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Questão de Medicina — Angiologia — Avança SP 2026

MedicinaAngiologia
Código
qg654647
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Vinhedo - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Vascular
Nas fístulas arteriovenosas (FAV) para hemodiálise, a complicação caracterizada por fluxo sanguíneo excessivo através da FAV, causando sobrecarga cardíaca de alto débito e sintomas de insuficiência cardíaca, denomina-se:
  1. ATrombose aguda da anastomose.
  2. BSíndrome do roubo vascular distal.
  3. CPseudoaneurisma anastomótico.
  4. DEstenose venosa justa-anastomótica.
  5. ESíndrome de hiperfunção (high-flow).
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GabaritoE — Síndrome de hiperfunção (high-flow).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fístulas arteriovenosas para hemodiálise: complicações

Gabarito: letra E. A complicação descrita — fluxo sanguíneo excessivo pela fístula, causando sobrecarga cardíaca de alto débito e insuficiência cardíaca — é a síndrome de hiperfunção (high-flow). Essa é a definição clássica dessa complicação, que se distingue das demais alternativas por envolver exatamente o oposto do que ocorre na síndrome do roubo (onde há fluxo insuficiente para o território distal).

As fístulas arteriovenosas (FAV) são o acesso vascular preferencial para hemodiálise, criadas cirurgicamente ao anastomosar uma artéria a uma veia. O objetivo é obter um vaso superficializado com fluxo sanguíneo suficiente para a diálise. Porém, o próprio shunt arteriovenoso cria alterações hemodinâmicas: a resistência vascular periférica cai, o retorno venoso aumenta e o débito cardíaco se eleva para compensar. Quando esse fluxo é excessivo, o coração pode não suportar a sobrecarga crônica, levando à insuficiência cardíaca de alto débito — quadro que define a síndrome de hiperfunção.

A fisiopatologia é direta: o sangue desvia da circulação periférica diretamente para o coração, aumentando o volume diastólico final e o trabalho cardíaco. Com o tempo, isso pode levar a dilatação ventricular, hipertrofia e eventualmente falência cardíaca. O diagnóstico é clínico (sinais de insuficiência cardíaca, sopro contínuo exuberante na FAV, pulso amplo) e confirmado por exames de imagem que medem o fluxo, como o Doppler ultrassom ou a ressonância magnética. O tratamento envolve técnicas de redução do fluxo, como a bandagem da fístula ou a ligadura de ramos colaterais.

É fundamental distinguir a síndrome de hiperfunção das outras complicações listadas, pois cada uma tem mecanismo e apresentação próprios. A trombose aguda causa perda súbita do frêmito e do sopro; a síndrome do roubo causa isquemia distal (dor, palidez, frialdade); o pseudoaneurisma é uma dilatação pulsátil no local da anastomose; e a estenose venosa justa-anastomótica causa aumento da pressão venosa e dificuldade de diálise. A pegadinha da banca está em confundir a síndrome de hiperfunção (fluxo excessivo) com a síndrome do roubo (fluxo insuficiente) — são opostas.

Guarde o critério decisivo: fluxo excessivo = hiperfunção; fluxo insuficiente = roubo. É exatamente essa oposição que separa a alternativa correta das demais.

Complicações de FAV para hemodiálise
  • 1Fluxo excessivo
    • Síndrome de hiperfunção (high-flow)
      • Sobrecarga cardíaca de alto débito
      • Insuficiência cardíaca
  • 2Fluxo insuficiente
    • Síndrome do roubo vascular distal
      • Isquemia distal (dor, palidez, frialdade)
  • 3Oclusão
    • Trombose aguda da anastomose
      • Perda súbita do frêmito e sopro
  • 4Estrutural
    • Pseudoaneurisma anastomótico
      • Dilatação pulsátil no local da anastomose
    • Estenose venosa justa-anastomótica
      • Aumento da pressão venosa
      • Dificuldade de diálise
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A trombose aguda da anastomose é a oclusão súbita da fístula por um coágulo, levando à perda do frêmito e do sopro, com impossibilidade de diálise. Não há sobrecarga cardíaca; ao contrário, o fluxo cessa abruptamente. O erro aqui é confundir uma complicação oclusiva com uma de alto fluxo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A síndrome do roubo vascular distal ocorre quando o fluxo sanguíneo é desviado para a fístula, roubando sangue do território distal à anastomose, causando isquemia (dor, palidez, parestesia, frialdade). É o oposto da hiperfunção: em vez de excesso de fluxo, há déficit. A banca explora exatamente essa inversão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O pseudoaneurisma anastomótico é uma dilatação pulsátil no local da anastomose, geralmente por falha na sutura ou infecção. Pode causar dor, aumento de volume e risco de ruptura, mas não está associado a sobrecarga cardíaca de alto débito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A estenose venosa justa-anastomótica é um estreitamento da veia logo após a anastomose, que aumenta a pressão venosa, dificulta a diálise e pode levar a trombose. Não causa hiperfluxo; pelo contrário, reduz o fluxo efetivo da fístula.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A síndrome de hiperfunção (high-flow) é exatamente a complicação descrita: fluxo sanguíneo excessivo pela FAV, causando sobrecarga cardíaca de alto débito e sintomas de insuficiência cardíaca. É a definição literal dessa entidade, que se manifesta com dispneia, edema, taquicardia e sinais de ICC em paciente com FAV funcionante.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os polos: a síndrome de hiperfunção (fluxo excessivo) é frequentemente confundida com a síndrome do roubo (fluxo insuficiente). Lembre-se: na hiperfunção o problema é o coração (sobrecarga); no roubo, o problema é a mão (isquemia).

Gabarito: letra E

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