Questão de Veterinária — Clínica Médica Veterinária — FCM 2026
VeterináriaClínica Médica Veterinária
- Código
- qg673519
- Banca
- FCM
- Órgão
- IF-AM
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Área/Disciplina: Medicina Veterinária / Clínica Médica de Pequenos Animais
Foi atendida uma gata SRD, fêmea inteira, com 6 anos de idade, apresentando apatia progressiva, hiporexia, letargia e aumento da ingestão de água há aproximadamente 5 dias. A tutora relatou que o animal havia apresentado cio recente, seguido de alteração comportamental, permanecendo mais isolado e menos ativo. Não havia histórico de uso de anticoncepcional. Ao exame físico, a paciente apresentava estado geral deprimido, mucosas pálidas, desidratação moderada (7%), temperatura retal de 39,6 °C e dor à palpação abdominal, principalmente em região caudal. Observou-se corrimento vaginal purulento de odor fétido, aderido à região perineal. Na avaliação laboratorial, o hemograma evidenciou leucocitose por neutrofilia com desvio à esquerda e discreta anemia normocítica normocrômica. O perfil bioquímico revelou aumento de ureia e creatinina, além de hiperglobulinemia. A ultrassonografia abdominal demonstrou útero aumentado de volume, com paredes espessadas e conteúdo intraluminal anecoico a hiperecogênico, compatível com secreção purulenta e os ovários apresentavam estruturas compatíveis com corpos lúteos ativos.Com base nos achados clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos, é correto afirmar que o clínico médico veterinário deve
- Aadministrar prostaglandinas para indução de luteólise e esvaziamento uterino, associadas à antibioticoterapia sistêmica, considerando tratar-se de uma fêmea jovem e clinicamente estável.
- Binstituir tratamento conservador com antibióticos por via oral e anti-inflamatórios não esteroidais, mantendo a paciente sob observação clínica, uma vez que o corrimento vaginal indica drenagem adequada do conteúdo uterino.
- Cestabilizar a paciente com fluidoterapia intravenosa, antibioticoterapia de amplo espectro e indicar posterior ovariohisterectomia de emergência.
- Dpostergar a intervenção cirúrgica até a completa normalização dos parâmetros laboratoriais, priorizando apenas fluidoterapia e correção da azotemia antes de qualquer abordagem definitiva.
- Erealizar apenas antibioticoterapia de amplo espectro e analgesia, visto que a presença de piometra aberta em felinos apresenta bom prognóstico sem necessidade de ovariohisterectomia.