Questão de Terapia Ocupacional — Terapia Ocupacional Aplicada à Saúde Mental, Reabilitação Psicossocial, Disfunções Sensoriais, Neuroanatomia e Neuropsicologia — COPEVE - UFMG 2026
Terapia OcupacionalTerapia Ocupacional Aplicada à Saúde Mental, Reabilitação Psicossocial, Disfunções Sensoriais, Neuroanatomia e Neuropsicologia
- Código
- qg663509
- Banca
- COPEVE - UFMG
- Órgão
- UFMG
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- COPEVE - - Terapeuta Ocupacional
Segundo Surjus e Ricci (2020), a atuação do terapeuta ocupacional em serviços públicos territoriais de saúde mental deve considerar o cotidiano do sujeito de forma crítica, levando em conta sua história de vida e sua inserção participativa no coletivo. Isso porque a vida cotidiana e a cotidianidade se influenciam mutuamente. As diferenças nos gestos, nas práticas e nos modos de viver devem ser compreendidas como expressões singulares que podem revelar novos entendimentos sobre experiências de adoecimento e contribuir para a construção de um projeto de cuidado alinhado às reais necessidades das pessoas.A alternativa que representa corretamente um desenho de teorização na perspectiva proposta pelas autoras é
- Ao exercício de teorização deve assumir conceitos do campo da saúde mental em sua relação com os protocolos de avaliação e intervenção terapêuticas ocupacionais presentes nos serviços substitutivos, considerando, nas relações sociais, a singularidade da pessoa em seu cotidiano, bem como as suas narrativas de adoecimento e práticas de produção de saúde.
- Ba pessoa deve ser apreendida em sua centralidade, logo é necessário conhecimento sobre cotidiano, experiências e narrativas de adoecimento, assim como sobre territórios de pertencimento, relações sociais e de poder, e a produção de vivências com pessoas sujeitas à experiência de adoecimento psíquico.
- Cos estudos profissionais necessitam orientar-se pela semiologia terapêutica ocupacional, particularmente na relação entre as áreas de desempenho ocupacionais e a sintomatologia psiquiátrica individuais e/ou coletivos, sem análise das dinâmicas coletivas, dos contextos territoriais ou das experiências subjetivas de adoecimento, privilegiando indicadores quantitativos em detrimento de processos sociais e históricos.
- Do movimento de compreensão sobre a pessoa em sua singularidade se mostra secundário para a prática profissional, cabendo ao escopo teórico do terapeuta ocupacional privilegiar conceituações universais do campo da saúde mental acerca das experiências comuns de adoecimento nos contextos sociais e territórios de poder nos quais a pessoa com sofrimento psíquico está inserida.