Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — CONSULPAM 2026
MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
- Código
- qg658332
- Banca
- CONSULPAM
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Anestesiologia)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, primigesta, foi submetida a cesariana de emergência sob raquianestesia há 48 horas. A punção foi realizada em L3-L4 com agulha Quincke 25G após duas tentativas. No segundo dia pós-operatório, a paciente refere cefaleia frontal e occipital bilateral de forte intensidade que iniciou gradualmente há 12 horas. A dor piora significativamente quando ela se levanta para amamentar e alivia quando se deita. Refere também náuseas ocasionais. Ao exame físico, encontra-se afebril, sem rigidez de nuca, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais. Considerando o quadro clínico apresentado, é CORRETO afirmar que:
- AA cefaleia decorre do aumento da pressão intracraniana secundário ao extravasamento de líquido cefalorraquidiano, sendo o tratamento inicial baseado em posição supina, restrição hídrica e uso de diuréticos.
- BO mecanismo fisiopatológico envolve vasoconstrição cerebral compensatória à hipotensão liquórica, e o tratamento de primeira linha consiste em bloqueio do gânglio esfenopalatino associado a corticosteroides sistêmicos.
- CA utilização de agulha de ponta cortante tipo Quincke e o maior calibre (25G versus 27G) aumentam o risco dessa complicação, e o tratamento, quando necessário, consiste na injeção de sangue autólogo no espaço epidural.
- DA posição de litotomia durante o procedimento é fator protetor para essa complicação, e o repouso em decúbito dorsal por 24 horas após a raquianestesia previne o desenvolvimento do quadro em pacientes de risco.
- EA fisiopatologia envolve tração das meninges secundária ao aumento do volume sanguíneo intracraniano, sendo a hidratação venosa o tratamento mais eficaz para resolução dos sintomas.