Questão de Português — Interpretação de Textos — Avança SP 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg656668
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Votorantim - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Dinheiro não traz felicidade
Será totalmente verdadeiro este dito
popular? Será que o dinheiro é de todo ruim e não
pode nos proporcionar relativa felicidade? Este é
um assunto que tem dois lados da moeda.
É tudo uma questão de ponto de vista.
Não sejamos hipócritas em dizer que o dinheiro
não compra uma boa parcela de felicidade. Quem
de nós não se sente feliz em poder pagar um bom
plano de saúde? Morar com dignidade, ou
proporcionar uma boa educação para os filhos?
Eu poderia citar milhares de felicidades
que o dinheiro pode comprar e ainda seria pouco.
A questão é qual será a nossa relação com o
dinheiro para que ele nos proporcione genuína
felicidade. Tudo é uma questão de caráter,
sabedoria e preparo de quem o possui – e mais
sabedoria ainda para aqueles que não o possuem;
aqui a criatividade é fundamental.
A frase correta deveria ser: “dinheiro não
é garantia de felicidade, mas... sem ele também
não”.
É verdade que existem pessoas que se
sentem felizes mesmo em extrema pobreza: isso
já rendeu até matéria para o Globo Repórter. São
pessoas que sentem uma felicidade interior na
qual nem elas souberam explicar a razão. Mas,
um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas
de fé e esperança de dias melhores.
Uma coisa ninguém pode negar: todo
mundo quer ser feliz, com ou sem dinheiro. Nem
bem começamos a dar os primeiros passos e já
começa a largada sem freio em busca da tal
felicidade.
Outro dia recebi um e-mail que tratava
justamente deste assunto: a busca pela felicidade.
E no final arrematava com a seguinte frase: “Não
tenhas medo de abrir tuas cortinas e verás flores
e borboletas na transparência de um novo dia...”.
Lindo, não é mesmo?.. Sim, mas não pude evitar
um pensamento naqueles que moram em favelas
e becos, que, ao abrirem suas cortinas (se é que
têm uma!), verão apenas esgoto a céu aberto, e
não flores e borboletas. (...)
GALACCI, Sueli. Dinheiro não traz felicidade.
Crônicas & agudas. Disponível em
.
A autora do texto “Dinheiro não traz felicidade” defende a ideia de que:
Ao dinheiro não é uma condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la.
Bo dinheiro é uma condição necessária e suficiente para a felicidade.
Ca felicidade é uma condição necessária e suficiente para o dinheiro.
Da felicidade não é uma condição suficiente para o dinheiro, mas ajuda a conquistá-lo.
Enão existe nenhuma relação entre dinheiro e felicidade.
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GabaritoA — o dinheiro não é uma condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la.
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A Tese da Autora sobre Dinheiro e Felicidade
Gabarito: letra A. A autora defende que o dinheiro não é condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la. Essa é a síntese exata do trecho em que ela reformula o dito popular:
"A frase correta deveria ser: 'dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não'."
A alternativa A é a única que reproduz fielmente essa dupla ideia: nega que o dinheiro seja a única via ("não é uma condição exclusiva") e afirma que ele contribui ("mas ajuda a conquistá-la"). As demais ou invertem a relação, ou a tornam absoluta, ou a negam por completo — sempre contrariando o texto.
O Comando: Compreensão Global
O enunciado pede que se identifique a ideia defendida pela autora — ou seja, a tese do texto. Isso é uma questão de compreensão, não de inferência: a resposta está explícita no texto, basta localizar a passagem em que a autora resume seu ponto de vista. Não se trata de deduzir nada além do escrito, mas de reconhecer a paráfrase correta da posição central.
O Texto: Tema e Movimento Argumentativo
O texto parte de um questionamento do dito popular "dinheiro não traz felicidade" e desenvolve uma posição intermediária e matizada. A autora:
Reconhece que o dinheiro compra "uma boa parcela de felicidade" (plano de saúde, moradia digna, educação dos filhos);
Condiciona essa felicidade à "relação com o dinheiro", dependente de "caráter, sabedoria e preparo";
Reformula o dito popular, propondo a frase: "dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não".
Essa reformulação é a chave da questão: ela nega que o dinheiro seja garantia (condição suficiente) e, ao mesmo tempo, afirma que sem ele também não (ou seja, ele é necessário, embora não suficiente). A alternativa A capta exatamente essa nuance.
A Técnica: Identificar a Tese e Testar a Paráfrase
Em questões de compreensão global, o caminho é:
Localizar a tese: geralmente na introdução ou na conclusão. Aqui, a tese está no trecho em que a autora propõe a "frase correta".
Parafrasear com fidelidade: a alternativa correta deve reescrever a tese sem acrescentar, omitir ou inverter ideias.
Desconfiar de absolutos: palavras como "necessária e suficiente", "nenhuma relação" ou "exclusiva" são armadilhas clássicas, pois o texto é matizado.
Tese da autora
1Dinheiro não é garantia de felicidade
Não é condição exclusiva
Não é condição suficiente
2Sem dinheiro também não há felicidade
Ajuda a conquistá-la
É condição necessária
3Relação intermediária
Depende de caráter, sabedoria e preparo
Compra "boa parcela"
plano de saúde, moradia, educação
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A afirma que "o dinheiro não é uma condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la". Isso corresponde exatamente à tese da autora:
"A frase correta deveria ser: 'dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não'."
"Não é garantia" = não é condição exclusiva/suficiente.
"Sem ele também não" = ajuda a conquistá-la, é necessário.
A alternativa A é a única que mantém essa dupla negação e afirmação sem exageros.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa B afirma que o dinheiro é "condição necessária e suficiente" para a felicidade. O texto nega explicitamente que seja garantia (suficiente) e, embora reconheça que ajuda, não o trata como necessário absoluto — há pessoas felizes em extrema pobreza. O trecho "dinheiro não é garantia de felicidade" refuta a suficiência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto e inverte a relação. A alternativa C afirma que "a felicidade é uma condição necessária e suficiente para o dinheiro", o que é um absurdo lógico e não tem qualquer apoio no texto. O texto trata da relação inversa: como o dinheiro pode contribuir para a felicidade, não o contrário.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto e inverte a relação. A alternativa D afirma que "a felicidade não é uma condição suficiente para o dinheiro, mas ajuda a conquistá-lo". Isso inverte os termos: o texto fala do dinheiro ajudando a conquistar a felicidade, não da felicidade ajudando a conquistar o dinheiro. Não há passagem que sustente essa inversão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa E afirma que "não existe nenhuma relação entre dinheiro e felicidade". O texto, ao contrário, dedica-se a mostrar que há relação: o dinheiro pode comprar "uma boa parcela de felicidade" e "sem ele também não". A negação total é incompatível com a tese.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tendência de absolutizar ou inverter a relação. A alternativa B usa "necessária e suficiente" (absoluto), a C e a D invertem os polos, e a E nega qualquer relação. A correta é a única que mantém a nuance do texto.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de tese, sublinhe a frase em que o autor resume sua posição. Aqui, a reformulação do dito popular é a chave. Desconfie de palavras como "sempre", "nunca", "necessária e suficiente", "nenhuma relação" — o texto raramente é absoluto.
Conclusão: a autora defende uma posição intermediária: o dinheiro não é garantia de felicidade, mas é um fator que ajuda. A alternativa A é a única que traduz essa ideia com precisão. Gabarito: letra A.