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Questão de Português — Interpretação de Textos — Avança SP 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg655268
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Votorantim - SP
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar de Serviços Infantis
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O quanto da sua vida é baseado na internet?

    WhatsApp, Instagram, Pinterest. Twitter, para alguns. Facebook virou coisa “de gente velha”. Snapchat ainda existe? Tumblr pra ler, Spotify para ouvir, YouTube para assistir; tantos blogs nessas interwebs que já nem dá pra contar – nunca deu, na verdade.
    Eu sei que parece hipócrita uma crônica num blog, dentro da internet, fazer uma análise sobre como vivemos aqui na web. Mas, ei, é pra isso que estamos aqui! Se não pudermos usar do ciberespaço para criticar o uso do próprio por nós mesmos, qual o ponto?
    Enquanto conversava com um amigo de infância – nos conhecemos desde a sexta série – comentamos sobre como estão alguns de nossos colegas do ensino médio, até que foi mencionado que há muito não via um deles pessoalmente. “A gente acha que ver as pessoas na internet é o suficiente, né?”, disse ele, após rir. Depois que ele foi embora, coloquei-me a pensar nessa frase. Desde a faculdade que estudo sobre internet e suas nuances, então, frases e discussões do tipo sempre ficam martelando na minha cabeça.
    E aí, pensei naquele clichê que já falamos mil vezes e, ainda assim, insistimos em não levar a sério. O quanto da sua vida é baseado no que se vê na internet? O quanto você mostra ou deixa de mostrar nas fotos do Instagram, nos tweets, nos stories? (...)
    E, de novo, parece clichê, parece óbvio, mas por que a gente não se escuta? Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo? (...)

VALADARES, Thiarlley. O quanto da sua vida é baseado na internet? Apenas fugindo. Disponível em . https://www.apenasfugindo.com/2020/01/croni
Em relação ao texto “O quanto da sua vida é baseado na internet?”, é correto afirmar que o autor defende que:
  1. Adevemos apreciar coisas da vida que vão além da internet.
  2. Bdevemos apreciar mais coisas que existem na internet.
  3. Cdevemos deixar de usar a internet para só apreciar coisas fora dela.
  4. Dpodemos fazer muitas postagens interessantes nas redes sociais.
  5. Epodemos trabalhar para não ter que depender mais da internet.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — devemos apreciar coisas da vida que vão além da internet.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tese do autor: valorizar a vida além da internet

Gabarito: letra A. O autor defende que devemos apreciar coisas da vida que vão além da internet, como se lê no trecho final: “Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo?”. A alternativa A é a única que parafraseia fielmente essa defesa, sem acrescentar, restringir ou inverter o sentido.

O comando

A questão pede que você identifique o que o autor defende — ou seja, a tese do texto. Isso é uma questão de compreensão (informação explícita), não de inferência: a resposta está literalmente no texto, apenas reescrita com outras palavras. O verbo “defende” aponta para a opinião central do autor, que costuma aparecer na introdução ou na conclusão — aqui, no último parágrafo.

O texto

O cronista reflete sobre o quanto a vida das pessoas gira em torno da internet (WhatsApp, Instagram, Facebook etc.) e questiona: “O quanto da sua vida é baseado no que se vê na internet?”. Ele não propõe abandonar a internet, mas sim equilibrar — valorizar experiências reais, fora das telas. A tese fica explícita nas perguntas retóricas finais, que funcionam como um apelo:

“Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo?”

Aqui está a prova textual da alternativa A: o autor defende exatamente isso — apreciar coisas que vão além da internet (livro, praça, convívio, ócio).

A técnica

Para resolver, teste cada alternativa perguntando: o texto autoriza esta afirmação, ou ela exige acrescentar, restringir ou inverter algo? A correta é a única que não ultrapassa o que o autor disse. As distratoras cometem erros clássicos:

  • B inverte o sentido (apreciar mais a internet — o oposto da tese);

  • C radicaliza com “só” (exclusividade que o texto não defende);

  • D foge ao tema (postagens interessantes não é o assunto);

  • E extrapola (trabalhar para não depender da internet não está no texto).

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Paráfrase exata da tese. O autor pergunta por que é difícil “deixar o celular para ler um bom livro”, “apreciar uma ida a uma praça”, “o tempo com alguém querido” — tudo isso são coisas da vida que vão além da internet. A alternativa não acrescenta nada: apenas reescreve com outras palavras o que está no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Contradiz o texto. O autor não defende apreciar mais a internet; pelo contrário, ele critica o excesso de vida online e valoriza o que está fora dela. A palavra “mais” inverte a direção da tese.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Restringe/generaliza indevidamente. O texto não diz para deixar de usar a internet — ele apenas sugere apreciar outras coisas. O advérbio “só” impõe uma exclusividade que o autor não defende. Ele mesmo escreve uma crônica na internet, o que mostra que não prega o abandono total.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Foge ao tema. O texto não trata de “postagens interessantes” nem incentiva fazer mais postagens. É uma ideia que não encontra respaldo em nenhum trecho — tangencia o assunto das redes sociais, mas não corresponde à defesa do autor.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Extrapola. O texto não menciona “trabalhar para não depender da internet”. Essa é uma conclusão que vai além do que está escrito — o autor não propõe independência total, apenas valorizar experiências fora do ambiente virtual.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura distratores que invertem (B), radicalizam (C) e extrapolam (E) a tese. A letra A é a única que fica dentro do que o texto diz.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de “o autor defende”, grife as perguntas retóricas e as frases de conclusão — é onde mora a tese. Depois, compare cada alternativa com o trecho grifado, palavra por palavra.

Gabarito: letra A.

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