Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CEV-URCA 2026
MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
- Código
- qg657511
- Banca
- CEV-URCA
- Órgão
- Prefeitura de Assaré - CE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Generalista
Homem de 56 anos, pedreiro, tabagista, com história de pai que infartou aos 52 anos, procura a UBS para rastreio de rotina. Refere uso irregular de dieta, sedentarismo e ausência de comorbidades conhecidas. Ao exame, em duas consultas diferentes, com técnica adequada e aparelho automático validado, apresenta pressão arterial em consultório de 152/96 mmHg em ambas as ocasiões. Não há sintomas, exame físico sem sinais de lesão de órgão-alvo evidentes e exames básicos mostram glicemia de jejum normal, creatinina normal, ausência de proteinúria e perfil lipídico com LDL-colesterol limítrofe. Calculado o escore PREVENT, o paciente apresenta risco cardiovascular alto. Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial — 2025, a conduta MAIS adequada na UBS é:
- AManter apenas medidas não medicamentosas por 6 a 12 meses, pois se trata de hipertensão estágio 1 e o risco alto não modifica a indicação de tratamento.
- BIntroduzir tratamento farmacológico imediato, preferencialmente com associação de dois fármacos (comprimido único contendo IECA ou BRA + bloqueador de canal de cálcio ou diurético tiazídico/similar), além de medidas não medicamentosas, visando meta pressórica <130/80 mmHg.
- CSolicitar monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) apenas se a pressão em consultório estiver ≥160/100 mmHg, adiando qualquer decisão terapêutica até esse limiar.
- DIniciar betabloqueador em monoterapia como primeira escolha na maioria dos pacientes hipertensos, independentemente do risco e de outras comorbidades, visando meta pressórica < 140/90 mmHg.
- EPostergar o inicio de fármacos até que haja documentação de lesão de órgão-alvo (ex.: hipertrofia ventricular esquerda, microalbumindria), pois o risco alto por escore isolado não indica tratamento medicamentoso.