Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — CPCON 2026
MedicinaClínica Médica Humana
- Código
- qg666667
- Banca
- CPCON
- Órgão
- Prefeitura de Pilõezinhos - PB
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico PSF
Mulher de 34 anos, professora, tabagista leve (≈ 3 maços/ano), procura a APS por disfonia persistente há 3 (Atenção Primária à Saúde) semanas. Refere que a alteração vocal começou após quadro de IVAS (Infecção das Vias Aéreas Superiores) viral já resolvido. Nega febre, disfagia, odinofagia intensa, hemoptise, dispneia, perda ponderal ou história de lesões cervicais. Não utiliza medicações contínuas e nega alergias. Relata que a voz falha principalmente ao final do dia de trabalho. Ao exame físico: orofaringe sem alterações significativas, pescoço sem massas palpáveis, ausculta pulmonar normal. Sem sinais de alarme. A paciente questiona se já seria necessário encaminhamento ao otorrinolaringologista para videolaringoscopia.Considerando as diretrizes de Atenção Primária, manejo de disfonia e critérios de encaminhamento precoce, a conduta mais adequada nesse momento é:
- Areforçar higiene vocal, otimizar hidratação, orientar suspensão completa do tabagismo, avaliar fatores irritativos (como refluxo) e acompanhar por até 4 semanas adicionais antes de encaminhar, caso não haja melhora.
- Bencaminhar imediatamente para otorrinolaringologia para videolaringoscopia, independentemente de sinais de alarme, devido ao tabagismo.
- Cprescrever corticosteroide sistêmico em curta duração para acelerar a recuperação da voz e reavaliar em 7 dias.
- Diniciar inibidor de bomba de prótons empiricamente por 8 semanas, pois a maioria dos casos de disfonia pós-viral é causada por refluxo laringofaríngeo.
- Esolicitar laringoscopia indireta no próprio serviço de APS antes de qualquer abordagem terapêutica, para evitar atraso no diagnóstico.