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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg654646
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Vascular
A neuropatia diabética periférica constitui complicação neurovascular frequente. O tipo de fibra nervosa predominantemente afetada na fase inicial da neuropatia diabética, causando perda da sensibilidade protetora plantar e predispondo a úlceras, é a fibra:
  1. AMotora alfa de grande calibre mielinizada.
  2. BSensitiva de pequeno calibre tipo C amielínica.
  3. CAutonômica pré-ganglionar colinérgica.
  4. DSensitiva de grande calibre tipo A-beta mielinizada.
  5. EProprioceptiva muscular tipo Ia aferente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Sensitiva de grande calibre tipo A-beta mielinizada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Neuropatia diabética periférica: fibras acometidas

Gabarito: letra D. Na fase inicial da neuropatia diabética periférica, as fibras sensitivas de grande calibre mielinizadas (tipo A-beta) são as predominantemente afetadas, o que compromete a sensibilidade protetora plantar e predispõe a úlceras. Embora as fibras finas (tipo C) também sejam acometidas precocemente, a perda da sensibilidade protetora — que é a base para o desenvolvimento de úlceras — está classicamente associada à disfunção das fibras grossas A-beta, responsáveis pela sensibilidade tátil e vibratória.

A neuropatia diabética periférica (NPD) é a complicação neurológica mais comum do diabetes, definida como uma lesão difusa, simétrica, distal e progressiva das fibras sensitivo-motoras e autonômicas, causada pela hiperglicemia crônica e por fatores de risco cardiovasculares. A classificação atual divide as neuropatias difusas em polineuropatia sensitivo-motora (que pode acometer fibras finas, grossas ou mistas) e polineuropatia autonômica. As fibras finas (tipo C, amielínicas, e A-delta, finamente mielinizadas) são responsáveis pela sensibilidade térmica e dolorosa, e são acometidas precocemente no curso da doença. Já as fibras grossas (A-beta, mielinizadas) conduzem a sensibilidade tátil, vibratória e propriocepção consciente, e sua disfunção leva à perda da sensibilidade protetora — exatamente o que predispõe a úlceras plantares.

Na prática clínica, o rastreamento da NPD deve ser feito em todos os pacientes com diabetes tipo 2 no momento do diagnóstico e anualmente após, utilizando-se testes como o biotesiômetro (que avalia a sensibilidade vibratória, mediada por fibras grossas) e a sensibilidade térmica (mediada por fibras finas). O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em dois ou mais testes neurológicos alterados, e deve excluir outras causas de neuropatia, como deficiência de vitamina B12, etilismo, hipotireoidismo e síndrome do túnel do carpo.

A pegadinha desta questão está em associar a perda da sensibilidade protetora às fibras finas (tipo C), que são acometidas precocemente, mas cuja disfunção causa principalmente perda da sensibilidade térmica e dolorosa. A perda da sensibilidade protetora plantar, que leva a úlceras, é consequência da disfunção das fibras grossas A-beta, que transmitem a sensibilidade tátil e vibratória. É essa distinção que separa a alternativa correta (D) da incorreta (B).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "fibras finas acometidas precocemente" e "perda da sensibilidade protetora". As fibras finas (tipo C) são as primeiras a serem danificadas, mas a perda da sensibilidade protetora — que predispõe a úlceras — é mediada pelas fibras grossas A-beta. Guarde: fibras finas = térmica/dolorosa; fibras grossas = tátil/vibratória/protetora.

1Fibras finas (tipo C, amielínicas)
Acometidas precocemente
Perda: térmica e dolorosa
2Fibras grossas (A-beta, mielinizadas)
Perda: tátil, vibratória e protetora
Predispõe a úlceras plantares
3Fibras motoras (alfa)
Comprometimento tardio
4Fibras autonômicas
Neuropatia autonômica
Fibras nervosas na neuropatia diabética
LEVELsoulevel.com.br
Fibras nervosas na neuropatia diabética: Fibras finas (tipo C, amielínicas) (Acometidas precocemente, Perda: térmica e dolorosa); Fibras grossas (A-beta, mielinizadas) (Perda: tátil, vibratória e protetora, Predispõe a úlceras plantares); Fibras motoras (alfa) (Comprometimento tardio); Fibras autonômicas (Neuropatia autonômica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

As fibras motoras alfa de grande calibre mielinizadas são responsáveis pela inervação motora dos músculos esqueléticos. Na neuropatia diabética, o comprometimento motor ocorre em fases mais avançadas, não sendo o tipo de fibra predominantemente afetado na fase inicial. A perda da sensibilidade protetora não está relacionada a fibras motoras, mas sim a fibras sensitivas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

As fibras sensitivas de pequeno calibre tipo C amielínicas são acometidas precocemente na neuropatia diabética, mas sua disfunção causa perda da sensibilidade térmica e dolorosa, não diretamente a perda da sensibilidade protetora plantar. A sensibilidade protetora é mediada pelas fibras grossas A-beta, que transmitem tato e vibração. A banca troca o tipo de fibra que causa a perda da sensibilidade protetora.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As fibras autonômicas pré-ganglionares colinérgicas fazem parte do sistema nervoso autônomo, e sua disfunção causa neuropatia autonômica (cardiovascular, gastrointestinal, geniturinária, sudomotora), não a perda da sensibilidade protetora plantar. A neuropatia autonômica é uma complicação distinta da neuropatia sensitivo-motora.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As fibras sensitivas de grande calibre tipo A-beta mielinizadas são responsáveis pela sensibilidade tátil, vibratória e propriocepção consciente. Sua disfunção na neuropatia diabética leva à perda da sensibilidade protetora plantar, que é o principal fator predisponente para o desenvolvimento de úlceras nos pés. Esta é a alternativa correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As fibras proprioceptivas musculares tipo Ia aferentes são responsáveis pela propriocepção inconsciente (fusos musculares) e não estão diretamente relacionadas à sensibilidade protetora plantar. Embora a propriocepção possa estar alterada em neuropatias, não é o tipo de fibra predominantemente afetado na fase inicial que causa úlceras.

Gabarito: letra D

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