Questão de Veterinária — Caprinocultura — FAU 2026
VeterináriaCaprinocultura
- Código
- qg671613
- Banca
- FAU
- Órgão
- Prefeitura de Terra Roxa - PR
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Veterinário I
No manejo sanitário de caprinos, o controle de helmintoses gastrointestinais exige um entendimento profundo das diferenças fisiológicas entre caprinos e ovinos, bem como das dinâmicas de resistência parasitária. Sobre a terapêutica e a epidemiologia parasitária em caprinos, assinale a alternativa CORRETA:
- ACaprinos possuem um metabolismo hepático mais lento para fármacos benzimidazóis em comparação aos ovinos, o que permite a utilização de doses reduzidas (metade da dose) para atingir a eficácia terapêutica contra o Haemonchus contortus.
- BO método FAMACHA, embora útil para ovinos, é contraindicado para caprinos, pois nesta espécie o parasitismo por Haemonchus spp. e o Enterobium spp. não provoca anemia, manifestando-se exclusivamente por quadros de diarreia profusa.
- CA hipobiose (prisão do desenvolvimento larvário) em caprinos ocorre exclusivamente durante os períodos de alta pluviosidade, servindo como uma estratégia do parasita para evitar a dispersão excessiva de ovos no ambiente.
- DO uso frequente e subdosado de anti-helmínticos em caprinos é a estratégia recomendada pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) para prevenir o surgimento de populações de parasitas resistentes, garantindo a eliminação gradual das larvas em refúgia.
- EDevido à maior taxa metabólica e à maior capacidade de biotransformação hepática dos caprinos, as doses de muitos anti-helmínticos (como os benzimidazóis e a ivermectina) devem ser superiores às recomendadas para ovinos, geralmente o dobro da dose, para garantir níveis plasmáticos eficazes.