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Questão de Português — Interpretação de Textos — DIRPS 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg667377
Banca
DIRPS
Órgão
UFU-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Veterinário/Animais de Laboratório
Em entrevista à GALILEU, a pesquisadora Nataliya Kosmyna, do MIT Media Lab, defende que o ChatGPT não está exatamente “nos deixando mais burros”. Mas é preciso saber o momento certo de usá-lo, para não atrapalhar a aprendizagem. [...]Galileu: No Brasil, muitas pessoas trataram o estudo como uma prova de que o ChatGPT está nos deixando mais burros. Como você responde a essa interpretação?Nataliya Kosmyna: Não é uma prova definitiva. Para termos algo mais definitivo — o que estamos tentando alcançar, convidando pesquisadores de todo o mundo para formar parcerias — precisamos trabalhar com populações maiores. Precisamos incluir também diferentes faixas etárias e levar em consideração que o estudo analisou ensaios, o que pessoalmente considero uma tarefa criativa bastante complexa. Afinal, o ensaio não diz respeito ao ensaio em si, e sim a ensinar uma pessoa a expressar ideias, manter um fluxo consistente de argumentos. Mas é muito importante também entender outros casos de uso.Galileu: O que você acha que pode se perder nessas simplificações?Nataliya Kosmyna: Quando vejo as pessoas dizendo “meu Deus, a IA apodrece o cérebro”, eu sempre tomo muito cuidado. Afinal, sou uma pesquisadora que trabalha com cérebro há 16 anos. Mas também trabalho com IA. Toda minha formação foi em IA, antes de ser algo popular. Então, é muito importante saber duas coisas: estamos falando sobre LLMs, os modelos de linguagem de larga escala. Mas a IA em si existe há 50, 60 anos. Ela já era usada para análise de dados. São coisas diferentes. Sempre recomendo às pessoas nomearem especificamente a ferramenta sobre a qual estão falando. Aqui, estudamos o uso de LLMs para ajudar na escrita de ensaio. Não é sobre toda a IA.[...] KOSMYNA, N. A IA apodrece o cérebro? Cuidado! Entrevista concedida a Marília Marasciulo. Galileu, São Paulo, ed. 401, p. 26-46, ago. 2025.Na organização da entrevista, o encadeamento das duas afirmações em negrito exerce a função de
  1. Asugerir a coexistência de perspectivas científicas diversas, pressupondo tensões internas entre pesquisadores das áreas de neurociência e inteligência artificial.
  2. Breforçar a autoridade da pesquisadora, que mobiliza sua trajetória acadêmica em campos distintos e complementares para legitimar sua posição sobre a relação entre cognição e tecnologia.
  3. Catenuar a presença da subjetividade, ao deslocar o foco do discurso pessoal para a dimensão institucional do desenvolvimento de pesquisas.
  4. Dconverter o discurso argumentativo em narrativo, articulando uma sequência temporal que evidencia o percurso profissional da entrevistada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — reforçar a autoridade da pesquisadora, que mobiliza sua trajetória acadêmica em campos distintos e complementares para legitimar sua posição sobre a relação entre cognição e tecnologia.

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