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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg654603
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista de Pronto-Atendimento - Pediatra
Um lactente é levado à emergência pediátrica com quadro de desconforto respiratório. O médico explica aos pais que a patologia em questão é a bronquiolite viral aguda (BVA), uma doença inflamatória inespecífica que afeta as vias aéreas de pequeno calibre. Durante a orientação, o profissional detalha os mecanismos de lesão tecidual e a forma de contágio do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).


Com base na fisiopatologia e na transmissão da BVA descritas, assinale a alternativa correta:
  1. AA transmissão do VSR ocorre por meio de contato com secreção respiratória de indivíduos infectados, com a mucosa da nasofaringe ou da conjuntiva, ou por inalação de partículas respiratórias (maiores que 5 micra) contendo o vírus.
  2. BA BVA é caracterizada por uma inflamação crônica e específica, que promove a destruição permanente dos alvéolos, sem envolver o edema de células epiteliais.
  3. CA principal característica da doença é a necrose das células do trato respiratório superior, impedindo que o vírus atinja as vias aéreas de pequeno calibre.
  4. DA impactação de muco intraluminal é causada exclusivamente por bactérias, sendo a inflamação e o edema processos secundários que não afetam as pequenas vias aéreas.
  5. EO vírus é transmitido apenas por partículas menores que 1 mícron, sendo incapaz de infectar o indivíduo através da mucosa da conjuntiva ou da nasofaringe.
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GabaritoA — A transmissão do VSR ocorre por meio de contato com secreção respiratória de indivíduos infectados, com a mucosa da nasofaringe ou da conjuntiva, ou por inalação de partículas respiratórias (maiores que 5 micra) contendo o vírus.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bronquiolite viral aguda (BVA): fisiopatologia e transmissão do VSR

Gabarito: letra A. A transmissão do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ocorre por contato direto ou indireto com secreções respiratórias de indivíduos infectados, atingindo a mucosa da nasofaringe ou da conjuntiva, ou ainda por inalação de partículas respiratórias maiores que 5 micra — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas distorcem a fisiopatologia da doença, que é uma inflamação aguda e inespecífica das pequenas vias aéreas, com necrose do epitélio, edema e impactação de muco, e não uma doença crônica, bacteriana ou restrita ao trato respiratório superior.

A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória baixa mais comum no primeiro ano de vida, e o VSR é o principal agente etiológico. A doença atinge os bronquíolos — pequenas vias aéreas com menos de 2 mm de diâmetro, sem cartilagem — e a lesão começa com a infecção e necrose das células epiteliais ciliadas. Essa necrose desencadeia uma resposta inflamatória intensa, com edema da submucosa, infiltrado celular e aumento da produção de muco. O conjunto desses fatores — necrose, edema e hipersecreção — leva à obstrução das pequenas vias aéreas, com impactação de muco intraluminal, aprisionamento aéreo e comprometimento da ventilação. É por isso que o quadro clínico típico inclui sibilância, tiragens e, nos casos graves, cianose e apneia, principalmente em lactentes jovens e prematuros.

A transmissão do VSR é um ponto central da questão. O vírus é eliminado em grandes quantidades nas secreções respiratórias de pessoas infectadas, e a infecção ocorre por duas vias principais: (1) contato direto ou indireto com essas secreções, que alcançam a mucosa nasal ou a conjuntiva do hospedeiro suscetível — por exemplo, ao tocar uma superfície contaminada e depois levar a mão ao rosto; e (2) inalação de gotículas respiratórias maiores que 5 micra, que são as partículas que ficam suspensas no ar por curtas distâncias e atingem as vias aéreas superiores. Essa é a razão pela qual as medidas de prevenção incluem a higienização das mãos, a etiqueta respiratória e o isolamento de contato, além do cuidado com superfícies contaminadas.

A banca explora aqui uma confusão clássica: o candidato pode associar a transmissão viral a partículas muito pequenas (menores que 1 mícron), que são típicas da transmissão aérea de outros agentes, como o sarampo ou a varicela. No caso do VSR, a transmissão se dá por gotículas maiores e por contato, não por aerossóis de pequeno diâmetro. Além disso, a alternativa correta menciona a mucosa da conjuntiva como porta de entrada, um detalhe que costuma passar despercebido e que é fiel à descrição da transmissão do vírus.

Guarde a fronteira entre os mecanismos de transmissão e a fisiopatologia da BVA: é exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem. A letra A acerta a transmissão; as demais erram ao descrever a doença como crônica, bacteriana, restrita ao trato superior ou transmitida por partículas menores que 1 mícron.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão os mecanismos de transmissão do VSR: contato com secreção respiratória de indivíduos infectados, atingindo a mucosa da nasofaringe ou da conjuntiva, ou inalação de partículas respiratórias maiores que 5 micra. Essa é a via de transmissão reconhecida para o vírus, que se espalha por gotículas e por contato direto ou indireto com superfícies contaminadas. A menção à conjuntiva é um detalhe fiel e importante, pois o vírus pode penetrar pela mucosa ocular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A BVA é uma inflamação aguda, não crônica, e inespecífica, não específica. Além disso, a doença não promove destruição permanente dos alvéolos — o processo inflamatório atinge os bronquíolos (pequenas vias aéreas), com necrose do epitélio, edema e impactação de muco, mas não há destruição alveolar permanente como regra. A alternativa erra ao descrever a doença como crônica e ao localizar a lesão nos alvéolos, quando o alvo são os bronquíolos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A principal característica da BVA é a necrose das células epiteliais dos bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas — e não do trato respiratório superior. A infecção começa nas vias aéreas superiores, mas o vírus rapidamente atinge as pequenas vias aéreas, onde causa a lesão característica. A alternativa inverte o raciocínio ao afirmar que a necrose do trato superior impediria o vírus de atingir os bronquíolos, o que não ocorre: o vírus desce e infecta as pequenas vias aéreas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A impactação de muco intraluminal é causada pela inflamação viral, não por bactérias. O VSR provoca necrose do epitélio, edema e hipersecreção de muco, que se acumula no lúmen dos bronquíolos. A inflamação e o edema são processos centrais da fisiopatologia, e não secundários. A alternativa erra ao atribuir a impactação de muco a bactérias e ao minimizar o papel da inflamação e do edema nas pequenas vias aéreas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O VSR não é transmitido apenas por partículas menores que 1 mícron. Pelo contrário, a transmissão ocorre por gotículas maiores que 5 micra e por contato com secreções. Além disso, o vírus é capaz de infectar através da mucosa da conjuntiva e da nasofaringe — a alternativa afirma exatamente o oposto. Essa é uma inversão completa dos mecanismos de transmissão descritos na alternativa correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os mecanismos de transmissão de diferentes vírus respiratórios. O candidato pode associar a transmissão do VSR a partículas muito pequenas (menores que 1 mícron), que são típicas da transmissão aérea de outros agentes, como o sarampo. No VSR, a transmissão se dá por gotículas maiores (> 5 micra) e por contato com secreções, incluindo a mucosa da conjuntiva. Fique atento a essa troca: a alternativa E inverte exatamente esse mecanismo.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a transmissão do VSR, lembre-se do tripé: contato com secreções, gotículas maiores que 5 micra e mucosas (nasofaringe e conjuntiva). Compare com a transmissão aérea (partículas < 5 micra) de outros vírus, como sarampo e varicela, que exigem isolamento aéreo. Essa distinção é recorrente em provas de pediatria e infectologia.

Gabarito: letra A

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