Questão de Contabilidade de Custos — Análise Custo-Volume-Lucro — FADESP 2026
Contabilidade de Custos›Análise Custo-Volume-Lucro
Código
qg669685
Banca
FADESP
Órgão
SEFAZ-PA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Receitas Estaduais - Conhecimentos Específicos
- Produção: 3.000 unidades totalmente acabadas.- Custos Variáveis: R$ 48.000,00.- Custos Fixos: R$ 60.000,00.- Despesas Variáveis: R$ 20.000,00.- Despesas Fixas: R$ 16.000,00.- Não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração.- Não há estoques iniciais de produtos acabados.- Vendas Líquidas: 2.500 unidades a R$ 80,00 cada, totalizando uma receita de R$ 200.000,00Não satisfeito apenas com a informação sobre o custo da produção vendida (CPV), a diretoria da empresa industrial Augusto Corrêa Ltda, por necessidade de informações gerenciais, solicitou ao contador informações referentes à margem de contribuição das plantas ornamentais daquele período. Para atender a esta solicitação, o contador apurou o lucro líquido baseado no método de custeio variável. Então, com os mesmos dados da questão anterior, sobre a produção e comercialização de plantas ornamentais para o dia das mães, é correto afirmar que a industrial Augusto Corrêa Ltda auferiu um lucro líquido de
AR$ 140.000,00.
BR$ 160.000,00.
CR$ 150.000,00.
DR$ 64.000,00.
ER$ 74.000,00.
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GabaritoD — R$ 64.000,00.
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Custeio Variável e Apuração do Lucro Líquido
Gabarito: letra D. No custeio variável, apenas os custos variáveis de produção são alocados aos produtos; os custos fixos e as despesas fixas são tratados como despesas do período. O lucro líquido é obtido subtraindo da receita total todos os gastos variáveis (CPV variável + despesas variáveis) e, em seguida, os gastos fixos (custos fixos + despesas fixas). Com os dados fornecidos, o cálculo resulta em R$ 64.000,00.
R$ 140.000,00 corresponde ao valor da margem de contribuição, ou seja, o resultado após deduzir apenas os gastos variáveis, sem considerar os gastos fixos. O erro é parar por aí e não prosseguir com a dedução dos custos e despesas fixas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
R$ 160.000,00 é o resultado de Receita – CPV variável (R$ 200.000 – R$ 40.000), ignorando tanto as despesas variáveis quanto todos os gastos fixos. É um erro comum de quem calcula apenas a margem bruta pelo custeio variável sem considerar as despesas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
R$ 150.000,00 não corresponde a nenhum valor intermediário lógico do cálculo. Pode ser um distrator numérico aleatório; o correto é R$ 64.000,00.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, o lucro líquido pelo custeio variável é exatamente R$ 64.000,00. O cálculo considera a correta segregação entre gastos variáveis e fixos: receita menos todos os variáveis (CPV variável + despesas variáveis) gera a margem de contribuição de R$ 140.000; desse valor subtraem-se os gastos fixos (custos fixos + despesas fixas) totalizando R$ 76.000, resultando em R$ 64.000.
Alternativa E — ❌ Incorreta
R$ 74.000,00 pode surgir de um erro como: Receita – Custos totais (variáveis + fixos) – Despesas variáveis = R$ 200.000 – R$ 108.000 – R$ 20.000 = R$ 72.000 (próximo), mas o valor exato é R$ 64.000. A confusão provavelmente decorre da inclusão indevida de custos fixos no CPV (custeio por absorção) ou da má interpretação das despesas variáveis.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa a diferença entre custeio variável e absorção. Se o aluno calcular o CPV pelos custos totais (R$ 108.000 / 3.000 = R$ 36,00/un. → CPV = 2.500 × R$ 36 = R$ 90.000), o lucro seria outro (R$ 200.000 – R$ 90.000 – R$ 36.000 de despesas totais? = R$ 74.000). Mas a questão pede expressamente o método de custeio variável, que só aloca custos variáveis ao produto. Fique atento ao comando da questão!