Questão de Contabilidade de Custos — Análise Custo-Volume-Lucro — FADESP 2026
Contabilidade de Custos›Análise Custo-Volume-Lucro
Código
qg669682
Banca
FADESP
Órgão
SEFAZ-PA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Receitas Estaduais - Conhecimentos Específicos
A empresa Sabores do Mangue Ltda é um pequeno empreendimento familiar localizado na região metropolitana de Belém (PA), especializado na produção e comercialização de sopa artesanal de caranguejo, vendida principalmente para restaurantes populares e feiras gastronômicas locais. Para o mês de outubro de 2025, período de maior demanda devido a eventos religiosos e culturais regionais, os proprietários solicitaram ao contador a determinação da quantidade mínima de sopas de caranguejo que deverá ser produzida e vendida para atender, simultaneamente, aos seguintes objetivos gerenciais:• cobrir os custos fixos totais do período, no valor de R$ 9.000,00, dos quais R$ 3.000,00 referem-se à depreciação de equipamentos de cozinha industrial;• pagar uma obrigação financeira referente à parcela mensal de um microcrédito produtivo no valor de R$ 3.000,00, exigível no próprio mês;• alcançar um lucro econômico desejado de R$ 6.000,00, considerando o retorno mínimo esperado pelos proprietários.O preço médio de venda unitário da sopa de caranguejo praticado pelo empreendimento é de R$ 50,00, enquanto o custo variável unitário (insumos, embalagens, gás e mão de obra direta variável) corresponde a R$ 20,00.Considerando a aplicação conjunta e integrada dos conceitos de ponto de equilíbrio contábil, ponto de equilíbrio financeiro e ponto de equilíbrio econômico, é correto afirmar que a empresa Sabores do Mangue Ltda deverá produzir e vender, no mínimo, no mês de outubro de 2025,
A300 unidades.
B400 unidades.
C450 unidades
D500 unidades.
E600 unidades.
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GabaritoD — 500 unidades.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise Custo-Volume-Lucro: Ponto de Equilíbrio Integrado
Gabarito: letra D (500 unidades). A quantidade mínima para atender simultaneamente aos objetivos de cobrir custos fixos (excluída a depreciação), pagar a obrigação financeira e obter o lucro econômico desejado é obtida pela fórmula: (Custos Fixos Desembolsáveis + Obrigação Financeira + Lucro Econômico) / Margem de Contribuição Unitária = (R$ 6.000,00 + R$ 3.000,00 + R$ 6.000,00) / R$ 30,00 = 500 unidades.
A questão exige a aplicação integrada dos conceitos de ponto de equilíbrio contábil (PEC), financeiro (PEF) e econômico (PEE). A banca testa a capacidade de diferenciar custos que geram desembolso (excluindo depreciação) e incluir obrigações financeiras no cálculo do ponto de equilíbrio econômico.
O candidato pode erroneamente incluir a depreciação (R$ 3.000,00) como desembolso ou esquecer a obrigação financeira (R$ 3.000,00). Se considerar apenas os custos fixos totais (R$ 9.000,00) mais o lucro econômico (R$ 6.000,00), obtém 500 unidades? Não: 15.000/30 = 500 (coincidentemente, pois 9.000+6.000=15.000). Mas esse valor não considera que a depreciação é não desembolsável e que a obrigação financeira é um desembolso extra. O cálculo correto é: desembolsos fixos (6.000) + obrigação (3.000) + lucro (6.000) = 15.000 → 500 unidades. Se usar custos fixos totais (9.000) + obrigação (3.000) + lucro (6.000) = 18.000 → 600 unidades (letra E), que é uma alternativa distratora.
Corresponde ao Ponto de Equilíbrio Contábil, que cobre apenas os custos fixos totais, mas não gera recursos para pagar a obrigação financeira nem alcançar o lucro econômico.
Alternativa B — ❌ Incorreta (400 unidades)
Calculando: 400 × R$ 30,00 = R$ 12.000,00 de margem de contribuição. Desse valor, subtraindo os custos fixos desembolsáveis (R$ 6.000,00) e a obrigação financeira (R$ 3.000,00), sobram R$ 3.000,00 — insuficientes para o lucro econômico de R$ 6.000,00.
Alternativa C — ❌ Incorreta (450 unidades)
450 × R$ 30,00 = R$ 13.500,00. Subtraindo R$ 6.000,00 (fixos desembolsáveis) e R$ 3.000,00 (obrigação), sobram R$ 4.500,00 — ainda abaixo dos R$ 6.000,00 desejados.
600 × R$ 30,00 = R$ 18.000,00. Esse valor seria necessário se a depreciação fosse considerada como desembolso (custos fixos totais de R$ 9.000,00 + obrigação R$ 3.000,00 + lucro R$ 6.000,00 = R$ 18.000,00). Porém, como a depreciação é um custo não desembolsável, o valor correto é menor.
PEGA ESSA DICA!
No cálculo do ponto de equilíbrio que envolve desembolsos, lembre-se de excluir a depreciação e incluir todas as saídas de caixa obrigatórias (como parcelas de empréstimos). A margem de contribuição deve cobrir: desembolsos fixos + obrigações financeiras + lucro desejado. Monte a fórmula com atenção a cada item.