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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg654606
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista de Pronto-Atendimento - Pediatra
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) tem sido diagnosticado com frequência crescente em crianças e adolescentes. Como esses pacientes são normalmente assintomáticos, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a investigação em indivíduos com sobrepeso ou obesidade que apresentem fatores de risco.Segundo as diretrizes da SBD, os itens abaixo são critérios de risco para indivíduos abaixo de 45 anos, EXCETO:
  1. ADiagnóstico prévio de pré-diabetes.
  2. BHistória familiar de diabetes melito em parente de primeiro grau.
  3. CRaça ou etnia de alto risco, como negros, hispânicos ou índios Pima.
  4. DHistória de doença cardiovascular ou hipertensão arterial.
  5. EHistória de asma brônquica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — História de asma brônquica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 em crianças e adolescentes

Gabarito: letra E. A asma brônquica não é um fator de risco para DM2 em crianças e adolescentes; os critérios de risco da SBD incluem pré-diabetes, história familiar de DM em parente de primeiro grau, raça/etnia de alto risco e história de doença cardiovascular ou hipertensão arterial. A questão pede o item que não se enquadra, e a asma é a única alternativa que não consta na lista de fatores de risco.

O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada por resistência à insulina e deficiência relativa de sua secreção, sendo fortemente associado à obesidade. Em crianças e adolescentes, o DM2 é frequentemente assintomático, o que justifica o rastreamento ativo em populações de risco. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a investigação em jovens a partir de 10 anos de idade (ou após o início da puberdade) que apresentem sobrepeso ou obesidade e pelo menos um fator de risco adicional. Esses fatores de risco são bem definidos e incluem: história familiar de DM em parente de primeiro grau, raça/etnia de alto risco (negros, hispânicos, índios Pima), história de doença cardiovascular, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos, acantose nigricans, pré-diabetes, entre outros.

A lógica por trás desses critérios é identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver a doença, permitindo intervenção precoce. A história familiar reflete a forte predisposição genética; a raça/etnia está associada a diferenças na sensibilidade à insulina; a doença cardiovascular e a hipertensão são comorbidades frequentemente associadas ao DM2, compartilhando mecanismos fisiopatológicos como a resistência à insulina e a disfunção endotelial. O pré-diabetes é um estado intermediário de alteração da glicemia que precede o DM2, sendo um forte preditor de progressão.

A asma brônquica, por sua vez, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, de natureza alérgica e imunológica, sem relação direta com a fisiopatologia do DM2. Embora possa coexistir com a obesidade, não é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de DM2 nas diretrizes da SBD. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode associar a asma à obesidade e, por extensão, ao DM2, mas a asma não faz parte do rol de fatores de risco estabelecidos.

É importante distinguir os fatores de risco para DM2 daqueles para DM1. No DM1, a história familiar também é relevante, mas a etiologia é autoimune, com destruição das células beta pancreáticas. No DM2, os fatores de risco são predominantemente metabólicos e cardiovasculares. A tabela abaixo resume os principais fatores de risco para DM2 em crianças e adolescentes, conforme as diretrizes da SBD:

Fator de Risco

Descrição

História familiar

Parente de primeiro grau com DM2

Raça/etnia

Negros, hispânicos, índios Pima

Doença cardiovascular

Histórico de doença cardiovascular

Hipertensão arterial

PA elevada para idade e sexo

Dislipidemia

HDL baixo ou triglicerídeos elevados

Síndrome dos ovários policísticos

Em meninas adolescentes

Acantose nigricans

Marcador de resistência à insulina

Pré-diabetes

Glicemia de jejum alterada ou tolerância diminuída à glicose

Baixo peso ao nascer

Aumenta o risco de resistência à insulina na vida adulta

A pegadinha desta questão está em identificar o item que não é um fator de risco. As alternativas A, B, C e D são todas critérios reconhecidos pela SBD. A alternativa E, asma brônquica, é a única que não se enquadra, sendo o gabarito.

Fatores de risco para DM2 (SBD)
  • 1Metabólicos
    • Pré-diabetes
    • Dislipidemia
    • Síndrome dos ovários policísticos
    • Acantose nigricans
    • Baixo peso ao nascer
  • 2História familiar
    • Parente de primeiro grau com DM2
  • 3Raça/etnia de alto risco
    • Negros
    • Hispânicos
    • Índios Pima
  • 4Cardiovasculares
    • Doença cardiovascular
    • Hipertensão arterial
  • 5Asma brônquica (não é fator de risco)
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Alternativa A — ✅ Correta

O diagnóstico prévio de pré-diabetes é um fator de risco estabelecido para o desenvolvimento de DM2. O pré-diabetes representa um estado intermediário de alteração da glicemia (glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou HbA1c entre 5,7% e 6,4%), que precede o DM2 e indica maior risco de progressão. A SBD inclui o pré-diabetes como critério de rastreamento em crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade.

Alternativa B — ✅ Correta

A história familiar de diabetes melito em parente de primeiro grau é um dos principais fatores de risco para DM2. A predisposição genética é forte, e o risco cumulativo de desenvolver DM2 é de aproximadamente 40% entre descendentes de um único genitor afetado, chegando a 70% se ambos os pais forem afetados. A SBD recomenda o rastreamento em jovens com sobrepeso ou obesidade que tenham essa história familiar.

Alternativa C — ✅ Correta

Raça ou etnia de alto risco, como negros, hispânicos ou índios Pima, é um fator de risco reconhecido para DM2. Estudos mostram maior prevalência de DM2 em minorias étnicas, associada a diferenças na sensibilidade à insulina e a fatores socioeconômicos e culturais. A SBD inclui a raça/etnia como critério de rastreamento em crianças e adolescentes.

Alternativa D — ✅ Correta

História de doença cardiovascular ou hipertensão arterial são fatores de risco para DM2. A hipertensão arterial e a doença cardiovascular compartilham mecanismos fisiopatológicos com o DM2, como a resistência à insulina e a disfunção endotelial. A SBD recomenda o rastreamento em jovens com sobrepeso ou obesidade que apresentem essas condições.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A história de asma brônquica não é um fator de risco para DM2 em crianças e adolescentes. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, de natureza alérgica, sem relação direta com a fisiopatologia do DM2. Embora possa coexistir com a obesidade, não consta na lista de fatores de risco da SBD para rastreamento de DM2. A banca explora a possível associação equivocada entre asma e obesidade, mas a asma não é um critério de risco estabelecido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca um fator de risco real por uma condição comum na infância (asma) que não tem relação com o DM2. O candidato pode associar a asma à obesidade e, por extensão, ao DM2, mas a asma não faz parte do rol de fatores de risco da SBD. Fique atento: a questão pede o item que não é critério de risco, e a asma é a única alternativa que não se enquadra.

Gabarito: letra E — a asma brônquica não é um fator de risco para DM2 em crianças e adolescentes, sendo a única alternativa que não consta nas diretrizes da SBD.

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