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Questão de Geografia — Globalização — CPCON 2026

GeografiaGlobalização
Código
qg666438
Banca
CPCON
Órgão
Prefeitura de Nova Floresta - PB
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor Magistério - Classe B (Geografia)
O geógrafo Carlos Walter Porto Gonçalves, em sua obra A globalização da natureza e a natureza globalizada (2017), critica a perspectiva moderna-cartesiana que concebe a Natureza como um mero recurso a ser dominado, e o desenvolvimento como um afastamento benéfico dela. O autor argumenta que a globalização impõe uma lógica mercantil hegemônica, gerando a globalização da “ exploração da natureza . ”Fonte: Gonçalves-Porto, Carlos.(2017) A globalização da Natureza e a natureza Globalizada. Editora Civilização Brasileira. A Evolução Jurídica Do Crédito De Carbono: Perspectivas E Reflexões No Brasil - https://www.grupounibra.com/repositorio/DIREIT/2023/a-evolucao-juridica-do-credito-de-carbono-perspectivas.pdfConsiderando a base conceitual descrita e a realização da COP30 em Belém-PA (Amazônia), marque a alternativa que representa uma crítica coerente do autor à centralidade de mecanismos como o mercado de carbono (REDD+) e o financiamento para Soluções ” Baseadas na Natureza no contexto das Conferências do Clima.
  1. AA realização da COP30 na Amazônia contraria a tese de Porto Gonçalves, pois o evento representa a ruptura definitiva com o modelo de desenvolvimento predatório, priorizando as ecologias políticas dos povos tradicionais em detrimento do capital.
  2. BA COP30, ao buscar soluções de mercado como o REDD+, promove a descolonização do pensamento e a superação da dominação da natureza, alinhando-se à defesa de Porto Gonçalves da diversidade de ecologias e saberes.
  3. CA ênfase no financiamento climático e em mecanismos de mercado na COP30 reflete a consolidação da lógica mercantil hegemônica criticada por Porto Gonçalves, transformando a natureza em ativo financeiro global, o que ele chama de “colonização do poder”.
  4. DAs propostas de Soluções Baseadas na Natureza (SBNs) discutidas na COP30 são integralmente defendidas por Porto Gonçalves, pois representam a efetiva incorporação da dinâmica social e da complexidade ambiental na política climática global.
  5. EO autor, ao reconhecer a natureza como um "não-natural" (instituída socialmente), endossa a visão dos organismos internacionais de que a crise ambiental é apenas técnica, e não uma contradição civilizatória do sistema capitalista, tal como discutido na COP30.
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GabaritoC — A ênfase no financiamento climático e em mecanismos de mercado na COP30 reflete a consolidação da lógica mercantil hegemônica criticada por Porto Gonçalves, transformando a natureza em ativo financeiro global, o que ele chama de “colonização do poder”.

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