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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg654509
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Neurologista
No exame físico de um paciente vítima de Traumatismo Cranioencefálico (TCE), mesmo quando classificado inicialmente como leve (ECG 13-15), a inspeção ectoscópica é crucial para identificar sinais de fratura de base de crânio.A presença de equimose na região retroauricular (sobre o processo mastoide), que tipicamente surge horas após o trauma e indica fratura da fossa média do crânio, é denominada tecnicamente:
  1. ASinal de Battle.
  2. BSinal do Guaxinim (Raccoon eyes).
  3. CSinal de Babinski.
  4. DSinal de Brudzinski.
  5. ESinal de Tinel.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Sinal de Battle.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sinais de fratura de base de crânio no TCE

Gabarito: letra A. A equimose retroauricular sobre o processo mastoide, que surge horas após o trauma e indica fratura da fossa média do crânio, é o Sinal de Battle. Os demais sinais citados — guaxinim, Babinski, Brudzinski e Tinel — referem-se a outras condições clínicas, como veremos em detalhe.

O Sinal de Battle é um achado semiológico clássico no exame físico do paciente com traumatismo cranioencefálico (TCE). Ele se manifesta como uma equimose (hematoma) na região retroauricular, ou seja, atrás da orelha, sobre o processo mastoide do osso temporal. O nome homenageia o cirurgião inglês William Henry Battle, que descreveu o sinal no final do século XIX. A importância desse sinal reside no fato de que ele é um indicador de fratura da base do crânio, especificamente da fossa média, e sua presença deve alertar o médico para a possibilidade de lesões intracranianas associadas, mesmo em pacientes com Escala de Coma de Glasgow (ECG) inicialmente normal ou levemente alterada.

O mecanismo fisiopatológico é o extravasamento de sangue da fratura para os tecidos moles adjacentes, que se acumula na região mastoidea. Por isso, o sinal tipicamente não aparece imediatamente após o trauma, mas sim após algumas horas, quando o sangue já teve tempo de se difundir pelos planos teciduais. É um sinal de aparecimento tardio, o que reforça a necessidade de reavaliação clínica seriada do paciente com TCE.

É fundamental distinguir o Sinal de Battle de outros sinais semiológicos que podem confundir o examinador:

Sinal

Localização

Significado clínico

Sinal de Battle

Equimose retroauricular (processo mastoide)

Fratura de base de crânio (fossa média)

Sinal do Guaxinim (Raccoon Eyes)

Equimose periorbital bilateral

Fratura de base de crânio (fossa anterior)

Sinal de Babinski

Reflexo cutâneo-plantar em extensão

Lesão do trato corticoespinhal (sinal de liberação piramidal)

Sinal de Brudzinski

Flexão involuntária dos membros inferiores ao fletir o pescoço

Irritação meníngea (meningite, hemorragia subaracnóidea)

Sinal de Tinel

Parestesia ao percutir um nervo

Neuropatia periférica, síndrome do túnel do carpo

A banca explora a confusão entre os sinais de Battle e do Guaxinim, ambos indicativos de fratura de base de crânio, mas com localizações distintas. Enquanto o Sinal de Battle é retroauricular (fossa média), o Sinal do Guaxinim é periorbital (fossa anterior). Além disso, os sinais de Babinski e Brudzinski são sinais neurológicos de outra natureza, e o Sinal de Tinel é um sinal de neuropatia periférica, nenhum deles relacionado a fratura de base de crânio.

1Sinal de Battle
equimose retroauricular (mastoide)
fossa média
surge horas após o trauma
2Sinal do Guaxinim
equimose periorbital bilateral
fossa anterior
3Sinais de outra natureza
Babinski (trato corticoespinhal)
Brudzinski (irritação meníngea)
Tinel (neuropatia periférica)
Sinais de fratura de base de crânio
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Sinais de fratura de base de crânio: Sinal de Battle (equimose retroauricular (mastoide), fossa média, surge horas após o trauma); Sinal do Guaxinim (equimose periorbital bilateral, fossa anterior); Sinais de outra natureza (Babinski (trato corticoespinhal), Brudzinski (irritação meníngea), Tinel (neuropatia periférica))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Sinal de Battle é exatamente a equimose retroauricular sobre o processo mastoide, que surge horas após o trauma e indica fratura da fossa média do crânio. É o nome técnico correto para o achado descrito no enunciado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Sinal do Guaxinim (Raccoon Eyes) é a equimose periorbital bilateral, que indica fratura da fossa anterior do crânio, não da fossa média. A banca troca a localização do sinal: retroauricular (Battle) por periorbital (Guaxinim).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O Sinal de Babinski é um reflexo cutâneo-plantar em extensão, que indica lesão do trato corticoespinhal (sinal de liberação piramidal). Não tem relação com fratura de base de crânio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O Sinal de Brudzinski é um sinal de irritação meníngea, caracterizado pela flexão involuntária dos membros inferiores ao fletir passivamente o pescoço do paciente. É pesquisado em suspeita de meningite ou hemorragia subaracnóidea, não em TCE com fratura de base.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O Sinal de Tinel é a parestesia (formigamento) desencadeada pela percussão sobre um nervo periférico, classicamente utilizado na síndrome do túnel do carpo. Não se relaciona com fratura de base de crânio.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar os sinais de fratura de base de crânio entre si. O Sinal de Battle é retroauricular (fossa média), enquanto o Sinal do Guaxinim é periorbital (fossa anterior). Grave essa diferença de localização para não cair na pegadinha!

Gabarito: letra A

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