Na doença de Parkinson idiopática em idoso, o achado motor considerado cardinal para o diagnóstico clínico, quando associado à resposta dopaminérgica, é:
Ahipermetria e dismetria em membros superiores.
Bparesia espástica de predomínio em membros inferiores.
Cbradicinesia com redução de amplitude e velocidade dos movimentos voluntários.
Dfraqueza flácida proximal com arreflexia difusa.
Emioclonias generalizadas desencadeadas por estímulos luminosos.
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GabaritoC — bradicinesia com redução de amplitude e velocidade dos movimentos voluntários.
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Doença de Parkinson: bradicinesia como sintoma cardinal
Gabarito: letra C. Na doença de Parkinson idiopática, a bradicinesia — lentidão do início do movimento voluntário com redução progressiva da velocidade e da amplitude em ações repetitivas — é considerada o sintoma cardinal do parkinsonismo, e sua presença associada à resposta dopaminérgica (melhora com levodopa) é um dos pilares do diagnóstico clínico. Essa definição é amplamente aceita na literatura neurológica, incluindo os critérios da Movement Disorder Society.
A doença de Parkinson (DP) é a forma mais comum de parkinsonismo, representando cerca de 80% dos casos. O parkinsonismo, por sua vez, é uma síndrome clínica caracterizada pela combinação de bradicinesia com pelo menos um dos seguintes: rigidez muscular, tremor de repouso ou instabilidade postural. A bradicinesia, porém, é o elemento obrigatório — sem ela, não se fala em parkinsonismo. Ela se manifesta como dificuldade em iniciar movimentos, lentidão na execução e redução progressiva da amplitude e velocidade em movimentos repetitivos, como no teste de bater os dedos (finger tapping) ou abrir e fechar as mãos.
A resposta dopaminérgica é um critério de suporte importante: uma melhora clara e sustentada com levodopa reforça o diagnóstico de DP idiopática, enquanto a ausência de resposta a doses adequadas é um critério de exclusão. Essa resposta é tão relevante que aparece nos critérios diagnósticos como "resposta dramática à terapia dopaminérgica" e "presença de discinesias induzidas pela levodopa".
É fundamental distinguir a bradicinesia de outros sinais motores que podem confundir o diagnóstico. A hipermetria e dismetria (alternativa A) são sinais de síndrome cerebelar, não de parkinsonismo. A paresia espástica (alternativa B) sugere lesão do trato corticoespinhal, típica de doenças como esclerose múltipla ou AVC. A fraqueza flácida proximal com arreflexia (alternativa D) é característica de neuropatias periféricas ou doenças do neurônio motor inferior. As mioclonias generalizadas desencadeadas por estímulos luminosos (alternativa E) são típicas de epilepsias fotossensíveis, não da DP.
A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que não domina a definição de bradicinesia pode se perder entre sinais de outras síndromes neurológicas. A chave é lembrar que, na DP, o achado motor cardinal é a bradicinesia, sempre associada à resposta dopaminérgica — e que os demais sinais (tremor, rigidez, instabilidade postural) são acompanhantes, não substitutos.
Parkinsonismo: Bradicinesia (obrigatória) (Lentidão para iniciar, Redução de amplitude/velocidade, Resposta dopaminérgica); Acompanhantes (1+) (Rigidez em roda denteada, Tremor de repouso, Instabilidade postural); Sinais de outras síndromes (Dismetria/hipermetria → cerebelo, Paresia espástica → trato corticoespinhal, Fraqueza flácida + arreflexia → neuropatia, Mioclonias fotossensíveis → epilepsia)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Hipermetria e dismetria são sinais de síndrome cerebelar, não de parkinsonismo. A dismetria é a dificuldade de controlar a amplitude do movimento (passar do alvo), e a hipermetria é o excesso de amplitude — ambos indicam disfunção do cerebelo, não dos gânglios da base. Na DP, o problema é a redução da amplitude (bradicinesia), não o excesso.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Paresia espástica de predomínio em membros inferiores é típica de lesão do trato corticoespinhal (ex.: esclerose múltipla, mielopatia compressiva, AVC). Na DP, não há paresia espástica — o tônus é aumentado de forma plástica (rigidez em roda denteada), não espástica, e a fraqueza não é o achado central.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A bradicinesia é o sintoma cardinal do parkinsonismo, definida como lentidão do início do movimento voluntário com redução progressiva da velocidade e da amplitude em ações repetitivas. Na DP, ela é tipicamente assimétrica no início e responde bem à levodopa — a resposta dopaminérgica é um critério de suporte diagnóstico. A alternativa espelha exatamente essa definição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Fraqueza flácida proximal com arreflexia difusa é característica de neuropatias periféricas (ex.: síndrome de Guillain-Barré) ou doenças do neurônio motor inferior. Na DP, o tônus é aumentado (rigidez) e os reflexos são normais ou vivos — não há arreflexia nem fraqueza flácida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Mioclonias generalizadas desencadeadas por estímulos luminosos são típicas de epilepsias fotossensíveis (ex.: epilepsia mioclônica juvenil). Na DP, não há mioclonias induzidas por luz — o tremor é de repouso, de 3 a 6 Hz, e não é desencadeado por estímulos sensoriais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os sinais de outras síndromes neurológicas pelo sintoma cardinal da DP. O candidato que confunde bradicinesia (lentidão e redução de amplitude) com dismetria (erro de amplitude, cerebelar) ou com fraqueza (neuropatia) cai nas alternativas A ou D. Lembre-se: na DP, o problema é a redução do movimento, não o excesso nem a perda de força.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe cada sinal à síndrome: bradicinesia + rigidez + tremor de repouso = parkinsonismo; dismetria + hipermetria = cerebelo; paresia espástica = trato corticoespinhal; fraqueza flácida + arreflexia = neurônio motor inferior/periférico; mioclonias fotossensíveis = epilepsia. Na prova, leia a alternativa e pergunte: "isso é típico de qual síndrome?" — se não for parkinsonismo, descarte.