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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2026

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg655356
Banca
Avança SP
Órgão
SES - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico I
Analise as afirmativas a seguir sobre a conduta na parada respiratória em adultos e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):( ) O diagnóstico de parada respiratória é feito quando o paciente está inconsciente, sem respiração normal e com pulso central palpável.( ) As insuflações devem ter duração de aproximadamente 1 segundo e gerar elevação torácica visível.( ) A frequência ideal de ventilação é de 1 insuflação a cada 2 segundos (30/min).( ) O uso de cânula orofaríngea pode auxiliar na manutenção da via aérea pérvia.( ) Caso o pulso se torne ausente, o protocolo a seguir deve ser o de Parada Cardiorrespiratória.Assinale a sequência correta:
  1. AV – V – F – V – V.
  2. BF – V – V – F – V.
  3. CV – F – F – V – F.
  4. DV – V – F – V – F.
  5. EF – V – F – F – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — V – V – F – V – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Parada respiratória em adultos: diagnóstico e ventilação de resgate

Gabarito: letra A (V – V – F – V – V). A parada respiratória é definida pela ausência de respiração normal (ou respiração ineficaz, como o gasping) com pulso central palpável; as insuflações de resgate devem durar cerca de 1 segundo e produzir elevação torácica visível; a frequência correta de ventilação é de 1 insuflação a cada 5–6 segundos (10–12/min), e não 30/min; a cânula orofaríngea é um adjuvante válido para manter a via aérea pérvia; e, se o pulso desaparecer, o quadro evolui para parada cardiorrespiratória (PCR), exigindo o protocolo de RCP. Esses conceitos seguem as diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A parada respiratória é uma emergência em que a vítima não respira ou respira de forma ineficaz, mas ainda mantém circulação espontânea — ou seja, há pulso palpável. O reconhecimento precoce é o primeiro passo do Suporte Básico de Vida (SBV): diante de uma pessoa inconsciente, o socorrista deve verificar simultaneamente respiração e pulso (carotídeo no adulto) por no máximo 10 segundos. Se a respiração estiver ausente ou anormal (gasping), mas o pulso estiver presente, o diagnóstico é de parada respiratória, e a conduta é iniciar ventilação de resgate, sem compressões torácicas.

A ventilação de resgate no adulto em parada respiratória deve ser aplicada a cada 5 a 6 segundos, o que corresponde a aproximadamente 10 a 12 ventilações por minuto. Cada insuflação deve durar cerca de 1 segundo e ser suficiente para produzir elevação torácica visível — esse é o parâmetro clínico de que o volume corrente está adequado. A frequência de 30/min (1 a cada 2 segundos) é incorreta e hiperventilaria o paciente, causando distensão gástrica, regurgitação e aumento da pressão intratorácica, o que prejudica o retorno venoso e a perfusão coronariana.

A cânula orofaríngea (ou de Guedel) é um dispositivo de via aérea que impede a queda da língua contra a parede posterior da faringe, mantendo a via aérea pérvia em pacientes inconscientes sem reflexo de vômito. É um adjuvante útil na parada respiratória, desde que o paciente esteja em nível de consciência que não provoque laringoespasmo ou vômito. Por fim, a parada respiratória é uma condição dinâmica: se o pulso se tornar ausente, o diagnóstico muda para parada cardiorrespiratória (PCR), e o protocolo a seguir é o de RCP com compressões torácicas e ventilações, na proporção 30:2 (sem via aérea avançada) ou 1 ventilação a cada 6 segundos (com via aérea avançada).

A pegadinha central desta questão está na frequência de ventilação: a banca troca a frequência correta (10–12/min) por um número que parece plausível (30/min), mas que na verdade corresponde à frequência de compressões torácicas na RCP de adulto (100–120/min) ou à proporção 30:2. Guarde a fronteira entre parada respiratória (ventilar 10–12/min, sem compressões) e PCR (compressões + ventilações): é exatamente nela que as alternativas se dividem.

  1. 1Inconsciente, sem respiração normal
  2. 2Pulso central palpável?
  3. 3Sim → Parada respiratória
  4. 4Ventilar 10–12/min (1s, elevação torácica)
  5. 5Pulso some → PCR
  6. 6RCP 30:2
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Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira

O diagnóstico de parada respiratória é feito quando o paciente está inconsciente, sem respiração normal e com pulso central palpável. A definição está correta: a parada respiratória é a ausência de respiração eficaz com circulação preservada. O gasping (respiração agônica) também se enquadra como respiração ineficaz, e o pulso carotídeo deve ser verificado por até 10 segundos. Se o pulso estiver ausente, o diagnóstico é de PCR, não de parada respiratória.

Afirmativa 2 — ✅ Verdadeira

As insuflações devem ter duração de aproximadamente 1 segundo e gerar elevação torácica visível. Correto: cada ventilação de resgate deve durar cerca de 1 segundo, com volume corrente suficiente para produzir elevação torácica visível. Isso evita hiperventilação e distensão gástrica. A elevação torácica é o parâmetro clínico de que o ar está entrando nos pulmões.

Afirmativa 3 — ❌ Falsa

A frequência ideal de ventilação é de 1 insuflação a cada 2 segundos (30/min). Incorreta. A frequência correta para adulto em parada respiratória é de 1 insuflação a cada 5 a 6 segundos, ou seja, 10 a 12 ventilações por minuto. O valor de 30/min é um distrator: corresponde à proporção de compressões:ventilações na RCP (30:2) e não à frequência de ventilações isoladas. Hiperventilar reduz o retorno venoso e a perfusão coronariana, além de aumentar o risco de distensão gástrica e regurgitação.

Afirmativa 4 — ✅ Verdadeira

O uso de cânula orofaríngea pode auxiliar na manutenção da via aérea pérvia. Correto. A cânula orofaríngea (Guedel) é um adjuvante de via aérea que mantém a língua afastada da parede posterior da faringe, sendo indicada em pacientes inconscientes sem reflexo de vômito. É uma medida simples e eficaz para manter a via aérea pérvia durante a ventilação de resgate.

Afirmativa 5 — ✅ Verdadeira

Caso o pulso se torne ausente, o protocolo a seguir deve ser o de Parada Cardiorrespiratória. Correto. A parada respiratória é uma condição que pode evoluir para PCR. Se o pulso desaparecer, o diagnóstico muda para PCR e o protocolo de RCP deve ser iniciado imediatamente, com compressões torácicas e ventilações. O pulso deve ser reavaliado a cada 2 minutos durante a ventilação de resgate.

Conclusão: Verdadeiras: 1, 2, 4 e 5; Falsa: 3 → sequência V – V – F – V – V, portanto o gabarito é a letra A.

NÃO CAIA NESSA!

Para não confundir na prova, lembre-se: na parada respiratória, o pulso está presente e você só ventila (10–12/min); na PCR, o pulso está ausente e você comprime e ventila (30:2). A frequência de 30/min nunca é a de ventilação isolada — é a proporção de compressões:ventilações. Se a alternativa trouxer "30/min" para ventilação, marque FALSA.

Gabarito: letra A

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