+x script.sh ou chmod 755 script.sh — ambos garantem o bit de execução para todas as classes.

A confusão mais comum nesse tema é misturar os comandos de permissão com os de propriedade. Enquanto chmod mexe nas permissões, chown e chgrp alteram o dono e o grupo do arquivo, respectivamente. Já o umask não altera arquivos existentes — ele define a máscara que determina as permissões padrão de arquivos recém-criados. E o setfacl é um recurso mais avançado para permissões granulares, mas não é o comando padrão para a operação simples descrita.

Guarde a distinção central: permissão (o que cada usuário pode fazer com o arquivo) é alterada com chmod; propriedade (quem é o dono e o grupo) é alterada com chown/chgrp. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Comandos de arquivos no Linux
  • 1Permissões (o que cada usuário pode fazer)
    • chmod (change mode)
      • Forma simbólica: chmod a+x script.sh
      • Forma octal: chmod 755 script.sh
  • 2Propriedade (quem é o dono/grupo)
    • chown (change owner)
    • chgrp (change group)
  • 3Outros
    • umask (máscara padrão p/ novos arquivos)
    • setfacl (ACLs — permissões granulares)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O comando chown (change owner) altera o dono de um arquivo ou diretório, não as permissões. Exemplo: chown joao script.sh muda o proprietário para o usuário joão. Não é o que o professor precisa, pois ele quer conceder permissão de execução, não mudar a propriedade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O comando chgrp (change group) altera o grupo ao qual o arquivo pertence. Exemplo: chgrp alunos script.sh muda o grupo para "alunos". Novamente, isso não mexe nas permissões de execução — apenas na associação de grupo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O comando umask define a máscara de permissões que será aplicada a arquivos e diretórios recém-criados. Ele não altera permissões de arquivos existentes. Por exemplo, umask 022 faz com que novos arquivos nasçam com permissão 644 (rw-r--r--). Não serve para conceder execução a um script já existente.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O comando chmod é o utilitário correto para alterar permissões de arquivos e diretórios. Para conceder execução a todos os usuários, o professor usaria chmod a+x script.sh (forma simbólica) ou chmod 755 script.sh (forma octal). O chmod é o comando padrão e mais direto para essa operação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O comando setfacl (set file access control list) gerencia listas de controle de acesso (ACLs), que permitem definir permissões específicas para usuários ou grupos individuais além das três classes padrão. Embora possa conceder execução, é um recurso avançado e não o comando padrão para a operação simples descrita no enunciado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre permissão e propriedade. chmod altera permissões; chown e chgrp alteram dono e grupo. Se o enunciado pede "conceder permissão de execução", a resposta é sempre chmod — os outros comandos mudam quem é o dono, não o que cada um pode fazer. Fique atento a essa troca clássica!

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar, associe cada comando à sua função: chmod = "change mode" (permissões), chown = "change owner" (dono), chgrp = "change group" (grupo), umask = "user mask" (máscara padrão), setfacl = "set file ACL" (listas de controle). Na prova, leia o que o enunciado pede: se é permissão, é chmod; se é propriedade, é chown/chgrp.

Gabarito: letra D

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