Pular para o conteúdo principal

Questão de Filosofia — Conceitos Filosóficos — FCM 2026

FilosofiaConceitos Filosóficos
Código
qg673147
Banca
FCM
Órgão
IF-AM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Área/Disciplina: Filosofia
“E até, como por vezes julgo que os outros se equivocam, mesmo nas coisas que pensam saber com a maior certeza, pode ocorrer que ele tenha querido que eu me engane todas as vezes que faço a adição de dois e três, ou que enumero os lados de um quadrado, ou que julgo alguma coisa ainda mais fácil, caso se possa imaginar algo mais fácil que isso. Mas talvez Deus não tenha querido que eu fosse ludibriado dessa forma, pois diz-se que é soberanamente bom. Todavia, se repugnasse à sua bondade ter-me feito tal que eu me enganasse sempre, isto pareceria também ser-lhe de alguma forma contrário, permitir que eu por vezes me engane, e não obstante não posso duvidar que ele o permita” (Descartes, 2005, p. 35-36).Nesse sentido, é correto afirmar que(,)
  1. Ao trecho ilustra um ponto importante da argumentação de Descartes para a existência de Deus, segundo a qual não posso me enganar sobre a existência de Deus, pois se me enganasse, Deus não seria onipotente.
  2. BDescartes discute a hipótese cética do sonho, segundo a qual poderíamos estar enganados em todas as nossas crenças, mesmo as crenças mais básicas de aritmética e geometria, pois no sonho as faculdades estariam completamente sujeitas à manipulação de um Deus enganador.
  3. Ccom base nessa passagem, podemos dizer que o “penso, logo existo” não deve ser interpretado como um argumento, pois, sob a hipótese do gênio maligno, mesmo as nossas inferências lógicas poderiam estar comprometidas.
  4. Da bondade de Deus é infinita, mas o meu conhecimento é finito. Portanto, mesmo que Deus queira me enganar para o meu próprio bem, eu posso não conhecer os seus desígnios. A única coisa que eu não posso colocar em dúvida é a existência desse Deus.
  5. Ese eu posso errar quando faço a adição de dois mais três, então esse conhecimento não é a priori. Nesse sentido, Descartes foi um precursor da tese conhecida como antiexcepcionalismo lógico e matemático.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — com base nessa passagem, podemos dizer que o “penso, logo existo” não deve ser interpretado como um argumento, pois, sob a hipótese do gênio maligno, mesmo as nossas inferências lógicas poderiam estar comprometidas.

Link permanente: /questoes/qg673147