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Questão de Medicina — Dermatologia — Avança SP 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg654433
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
A esclerodermia sistêmica caracteriza-se por fibrose progressiva da pele e órgãos internos. A alteração histopatológica dérmica característica desta doença, observada em biópsias cutâneas, é:
  1. ANecrose epidérmica confluente com bolhas subepidérmicas.
  2. BInfiltrado granulomatoso epitelioide com células gigantes multinucleadas.
  3. CDeposição maciça de mucina dérmica com fibroblastos esparsos.
  4. DEspessamento e hialinização das fibras colágenas dérmicas.
  5. EAtrofia epidérmica total com ausência completa de anexos.
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GabaritoD — Espessamento e hialinização das fibras colágenas dérmicas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esclerodermia sistêmica: histopatologia cutânea

Gabarito: letra D. A alteração histopatológica dérmica característica da esclerodermia sistêmica é o espessamento e hialinização das fibras colágenas dérmicas, que reflete a fibrose progressiva da pele descrita no enunciado. As demais alternativas descrevem padrões histológicos de outras dermatoses (necrose epidérmica, granuloma, mucinose, atrofia), não da esclerodermia.

A esclerodermia sistêmica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, caracterizada por fibrose progressiva da pele e de órgãos internos, além de vasculopatia e alterações imunológicas. A fibrose é o resultado do acúmulo excessivo de colágeno e de outros componentes da matriz extracelular na derme e em órgãos como pulmão, coração, trato gastrointestinal e rins. Esse processo é mediado por fibroblastos ativados, que produzem colágeno em excesso, e por citocinas profibróticas, como o TGF-β.

Na pele, a fibrose se manifesta histologicamente como espessamento da derme com hialinização das fibras colágenas — ou seja, as fibras colágenas tornam-se mais espessas, compactas e com aspecto vítreo (hialino), substituindo o tecido adiposo subcutâneo e os anexos cutâneos. Esse é o achado histopatológico mais característico e é o que a alternativa D descreve com precisão.

É importante distinguir a esclerodermia de outras condições que cursam com espessamento cutâneo, como a esclerodermia localizada (morféia), que tem histologia semelhante, e de doenças com fibrose secundária, como a lipodermatoesclerose da insuficiência venosa crônica, que também apresenta fibrose dérmica, mas em contexto clínico distinto. A banca explora justamente a confusão entre o padrão histológico da esclerodermia e o de outras dermatoses com apresentação clínica ou histológica sobreponível.

A pegadinha central desta questão é que o aluno pode confundir a esclerodermia com outras doenças que cursam com deposição de mucina (como o mixedema) ou com necrose epidérmica (como na necrólise epidérmica tóxica), mas o padrão histológico da esclerodermia é específico: fibrose colágena com hialinização, não mucina, não necrose, não granuloma e não atrofia. Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se separam.

1Esclerodermia sistêmica
Espessamento e hialinização do colágeno
Fibrose progressiva
2Necrólise epidérmica tóxica (NET/SSJ)
Necrose epidérmica confluente
Bolhas subepidérmicas
3Sarcoidose/tuberculose
Granuloma epitelioide
Células gigantes
4Mixedema
Deposição de mucina
Fibroblastos esparsos
5Lúpus cutâneo crônico
Atrofia epidérmica
Perda de anexos
Histopatologia cutânea
LEVELsoulevel.com.br
Histopatologia cutânea: Esclerodermia sistêmica (Espessamento e hialinização do colágeno, Fibrose progressiva); Necrólise epidérmica tóxica (NET/SSJ) (Necrose epidérmica confluente, Bolhas subepidérmicas); Sarcoidose/tuberculose (Granuloma epitelioide, Células gigantes); Mixedema (Deposição de mucina, Fibroblastos esparsos); Lúpus cutâneo crônico (Atrofia epidérmica, Perda de anexos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A necrose epidérmica confluente com bolhas subepidérmicas é o padrão histológico da necrólise epidérmica tóxica (NET) e da síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), reações cutâneas graves a medicamentos. Na esclerodermia, a epiderme costuma estar preservada ou discretamente atrófica, e não há necrose confluente nem bolhas subepidérmicas. O erro está em atribuir à esclerodermia um padrão de necrose epidérmica que é típico de farmacodermias graves.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O infiltrado granulomatoso epitelioide com células gigantes multinucleadas é característico de doenças granulomatosas, como tuberculose, sarcoidose e hanseníase tuberculoide. Na esclerodermia, o infiltrado inflamatório é discreto e perivascular, composto principalmente por linfócitos, e não há formação de granulomas com células gigantes. A alternativa confunde o padrão inflamatório da esclerodermia com o de doenças granulomatosas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A deposição maciça de mucina dérmica com fibroblastos esparsos é o achado histológico do mixedema (como no hipotireoidismo) e de outras mucinoses cutâneas. Na esclerodermia, o que se observa é o acúmulo de colágeno, não de mucina. A alternativa troca o componente da matriz extracelular que se acumula: colágeno (esclerodermia) versus mucina (mixedema).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O espessamento e a hialinização das fibras colágenas dérmicas são exatamente o achado histopatológico característico da esclerodermia sistêmica. A fibrose progressiva da pele, descrita no enunciado, corresponde ao acúmulo de colágeno denso e hialinizado na derme, que substitui os anexos cutâneos e o tecido adiposo subcutâneo. Essa é a descrição clássica e específica da doença.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A atrofia epidérmica total com ausência completa de anexos não é o padrão da esclerodermia. Na esclerodermia, a epiderme pode estar discretamente atrófica, mas não há atrofia total, e os anexos cutâneos (folículos pilosos, glândulas sudoríparas) podem estar preservados ou apenas comprimidos pela fibrose dérmica. A atrofia epidérmica total com perda de anexos é mais característica de atrofias cutâneas como na poiquilodermia ou em fases avançadas de lúpus eritematoso cutâneo crônico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o padrão histológico da esclerodermia (fibrose colágena com hialinização) e o de outras dermatoses: necrose epidérmica (NET/SSJ), granuloma (sarcoidose/tuberculose), mucina (mixedema) e atrofia (lúpus cutâneo crônico). O candidato que decora apenas o nome da doença, sem associar ao mecanismo de fibrose, tende a cair em alternativas que descrevem padrões histológicos de outras condições. Lembre-se: esclerodermia = colágeno espessado e hialinizado, não mucina, não necrose, não granuloma.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de histopatologia cutânea, monte um quadro mental associando cada doença ao seu padrão histológico característico: esclerodermia → fibrose colágena; mixedema → mucina; NET/SSJ → necrose epidérmica; sarcoidose → granuloma; lúpus cutâneo crônico → atrofia epidérmica. Essa associação direta resolve a maioria das questões de dermatopatologia.

Gabarito: letra D

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