Será totalmente verdadeiro este dito
popular? Será que o dinheiro é de todo ruim e não
pode nos proporcionar relativa felicidade? Este é
um assunto que tem dois lados da moeda.
É tudo uma questão de ponto de vista.
Não sejamos hipócritas em dizer que o dinheiro
não compra uma boa parcela de felicidade. Quem
de nós não se sente feliz em poder pagar um bom
plano de saúde? Morar com dignidade, ou
proporcionar uma boa educação para os filhos?
Eu poderia citar milhares de felicidades
que o dinheiro pode comprar e ainda seria pouco.
A questão é qual será a nossa relação com o
dinheiro para que ele nos proporcione genuína
felicidade. Tudo é uma questão de caráter,
sabedoria e preparo de quem o possui – e mais
sabedoria ainda para aqueles que não o possuem;
aqui a criatividade é fundamental.
A frase correta deveria ser: “dinheiro não
é garantia de felicidade, mas... sem ele também
não”.
É verdade que existem pessoas que se
sentem felizes mesmo em extrema pobreza: isso
já rendeu até matéria para o Globo Repórter. São
pessoas que sentem uma felicidade interior na
qual nem elas souberam explicar a razão. Mas,
um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas
de fé e esperança de dias melhores.
Uma coisa ninguém pode negar: todo
mundo quer ser feliz, com ou sem dinheiro. Nem
bem começamos a dar os primeiros passos e já
começa a largada sem freio em busca da tal
felicidade.
Outro dia recebi um e-mail que tratava
justamente deste assunto: a busca pela felicidade.
E no final arrematava com a seguinte frase: “Não
tenhas medo de abrir tuas cortinas e verás flores
e borboletas na transparência de um novo dia...”.
Lindo, não é mesmo?.. Sim, mas não pude evitar
um pensamento naqueles que moram em favelas
e becos, que, ao abrirem suas cortinas (se é que
têm uma!), verão apenas esgoto a céu aberto, e
não flores e borboletas. (...)
GALACCI, Sueli. Dinheiro não traz felicidade.
Crônicas & agudas. Disponível em
.
“A questão é qual será a nossa relação com o dinheiro para que ele nos proporcione genuína felicidade.”
Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso pela locução destacada no trecho acima e o termo que substitui adequadamente essa locução.
Acausa – “para quê”
Bconsequência – “afim de que”
Cconsequência – “a fim de que”
Dfinalidade – “afim de que”
Efinalidade – “a fim de que”
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GabaritoE — finalidade – “a fim de que”
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Finalidade e a Grafia de “A Fim de Que”
Gabarito: letra E. A locução “para que” expressa finalidade e pode ser substituída por “a fim de que” — a única forma correta, pois “afim de que” não existe na língua culta. No trecho, a relação é de finalidade: a questão é qual será nossa relação com o dinheiro com o objetivo de que ele nos proporcione genuína felicidade.
“A questão é qual será a nossa relação com o dinheiro para que ele nos proporcione genuína felicidade.”
A oração introduzida por “para que” indica o propósito da relação com o dinheiro: ter uma relação adequada a fim de alcançar a felicidade. Não há causa (o dinheiro não é a causa da felicidade) nem consequência (a felicidade não é efeito do dinheiro, mas objetivo).
O Comando
A questão pede duas coisas: identificar o sentido da locução “para que” e substituí-la por termo equivalente. Isso exige conhecimento de relações semânticas (finalidade × causa × consequência) e de ortografia (a fim de × afim).
A Técnica
1. Sentido da locução: “para que” introduz oração subordinada adverbial final — indica a intenção, o objetivo da ação. Pergunte: “para quê?” → para que ele nos proporcione felicidade. Resposta: finalidade.
2. Substituição: a locução conjuntiva final equivalente é “a fim de que” (escrita separada, com “fim” = objetivo). A forma “afim de que” é incorreta — “afim” (junto) é adjetivo que significa “semelhante, parente”, e não existe “afim de que”.
Análise das Alternativas
"Para que" (locução conjuntiva): Sentido (Finalidade (objetivo), Não é causa, Não é consequência); Substituição correta ("A fim de que" (separado), "Afim de que" não existe); Como distinguir (Finalidade: "com que objetivo?", Causa: "por que motivo?", Consequência: "o que resulta?")
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: classifica como causa e substitui por “para quê”. A locução não indica causa (o dinheiro não é a causa da felicidade), e “para quê” é uma pergunta, não uma locução conjuntiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: classifica como consequência e usa “afim de que” (grafia errada). A relação é de finalidade, não de consequência; e “afim de que” não existe.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: acerta a grafia (“a fim de que”) mas erra a relação: consequência. A oração não expressa efeito, mas propósito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: acerta a relação (finalidade) mas erra a grafia: “afim de que” é incorreto. A forma correta é “a fim de que”.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Acerta os dois pontos: a locução “para que” expressa finalidade e é corretamente substituída por “a fim de que”. A grafia está correta (separada, com “fim”).
PEGA ESSA DICA!
Para distinguir finalidade de causa/consequência, pergunte: “com que objetivo?” (finalidade) vs. “por que motivo?” (causa) vs. “o que resulta?” (consequência). E lembre: “a fim de” (separado) = objetivo; “afim” (junto) = semelhante.
Gabarito: letra E — a única que acerta tanto o sentido (finalidade) quanto a grafia (“a fim de que”).