Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2026
- Código
- qg655390
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- SES - SP
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico I
- AGuerra química
- BBioterrorismo
- CEpidemia natural
- DDesastre ambiental
- EContaminação ocupacional
GabaritoB — Bioterrorismo
Gabarito: letra B. O texto descreve exatamente o conceito de bioterrorismo: a utilização proposital e deliberada de agentes biológicos (infecciosos) para causar doenças e mortes em seres humanos, animais ou plantações, com o objetivo de gerar pânico, instabilidade social e econômica e impor ideologias. As demais alternativas (guerra química, epidemia natural, desastre ambiental e contaminação ocupacional) não envolvem a intencionalidade de usar agentes infecciosos como arma, que é o elemento nuclear do conceito.
O bioterrorismo é uma forma de terrorismo que utiliza agentes biológicos — bactérias, vírus, fungos ou toxinas — como instrumento de ataque. A definição apresentada no enunciado é uma das mais completas, pois abrange não apenas o ataque direto a seres humanos, mas também o impacto indireto sobre a produção de alimentos (plantações e animais de criação), o que amplia o potencial de dano e o alcance do pânico. Esse é um ponto central: o bioterrorismo não se limita a causar doenças; ele busca desestabilizar a ordem social e econômica, usando o medo como arma.
A intencionalidade é o que separa o bioterrorismo de outros eventos. Uma epidemia natural, por exemplo, é um surto de doença que ocorre sem ação deliberada humana; um desastre ambiental pode ter causas naturais ou acidentais; a contaminação ocupacional é um risco inerente ao trabalho com agentes biológicos, mas sem intenção de causar dano; e a guerra química, embora também seja um ataque deliberado, utiliza agentes químicos, não biológicos. A distinção entre arma biológica e arma química é fundamental: a primeira usa organismos vivos ou toxinas derivadas deles; a segunda usa substâncias químicas sintéticas ou naturais.
Na prática, o bioterrorismo pode se manifestar de várias formas: contaminação de alimentos ou água, liberação de aerossóis contendo agentes patogênicos em locais públicos, ou envio de cartas com esporos (como ocorreu com o antraz nos EUA em 2001). O impacto pode ser devastador, tanto pela morbimortalidade direta quanto pelo colapso dos sistemas de saúde e pela paralisia econômica. Por isso, a vigilância epidemiológica e a preparação dos serviços de saúde são essenciais para detectar precocemente um ataque biológico e responder adequadamente.
A banca explora a confusão entre os termos "bioterrorismo" e "guerra química". Ambos são formas de ataque deliberado, mas diferem no agente utilizado: biológico versus químico. O enunciado é claro ao mencionar "agentes infecciosos", o que elimina a guerra química. Além disso, as outras alternativas são eventos não intencionais ou acidentais, o que as torna facilmente descartáveis. O candidato deve ficar atento à palavra-chave "proposital" e ao tipo de agente mencionado.
A banca tenta confundir o candidato com a alternativa "Guerra química", que também é um ataque deliberado. A diferença está no agente: o bioterrorismo usa agentes infecciosos (biológicos), enquanto a guerra química usa agentes químicos. O enunciado menciona explicitamente "agentes infecciosos", o que torna a letra B a única correta. Fique atento a essa distinção clássica.
A guerra química utiliza agentes químicos (como gás mostarda, sarin ou cloro) para causar danos, não agentes infecciosos. Embora também seja um ataque deliberado com intenção de causar pânico e dano, o enunciado especifica "agentes infecciosos", o que exclui a guerra química. A confusão é comum, mas a distinção entre arma biológica e química é essencial.
O bioterrorismo é exatamente a utilização proposital de agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, toxinas) para causar doenças e mortes em humanos, animais ou plantas, com o objetivo de gerar pânico, desestabilizar a ordem social e econômica e impor ideologias. O enunciado descreve com precisão esse conceito, incluindo o impacto na produção de alimentos e o objetivo de espalhar o medo.
Uma epidemia natural é um surto de doença que ocorre sem ação deliberada humana, como a propagação de um vírus em uma população. Não há intencionalidade de causar dano, o que contraria o termo "proposital" do enunciado. A epidemia natural é um fenômeno espontâneo, não um ato de terrorismo.
Um desastre ambiental é um evento que causa danos ao meio ambiente, podendo ter causas naturais (como enchentes ou terremotos) ou acidentais (como vazamentos de produtos químicos). Não envolve a utilização deliberada de agentes infecciosos para causar doenças, nem o objetivo de espalhar pânico ou impor ideologias. O enunciado descreve uma ação intencional, o que não se aplica a um desastre ambiental.
A contaminação ocupacional é a exposição acidental a agentes biológicos ou químicos no ambiente de trabalho, como um profissional de saúde que se contamina com um vírus ao manusear uma amostra. Não há intencionalidade de causar dano, nem o objetivo de gerar pânico ou desestabilizar a sociedade. O enunciado descreve uma ação deliberada, o que exclui a contaminação ocupacional.
Gabarito: letra B
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