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Questão de Medicina — Geriatria — Avança SP 2026

MedicinaGeriatria
Código
qg654473
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Geriatra
Na terapia de reposição hormonal para sintomas climatéricos moderados a graves, a via de administração transdérmica é preferida em pacientes idosas com risco aumentado de eventos tromboembólicos, pois evita:
  1. Ao metabolismo de primeira passagem hepático.
  2. Ba interação com fármacos cardiovasculares.
  3. Ca estimulação endometrial.
  4. Da diminuição da densidade mineral óssea.
  5. Eos sintomas vasomotores.
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GabaritoA — o metabolismo de primeira passagem hepático.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Terapia de reposição hormonal no climatério: via transdérmica e risco tromboembólico

Gabarito: letra A. A via transdérmica é preferida em pacientes com risco aumentado de eventos tromboembólicos porque evita o metabolismo de primeira passagem hepático, mecanismo pelo qual a terapia oral aumenta o risco de trombose venosa profunda. O texto de apoio confirma: "A via transdérmica não foi associada a aumento do risco de eventos tromboembólicos em recente estudo observacional, e deve ser preferência na prescrição", e aponta que "as possibilidades incluem alterações no sistema de coagulação induzidas pela terapia oral pela primeira passagem hepática".

A terapia de reposição hormonal (TRH) é indicada para sintomas vasomotores moderados a graves, síndrome geniturinária da menopausa, prevenção da perda de massa óssea e menopausa precoce. O risco de tromboembolismo varia conforme o tipo de TH, a dose e a via de administração. Estudos observacionais indicam que a estrogenoterapia após a menopausa aumenta em cerca de 2 a 7 vezes o risco para eventos tromboembólicos, como demonstrado nos estudos HERS e WHI com estrogênio conjugado por via oral.

O mecanismo central dessa diferença está na primeira passagem hepática: quando o estrogênio é administrado por via oral, ele é absorvido no intestino e chega ao fígado pela veia porta, onde sofre metabolização. Essa passagem hepática induz alterações no sistema de coagulação, aumentando a produção de fatores pró-trombóticos e reduzindo os anticoagulantes naturais. A via transdérmica, ao contrário, libera o estrogênio diretamente na circulação sistêmica, contornando o fígado e, portanto, não ativando esses mecanismos trombogênicos.

Na prática clínica, para uma paciente idosa com histórico de trombose venosa profunda ou fatores de risco tromboembólico, a prescrição de estradiol transdérmico (gel ou adesivo) é a escolha preferencial, pois mantém a eficácia no controle dos sintomas vasomotores sem o incremento do risco trombótico associado à via oral. É importante destacar que a via transdérmica não elimina o risco de eventos tromboembólicos, mas não demonstrou aumento significativo desse risco nos estudos observacionais.

A distinção crucial que a questão explora é entre os efeitos da via de administração (oral versus transdérmica) e os efeitos da própria terapia hormonal. Enquanto a via oral aumenta o risco tromboembólico pela primeira passagem hepática, a via transdérmica evita esse mecanismo. As demais alternativas confundem esse raciocínio ao atribuir à via transdérmica efeitos que não são específicos dela ou que não correspondem à realidade. Guarde essa fronteira: o benefício da via transdérmica em pacientes de risco tromboembólico reside especificamente na ausência de metabolismo de primeira passagem hepático.

  1. 1TH oral é absorvida no intestino
  2. 2Chega ao fígado pela veia porta
  3. 3Primeira passagem hepática altera coagulação
  4. 4Aumenta risco de trombose
  5. 5Via transdérmica contorna o fígado
  6. 6[+] Sem aumento do risco trombótico
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepático, que é o mecanismo pelo qual a terapia oral aumenta o risco de eventos tromboembólicos. O texto de apoio confirma: "Os mecanismos pelos quais a TH por via oral provoca aumento no risco de trombose venosa profunda não são claros. As possibilidades incluem alterações no sistema de coagulação induzidas pela terapia oral pela primeira passagem hepática". Ao contornar o fígado, a via transdérmica não ativa esses mecanismos pró-trombóticos, sendo preferida em pacientes com risco aumentado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A via transdérmica não evita interação com fármacos cardiovasculares. A interação medicamentosa não é o mecanismo central do risco tromboembólico da TH oral, e a via transdérmica não elimina interações que possam ocorrer com outros medicamentos. O benefício específico da via transdérmica é a ausência de primeira passagem hepática, não a ausência de interações medicamentosas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A via transdérmica não evita a estimulação endometrial. O estrogênio, independentemente da via, estimula o endométrio. Por isso, o texto de apoio enfatiza: "É importante enfatizar a necessidade do uso concomitante de um progestagênio (de maneira cíclica ou contínua) em toda mulher com útero em uso de TH, para prevenção de hiperplasia endometrial". A proteção endometrial é feita com progestagênio, não pela via de administração.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A via transdérmica não evita a diminuição da densidade mineral óssea. Pelo contrário, a TH é indicada justamente para "prevenção da perda da massa óssea", conforme o texto de apoio. A via transdérmica mantém esse benefício ósseo, pois o estrogênio continua exercendo seu efeito protetor sobre o osso, independentemente da via de administração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A via transdérmica não evita os sintomas vasomotores; ela os trata. O texto de apoio afirma que "A terapia hormonal (TH) é efetiva em reduzir os sintomas vasomotores". A via transdérmica é tão eficaz quanto a oral no controle desses sintomas, sendo essa a principal indicação da TH. A alternativa inverte o sentido: a via transdérmica não evita os sintomas, ela os alivia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os efeitos da via de administração e os efeitos da própria terapia hormonal. O candidato pode pensar que a via transdérmica evita a estimulação endometrial (C) ou a perda óssea (D), mas esses efeitos são da TH em si, não da via. O benefício específico da via transdérmica em pacientes de risco tromboembólico é exclusivamente a ausência de primeira passagem hepática. Fique atento: a questão pergunta o que a via transdérmica evita, e a resposta é o mecanismo hepático que aumenta o risco trombótico.

Gabarito: letra A

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