Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2026
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg655392
Banca
Avança SP
Órgão
SES - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico I
No atendimento pré-hospitalar, os profissionais de serviços de emergência sabem que as decisões críticas são sensíveis ao tempo e precisam de acesso a ferramentas de comunicação eficazes para a troca de informações sobre os pacientes.Qual é o principal objetivo do sistema de comunicação nesse tipo de atendimento?
ARegistrar todas as ocorrências para análise posterior pela equipe médica.
BAssegurar que as informações sobre os pacientes sejam rapidamente transmitidas entre os profissionais do campo, à central de regulação, e à unidade de saúde que irá receber os mesmos.
CSubstituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais no local da emergência.
DPriorizar apenas a comunicação entre equipes hospitalares, excluindo o setor préhospitalar.
EReduzir a necessidade de profissionais especializados no atendimento de emergência.
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GabaritoB — Assegurar que as informações sobre os pacientes sejam rapidamente transmitidas entre os profissionais do campo, à central de regulação, e à unidade de saúde que irá receber os mesmos.
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Comunicação no Atendimento Pré-Hospitalar
Gabarito: letra B. O principal objetivo do sistema de comunicação no atendimento pré-hospitalar é assegurar a transmissão rápida e eficaz das informações sobre os pacientes entre os profissionais no campo, a central de regulação e a unidade de saúde receptora — exatamente o que a alternativa B descreve. Esse fluxo contínuo de informações é essencial para a continuidade do cuidado e para a preparação adequada do hospital, sendo um princípio fundamental da medicina de emergência.
A comunicação no atendimento pré-hospitalar é um elo vital na cadeia de sobrevivência. Quando uma equipe de resgate atende uma vítima, ela precisa transmitir, em tempo real, dados como o mecanismo de trauma, os sinais vitais, as intervenções realizadas e a condição clínica do paciente. Essas informações são enviadas à central de regulação, que decide o destino mais adequado, e ao hospital receptor, que se prepara para receber o paciente com a equipe e os recursos necessários. Essa troca ágil e precisa reduz o tempo de resposta e melhora os desfechos clínicos.
A regra que rege esse sistema é a necessidade de continuidade assistencial: o cuidado não se interrompe na ambulância; ele se transfere. Sem comunicação eficaz, há risco de perda de informações críticas, retrabalho e erros. Por isso, protocolos como o SBAR (Situação, Background, Avaliação, Recomendação) e o uso de "alças fechadas" (confirmar que a mensagem foi compreendida) são ferramentas que padronizam e garantem a qualidade dessa transmissão.
Na prática, imagine um paciente com infarto agudo do miocárdio. A equipe do SAMU realiza o eletrocardiograma e transmite o traçado para a central de regulação, que aciona o hospital com capacidade de realizar cateterismo. O hospital, ao receber a informação, já mobiliza a equipe de hemodinâmica. Esse fluxo só é possível porque a comunicação é rápida e direcionada. A alternativa B captura exatamente essa essência: transmitir rapidamente as informações entre os três elos — campo, regulação e hospital.
A pegadinha desta questão está em confundir o objetivo principal da comunicação com funções secundárias ou distorcidas. Registrar ocorrências para análise posterior (A) é importante, mas é uma função administrativa, não o objetivo central no momento do atendimento. Substituir a avaliação clínica (C) é um absurdo: a comunicação é uma ferramenta de apoio, nunca um substituto do julgamento clínico. Priorizar apenas a comunicação hospitalar (D) contraria a lógica do sistema, que integra o pré-hospitalar. E reduzir a necessidade de profissionais especializados (E) é um equívoco: a comunicação não substitui a competência técnica.
Guarde o critério decisivo: o sistema de comunicação existe para integrar e agilizar o cuidado, conectando todos os elos da rede de urgência. É essa integração que a alternativa B descreve com precisão.
1Campo (equipe de resgate)
2Central de regulação
3Hospital receptor
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Registrar todas as ocorrências para análise posterior é uma função de documentação e auditoria, não o objetivo principal do sistema de comunicação no momento do atendimento. Embora o registro seja importante para a continuidade do cuidado e para fins legais, ele é uma consequência, não a finalidade central. A comunicação no APH é voltada para a ação imediata: transmitir informações que permitam decisões rápidas e a preparação do hospital.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve com precisão o objetivo central: assegurar a transmissão rápida das informações entre os profissionais no campo, a central de regulação e a unidade de saúde receptora. Esse fluxo é essencial para a continuidade assistencial e para a preparação adequada do hospital, reduzindo o tempo de resposta e melhorando os desfechos. A palavra-chave é "rapidamente transmitidas", que reflete a natureza sensível ao tempo das emergências.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A comunicação não substitui a avaliação clínica; ela a complementa. A avaliação clínica é feita pelo profissional no local, com base em exame físico e raciocínio clínico. A comunicação serve para transmitir os dados dessa avaliação a outros elos da rede, mas nunca para substituí-la. Essa alternativa é um absurdo lógico e contraria os princípios da medicina de emergência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Priorizar apenas a comunicação entre equipes hospitalares, excluindo o setor pré-hospitalar, é o oposto do que o sistema de comunicação busca. O pré-hospitalar é o primeiro elo da cadeia de atendimento, e a comunicação com a central de regulação e o hospital é fundamental para a continuidade do cuidado. Excluir o pré-hospitalar quebraria a cadeia e comprometeria a segurança do paciente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A comunicação não reduz a necessidade de profissionais especializados; ela potencializa o trabalho desses profissionais. A tecnologia e a comunicação eficaz permitem que a equipe no campo tome decisões mais informadas e que o hospital se prepare adequadamente, mas isso não elimina a necessidade de médicos, enfermeiros e técnicos qualificados. A competência técnica é insubstituível.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o objetivo principal da comunicação com funções secundárias (registro) ou com distorções (substituir avaliação, excluir pré-hospitalar). O candidato que não tem claro o conceito de continuidade assistencial pode cair na alternativa A, que parece razoável, mas não é o objetivo central. Lembre-se: no APH, comunicação é ação imediata, não burocracia.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre comunicação em saúde, foque no fluxo: campo → regulação → hospital. Se a alternativa descrever esse fluxo, é a correta. Desconfie de alternativas que isolam um elo ou que atribuem à comunicação funções que não são dela (substituir avaliação, reduzir profissionais).