Em um cenário de desastre com múltiplas vítimas após o desabamento de uma estrutura, a equipe de resgate inicia o processo de triagem no local. Uma das vítimas apresenta fratura em membro inferior, está consciente, com sinais vitais estáveis e sem risco iminente à vida. A equipe classifica essa vítima com uma cor específica para organizar a prioridade de atendimento e transporte.Com base na triagem de vítimas em situações de desastre, assinale a alternativa correta quanto à classificação dessa vítima:
ACor laranja, pois a vítima precisa de cuidados hospitalares, mas sem urgência.
BCor vermelha, pois toda fratura deve ser tratada como risco imediato à vida.
CCor verde, pois fraturas não exigem transporte hospitalar prioritário.
DCor amarela, pois há necessidade de atendimento médico no local e posterior transporte hospitalar, porém a vítima não possui risco à vida imediato.
ECor azul, pois indica que a vítima pode aguardar atendimento ambulatorial.
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GabaritoD — Cor amarela, pois há necessidade de atendimento médico no local e posterior transporte hospitalar, porém a vítima não possui risco à vida imediato.
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Triagem de múltiplas vítimas: classificação por cores
Gabarito: letra D. A vítima com fratura em membro inferior, consciente, com sinais vitais estáveis e sem risco iminente à vida se enquadra na Prioridade 2 – atrasada (amarela): lesões significativas, porém sem risco imediato, que não conseguem se locomover sozinhos. A classificação por cores na triagem de desastres segue o protocolo START, que prioriza o atendimento conforme a gravidade e a necessidade de transporte.
A triagem em cenários de desastre com múltiplas vítimas é um processo dinâmico que visa organizar o atendimento quando a demanda supera os recursos disponíveis. O objetivo não é tratar todos igualmente, mas sim priorizar aqueles que têm maior chance de sobreviver se receberem atendimento rápido, em detrimento daqueles com lesões leves (que podem esperar) ou com lesões tão graves que o prognóstico é ruim mesmo com tratamento imediato.
O protocolo START (Simple Triage and Rapid Treatment) é o método mais utilizado no atendimento pré-hospitalar a múltiplas vítimas. Ele se baseia em três parâmetros fisiológicos simples: respiração, circulação e nível de consciência. A partir desses parâmetros, as vítimas são classificadas em categorias de prioridade, identificadas por cores, que determinam a ordem de atendimento e transporte. É importante destacar que a triagem é um processo contínuo: as vítimas devem ser constantemente reavaliadas e podem ser reclassificadas conforme sua evolução.
As categorias de classificação são:
Prioridade 1 – imediata (vermelha): vítimas com ferimentos graves que precisam de transporte rápido para o hospital e que potencialmente necessitarão de tratamento antes do transporte. Têm evolução favorável se os cuidados médicos forem iniciados imediatamente. Exemplos: hemorragias graves, dificuldade respiratória, alteração do nível de consciência.
Prioridade 2 – atrasada (amarela): pacientes com lesões significativas, porém sem risco imediato à vida, que não conseguem se locomover sozinhos. Exemplos: trauma de membros (como a fratura do enunciado), alguns pacientes intoxicados.
Prioridade 3 – menor (verde): lesões inicialmente sem risco de morte, vítimas que estão andando pelo local e que não necessitam de transporte ou tratamento médico imediato. Exemplos: escoriações, pequenos cortes.
Prioridade 4 (cinza): vítimas em parada respiratória ou cardiorrespiratória, mesmo após medidas de abertura de via aérea. Essas vítimas, em cenário de múltiplas vítimas, são consideradas sem chances de sobrevivência e recebem menor prioridade.
A distinção fundamental entre as cores amarela e verde está na capacidade de deambulação e na necessidade de transporte: a vítima amarela não consegue se locomover sozinha e precisa de transporte hospitalar, embora não tenha risco imediato de morte; a vítima verde deambula e pode aguardar atendimento. Já a vítima vermelha tem risco imediato à vida e precisa de atendimento e transporte urgentes.
A pegadinha desta questão está em associar a fratura a uma cor de maior gravidade (vermelha) ou a uma cor de menor gravidade (verde), sem considerar o quadro clínico global da vítima. A classificação não se baseia no tipo de lesão isoladamente, mas sim nos sinais vitais e no risco à vida. Uma fratura em uma vítima consciente, com sinais vitais estáveis e sem risco iminente, é uma lesão significativa que requer transporte, mas não é uma emergência imediata — exatamente o perfil da cor amarela.
Guarde o critério decisivo: risco imediato à vida + capacidade de deambulação + necessidade de transporte. É a combinação desses três fatores que separa as cores vermelha, amarela e verde — e é nela que as alternativas se dividem.
Critério
Amarela (Prioridade 2)
Verde (Prioridade 3)
Vermelha (Prioridade 1)
Risco imediato à vida
Não
Não
Sim
Capacidade de deambulação
Não (não se locomove sozinho)
Sim (deambula)
Variável (geralmente não)
Necessidade de transporte hospitalar
Sim
Não (pode aguardar)
Sim (urgente)
Exemplo típico
Fratura de membro, intoxicação
Escoriações, pequenos cortes
Hemorragia grave, dificuldade respiratória
Triagem START (múltiplas vítimas): Vermelha (imediata) (risco imediato à vida, transporte rápido); Amarela (atrasada) (lesão significativa, sem risco imediato, não deambula); Verde (menor) (deambula, sem transporte urgente); Cinza (expectante) (PCR sem resposta)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A cor laranja não faz parte da classificação padrão do protocolo START. O sistema de triagem em desastres utiliza as cores vermelha, amarela, verde e cinza (ou preta, em alguns protocolos). A alternativa inventa uma cor que não corresponde a nenhuma categoria do método, o que a torna incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A cor vermelha é reservada para vítimas com risco imediato à vida, que precisam de transporte rápido e tratamento potencial antes do transporte. A vítima do enunciado está consciente, com sinais vitais estáveis e sem risco iminente — não se enquadra no perfil de prioridade 1. A alternativa comete o erro de generalizar que toda fratura é um risco imediato à vida, o que é falso: a gravidade depende do quadro clínico global, não do tipo de lesão isoladamente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A cor verde é para vítimas com lesões leves, que estão deambulando e não necessitam de transporte ou tratamento médico imediato. A vítima do enunciado tem uma fratura em membro inferior, o que a impede de se locomover sozinha e exige transporte hospitalar para avaliação e tratamento adequados. Portanto, não se enquadra na prioridade 3 (menor).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cor amarela corresponde à Prioridade 2 – atrasada: pacientes com lesões significativas, porém sem risco imediato à vida, que não conseguem se locomover sozinhos. A vítima do enunciado — fratura em membro inferior, consciente, sinais vitais estáveis e sem risco iminente — se encaixa perfeitamente nessa descrição: precisa de atendimento médico no local e posterior transporte hospitalar, mas não possui risco à vida imediato. A alternativa espelha exatamente a definição da categoria amarela.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cor azul não faz parte da classificação padrão do protocolo START. Assim como a alternativa A, inventa uma cor que não corresponde a nenhuma categoria do método de triagem em desastres. As cores utilizadas são vermelha, amarela, verde e cinza (ou preta).