Questão de Auditoria Governamental — Governança e Análise de Risco — CONSULPAM 2026
Auditoria Governamental›Governança e Análise de Risco
Código
qg658370
Banca
CONSULPAM
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Auditoria Interna)
Durante o planejamento de uma auditoria interna governamental, a equipe discute se deve adotar abordagem baseada em riscos ou em conformidade. De acordo com o MOT 2017, assinale a alternativa que indica a diretriz fundamental para o planejamento da auditoria:
APriorizar exclusivamente a verificação de conformidade legal, independentemente da relevância dos riscos.
BRealizar auditorias apenas em áreas previamente indicadas pelo gestor máximo do órgão.
CLimitar o escopo da auditoria às áreas financeiras e contábeis, sem considerar aspectos operacionais.
DAdotar planejamento baseado em riscos, considerando materialidade, relevância e impacto potencial sobre os objetivos institucionais.
EUtilizar exclusivamente relatórios anteriores como base, sem necessidade de análise prospectiva.
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GabaritoD — Adotar planejamento baseado em riscos, considerando materialidade, relevância e impacto potencial sobre os objetivos institucionais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Auditoria Governamental - Planejamento baseado em riscos
Gabarito: letra D. O MOT 2017 (Manual de Orientações Técnicas do Tesouro Nacional) e as normas internacionais de auditoria (como as NBC TA e IIA) estabelecem que o planejamento da auditoria interna governamental deve ser baseado em riscos, considerando materialidade, relevância e impacto sobre os objetivos institucionais. As demais alternativas contrariam essa diretriz ao priorizar conformidade sem risco, restringir escopo ou basear-se exclusivamente em relatórios passados.
A banca testa o conhecimento sobre a abordagem moderna de auditoria: centrada em riscos, não apenas em conformidade. O próprio trecho da NBC TA (aplicável à auditoria interna) destaca que a auditoria interna pode "auxiliar a entidade identificar e avaliar exposições significativas ao risco" e contribuir para a gestão de riscos (trecho do contexto: "Atividades relacionadas à gestão de risco: A auditoria interna pode auxiliar a entidade identificar e avaliar exposições significativas ao risco e contribuir no aprimoramento da gestão de risco e do controle interno"). O material de apoio sobre auditoria governamental também reforça: "Os auditores devem planejar seu trabalho para assegurar que a auditoria seja conduzida de uma maneira eficiente e eficaz", o que inclui a identificação e avaliação de riscos.
Planejamento da auditoria (MOT 2017)
1Abordagem moderna
Baseada em riscos
Materialidade
Relevância
Impacto nos objetivos
2Abordagens rejeitadas
Conformidade sem risco
Indicação do gestor
Só áreas financeiras
Só relatórios passados
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Priorizar exclusivamente a verificação de conformidade legal, independentemente da relevância dos riscos, vai contra a abordagem baseada em riscos. A auditoria moderna considera tanto conformidade quanto riscos, mas a ênfase deve ser nos riscos mais relevantes, não na conformidade cega.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Realizar auditorias apenas em áreas indicadas pelo gestor máximo fere a independência técnica do auditor e a necessidade de avaliação de riscos objetiva. O planejamento deve ser autônomo e baseado em análise de riscos, não em indicações subjetivas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Limitar o escopo às áreas financeiras e contábeis, sem considerar aspectos operacionais, é restritivo. A auditoria governamental abrange toda a gestão pública, incluindo operações, programas, governança, etc. O MOT 2017 e normas afins orientam um escopo amplo, orientado a riscos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Adotar planejamento baseado em riscos, considerando materialidade, relevância e impacto potencial sobre os objetivos institucionais, é a diretriz fundamental do MOT 2017. Essa abordagem alinha-se aos padrões internacionais (IIA, INTOSAI) e à boa prática de auditoria governamental, priorizando os temas de maior risco e relevância.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Utilizar exclusivamente relatórios anteriores como base, sem análise prospectiva, é reativo e não preventivo. O planejamento deve ser prospectivo, antecipando riscos e mudanças no ambiente, e não meramente repetitivo.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre planejamento de auditoria governamental, lembre-se do tripé: risco, materialidade e relevância. A banca costuma cobrar a distinção entre abordagem tradicional (conformidade) e moderna (riscos). Sempre desconfie de alternativas que limitam escopo ou excluem a análise de riscos.